REDE URBANIDADE FAZ VISTORIA DO TTN

REDE URBANIDADE FAZ VISTORIA DO TTN

Representantes da Rede Urbanidade, da qual a Rodas da Paz faz parte, realizaram uma vistoria percorrendo as ciclovias construídas para conectar a asa norte com a saída norte e Lago Norte. Acompanharam a vistoria Bruno Terra da SEMOB, o engenheiro Paulo Machado do DER e o representante dos coordenadores dos grupos de ciclistas e morador de Planaltina Eduardo Guimarães.

A ciclovia apresenta em sua maioria trechos lineares, sem muitos desvios ou contornos que aumentariam a viagem das bicicletas, o que é um grande mérito. Ela apresenta vários pequenos defeitos, como falhas na estrutura que podem gerar lama e erosão do asfalto, rebaixamentos que não foram feitos e canalização da chuva de forma inapropriada. Esses defeitos podem ser facilmente corrigíveis e com pouco custo. Os piores problemas são os seguintes:

Falta de prioridade para o ciclista nos cruzamentos.

Cruzamento com o eixinho L

O TTN tem em torno de 17 cruzamentos, todos com preferência para o automóvel. Grande parte desses cruzamentos ocorrem em vias de baixa velocidade ou que poderiam ter a velocidade reduzida no trecho sem causar engarrafamentos mesmo no horário mais cheios. Nas pistas de alta velocidade, o uso de semáforo com botoeira ou semáforos com três tempos podem ser usados. A lógica do GDF de manter em todos os cruzamentos de ciclovia com via a prioridade para os carros, mesmo nas vias de baixíssima velocidade mantém a lógica de preferência pros carros que contraria o CTB.

Problemas de iluminação e segurança.

As ciclovias passam por regiões onde não há comércios ou moradias, e muitas vezes longe das vias ou cercadas de árvores. Dessa forma, a falta de iluminação se torna uma questão de segurança para o ciclista, tanto a questão de assaltos e violência como a incapacidade do carro de ver um ciclista se aproximando para cruzar a via. Nos locais onde a iluminação da via não é suficiente, deve-se colocar mais um foco de luz no poste ou criar uma estrutura de iluminação somente para a ciclovia, mais baixa para que as árvores que as cercam não se tornem obstáculos.

Sinalização vertical e horizontal.

Cruzamento com a BR-020 com velocidade de 80km/h somente com uma placa

As ciclovias devem ser pensadas para serem usadas por todos: pessoas que estão começando a pedalar, turistas que não conhecem a cidade, idosos e até cadeirantes. Dessa forma, a sinalização vertical avisa sobre descidas ou subidas íngremes, ajuda às pessoas se localizarem e a chegar em seu objetivo com maior economia de tempo. Além disso, a sinalização vertical e horizontal deve avisar os carros que estão se aproximando de um cruzamento com a ciclovia e devem diminuir a velocidade e manter atenção redobrada.

Esses três problemas necessitarão de maior investimento de recursos e negociação com os órgãos responsáveis, que ainda apresentam muita resistência à priorização para a bicicleta e técnicas como o acalmamento de tráfego (saiba mais).

Clique aqui para assistiro vídeo da primeira vistoria feita no TTN pelo coordenador geral Raphael Barros e o voluntário Caetano Sampieri em nosso canal do YouTube.