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2015 foi difícil? Com o seu apoio, ficou mais fácil.

A Rodas da Paz gostaria de agradecer o seu apoio durante o longo ano de 2015.

Foram muitas as realizações importantes para qualificar o debate sobre bicicleta nas políticas públicas, como o lançamento de materiais inéditos como o Guia para Jornalistas, a Cartilha de exercícios para professores, a pesquisa do perfil do ciclista e o livro A Bicicleta no Brasil. Fizemos ainda 3 contagens de ciclistas (na EPTG, em Águas Claras e na Ponte do Bragueto, para mostrar que o DF pedala e que é necessário aumentar e melhorar sua rede cicloviária. Apresentamos relatório com sugestões para melhorar a integração Metrô-Bicicleta. Fizemos uma ação super provocativa de travessia da Ponte do Bragueto colocando bicicletas no caiaque, para dizer que já que não dá pra passar pela ponte, iremos pela água, mas iremos. Não vamos deixar de tentar humanizar as ruas do DF, por mais que a cultura da velocidade e da fluidez do automóvel às vezes deixe nossos sonhos de uma cidade melhor engarrafados.

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Batemos um recorde incrível de 10 mil pessoas participando do passeio anual da Rodas da Paz, que pedia o cumprimento da lei distrital que prevê ciclovias nas rodovias do DF. Usamos essa lei em 2014 para cobrar no Ministério Público a execução da ciclovia da EPTG, que tem chances de finalmente sair do papel agora.

Para botar em prática a construção da cidade que a gente quer, organizamos um mutirão de plantio de mudas nas ciclovias de 4 cidades do DF, aproveitando o período de chuvas.

Com a doação de 40 pessoas através de financiamento colaborativo, concluímos a construção do galpão para abrigar as bicicletas da campanha Doe Bicicleta. Firmamos parceria com o grupo escoteiro Moraes Antas, que passou a servir como ponto de coleta do projeto Doe Bicicleta. Participamos da Conferência de Alto Nível da ONU sobre Segurança Viária. Firmamos parceria com a Ecocâmara; pedalamos pelo Clima junto com a ONU, participamos da revitalização do Beco da Esperança na Estrutural junto com o Coletivo da Cidade e o Movimento nossa Brasília.

Ajudamos ainda, junto com o Bike Anjo DF, a colocar o governador e seus secretários pra pedalar no dia De Bike ao Trabalho, para que os gestores conheçam melhor as dificuldades e vantagens da magrela, reforçando o compromisso pela mobilidade sustentável.

Isso tudo só foi possível graças aos associados e voluntários que vem se somando ao nosso trabalho. Em 2015 fizemos a nossa III Formação de voluntários, para 2016 pretendemos fazer duas formações, para atender a mais gente que quer colocar a mão na massa e construir um DF mais ciclável. Graças a parceria firmada com o Itaú estamos dando conta de fazer mais ações simultaneamente, como as oficinas Ler Dá Pedal na escola Classe 16 do Gama, mas sabemos que falta muito por ser feito no DF.

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Pelo seu trabalho, a Rodas da Paz recebeu em 2015 o prêmio República do Ministério Público, o que nos motiva ainda mais a continuar atuando no controle social de políticas públicas. Outro reconhecimento é que a atual coordenadora da Rodas da Paz foi convidada a dar uma palestra no TEDx Universidade de Brasília sobre mobilidade. Entre os acontecimentos positivos nesse campo, é importante citar o avanço do desenho da ciclovia da EPTG, resultado de ação movida pela Rodas da Paz no MPDFT em 2014 e o desenvolvimento do projeto Mobilidade Ativa, que deve avançar esse ano em Águas Claras e em Ceilândia.

Seguimos dialogando e cobrando o governo atual para que cumpra os compromissos de campanha, sobretudo, a carta de compromisso pela mobilidade, reconhecendo as ações positivas para a humanização das vias do DF, mas também criticando quando necessário. O aumento do custo da tarifa, por exemplo, foi um duro golpe para a população e para a mobilidade sustentável, refletindo em incentivo ainda maior ao aumento do uso do carro no DF. Precisamos ainda continuar acompanhando de perto projetos como do Trevo de Triagem Norte e o viaduto da EPIG, obras caras e de perspectiva rodoviarista, voltadas para o automóvel, que não contemplavam estrutura adequada para ciclistas e pedestres – e que estão em processo de revisão.

De acordo com o próprio DETRAN, o número de ciclistas vítimas da violência aumentou no DF, interrompendo a tendência de queda conquistada com muito suor desde 2005. Enquanto em 2014 foram 20 ciclistas mortos no trânsito, em 2015 o número bateu a casa dos 30, voltando para patamares de 4 anos atrás. Por isso, infelizmente, o trabalho de mobilização e conscientização da sociedade ainda é muito importante, como nas manifestações pela identificação dos assassinos de Antônio Fonseca (Samambaia) e Saturnino Júnior (ParkWay). O caso de Antônio continua sem solução, e nenhuma família deveria perder um ente querido sem poder contar ao menos com a justiça para a punição do motorista responsável.

Sabe o que isso significa?

Significa que precisamos continuar pedalando juntos e reivindicando políticas educativas, fiscalização e infraestrutura adequada, para que motoristas e ciclistas possam continuar transformando a cidade – sua infraestrutura, sua cultura.

A mudança não vai acontecer de um ano para o outro, mas é no dia-a-dia que o futuro de uma geração pode ser inventado.

Frear nossa coragem e mobilização não é uma alternativa para esse ano. Venha com a gente e chame todo mundo para se associar a essa causa.

Associe-a Rodas da Paz (tem uma surpresa exclusiva para os associados)

Vamos lá!

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Na Rodas da Paz, 2015 chegou de bicicleta!

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Quase não dá para acreditar que 2014 acabou! O ano de 2015 chegou tão rápido, mas tão rápido que a gente diz que veio pedalando. Quem tem pressa vai de bike! Por isso, a Rodas da Paz segue firme no pedal: temos pressa para fazer ainda mais pela cidade que nos desafia todos os dias a ir mais e mais longe, na luta pela convivência pacífica entre pedestres, ciciclistas, motociclistas, motoristas. A ONG completou 11 anos de atuação. Na sua agenda de trabalho, está ainda mais forte o compromisso com o controle social das políticas públicas, a realização de ações sociais e comunitárias e a promoção cultural da bicicleta como meio de transporte, esporte e lazer. 11 anos é muito tempo, mas passou num piscar de olhos: quando a gente viu, já tinha crescido, estava andando sem rodinhas, com mais autonomia e total independência. Há um famoso provérbio com a seguinte mensagem: “se quiser ir rápido, vá sozinho; se quiser ir longe, vá acompanhado”. A Rodas da Paz acredita que é possível as duas coisas – ir rápido e longe, contando com o apoio dos parceiros. Foi assim mais uma vez nesse ano de atuação.

* Mais voluntários chegando – Realizamos nossa segunda formação de voluntários, trazendo mais uma turma bastante qualificada para atuar com a gente; aprimoramos a organização do XII passeio ciclístico anual (que passou a marca de 6 mil participantes, contando com distribuição antecipada das camisetas, apoio de novos parceiros e dezenas de grupos de pedal), mais uma vez marcando a história do DF; participamos ativamente do debate de propostas durante as eleições e demos uma nova cara à campanha Doe Bicicleta, com um projeto colaborativo para construção do galpão na Vila do Pedal.

* Papo reto com o Poder Público – Ao longo do ano, a Rodas da Paz atuou em diversos espaços políticos, qualificando o debate com o poder público, como no Seminário “Mobilidade Sustentável”, na Câmara Legislativa do DF, na Audiência Pública sobre a bicicleta e a questão tributária na Câmara dos Deputados e no Senado junto à Rede Bicicleta para Todos, pelo IPI Zero para Bicicletas, marcando presença e atuando diretamente com representantes em conselhos como o CONTRANDF e o CONPLAN, onde se discutem questões urgentes sobre o planejamento da cidade. A negligência do poder público levou a Rodas da Paz a apresentar uma denúncia de ilegalidades ao Ministério Público do DF no Dia Nacional do Ciclista, que foi marcado também por homenagens aos ciclistas vítimas da violência no trânsito. Sabemos que não basta ter centenas quilômetros de ciclovias, como anunciado pelo governo, se eles não forem acompanhados de planejamento e execução de qualidade. Por isso, fizemos também ao final de 2014, um balanço da política cicloviária do governo Agnelo (2011-2014), um documento que ajudará a orientar a política cicloviária da próxima gestão. Continuaremos em 2015 nosso trabalho de controle social, cobrando o governo pela execução de uma política com critérios e metas sérias e objetivos transparentes.

* Um mais um: todo mundo conta – Além disso, participamos de espaços de debate e articulação da sociedade civil, como o III Fórum Mundial da Bicicleta, o III Workshop da Transporte Ativo “A Promoção da Mobilidade por Bicicleta no Brasil”, e diversas ações com o GT Mobilidade do Movimento Nossa Brasília e outros movimentos.

* Comunicação cidadã – Em 2014, a Rodas da Paz continuou com sua atuação positiva, atendendo dezenas de chamados da mídia (rádio, jornais impressos e televisão) para ajudar a esclarecer e informar a população; contribuindo para a promoção do uso da bicicleta através do apoio a empresas e órgãos públicos para instalação e uso de paraciclos e bicicletários (Ministério das Cidades, Ministério das Comunicações, EBC, entre outros); e através do ensino gratuito sobre o uso da bicicleta em parceria com o projeto Bike Anjo DF e do Bike Anjo Nacional com ações como o dia De Bike ao Trabalho. Esse ano, os voluntários da Rodas da Paz realizaram o vídeo vencedor em Menção Honrosa do Prêmio VICRA – Festival Internacional de Videos de las Ciclovías Recreativas de las Américas, prêmio concedido a este curta sobre o Eixão do Lazer.

* O Eixão é de todos nós! – Acreditamos que a população tem direito de usufruir da cidade e, em 2014, a Rodas da Paz continuou sua luta em defesa do Eixão do Lazer e da implementação de ruas de lazer em outras cidades do DF. Com a manutenção do Eixão do Lazer na Asa Norte durante os domingos de jogos da copa, conquistamos importante vitória, ainda que parcial.

* Rock dá pedal e muito mais – Bicicleta também é cultura! Nada melhor do que participar do maior festival de rock independente do país de bicicleta. Esse foi o objetivo do Bike-valet no Porão do Rock, que estimulou centenas de pessoas a utilizarem bicicleta no dia do evento. E durante a semana da mobilidade, realizamos ainda o 6º Desafio intermodal e apoiamos a implementação, junto com o Movimento Nossa Brasília, de uma vaga viva no Dia mundial sem carro.

* Eu voto bicicleta, mesmo depois das eleições – A atuação cidadã da ONG se manteve firme na luta por uma maior participação da sociedade civil no processo de formulação e avaliação das políticas públicas tanto a nível local como nacional. No DF, a Rodas da Paz participou do debate eleitoral articulada com outros movimentos apresentando uma carta compromisso com a mobilidade sustentável com propostas para candidatos a todos os cargos a serem preenchidos nessas eleições. Nacionalmente, junto a União de Ciclistas do Brasil (UCB), ajudamos na elaboração e na mobilização de assinatura dos candidatos a Carta da União dos Ciclistas do Brasil, além da mobilização de organizações e especialistas contra o PL 26/2010 que ameaça a segurança do pedestre. Promovemos também o diálogo com a população sobre uma série de políticas de mobilidade por bicicleta no DF, como o encontro para avaliação e apresentação de sugestões para o sistema de compartilhamento de bicicletas do DF e a avaliação do novo aplicativo para Bicicleta (Ciclovida DF), feita a partir das críticas e comentários de usuários.

* Novos projetos – Esse ano ganhamos mais um parceiro na promoção da mobilidade sustentável! Após muito trabalho e reflexão, nosso projeto elaborado em 2014 foi aprovado e, a partir de 2015, a ONG vai contar com o patrocínio do Itaú para apoiar suas atividades de desenvolvimento institucional.

Sabemos que ainda há muito por fazer. Apenas em um período de cerca de 30 dias, entre junho e julho de 2014, ocorreram 4 mortes de ciclistas, a maior parte em vias de alta velocidade e nas regiões fora do plano, não priorizadas pelos projetos cicloviários. Uma das vítimas foi o agente penitenciário Francisco Vidal, que teve uma bicicleta branca instala em sua homenagem na EPTG.

Fizemos muito e queremos fazer ainda mais pelo DF em 2015, quando os próximos governantes e representantes escolhidos pela população estão assumindo seus postos. Contamos com seu apoio nesse caminho.

Para se associar a Rodas da Paz, clique aqui.

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