Sistema de compartilhamento de bicicletas 2: encontro aberto para discutir as sugestões para as novas estações e resposta do GDF

Sistema de compartilhamento de bicicletas 2: encontro aberto para discutir as sugestões para as novas estações e resposta do GDF

No dia 14 de junho de 2014, Rodas da Paz convidou a comunidade para um café da manhã para conversar sobre como melhorar o sistema de compartilhamento de bicicletas em Brasília e onde instalar as próximas  estações.

café

Já havíamos feito algumas contribuições para o GDF, que foram encaminhadas por meio deste ofício

Enviamos as novas sugestões que surgiram no encontro participativo para melhoria do sistema, assim como a relação sugerida dos pontos de instalação das estações de bicicletas compartilhadas que poderiam completar as próximas estações instaladas na RA-1 nesta fase. Veja o documento completo  aqui. Estas sugestões são complementares às anteriormente enviadas, ampliando a área de cobertura do sistema.

Recomendações do encontro:

1) Sinalização e educação no trânsito: nas áreas onde há estações é importante haver um esforço ainda maior do poder público de sinalização nas vias e nas ciclovias, alertando aos motoristas de que há, naquela área, maior trânsito de bicicletas;

2) É preciso ter políticas de moderação de tráfego, reduzindo limites de velocidade e fazendo análises para instalação de equipamentos de controle de velocidade (como faixas elevadas, lombadas ou radares, por exemplo) e garantindo segurança e preferência – a não existência de ciclovias não impede a existência de estações em um determinado local;

3) As próprias bicicletas podem trazer consigo mensagens educativas visíveis aos motoristas (“proteja o ciclista”, “dê a preferência”, “mantenha a distância de 1,5m”, por exemplo);

4) Foi relatado que, muitas vezes, uma pessoa pode demorar para encontrar uma estação. Apesar da localização no mapa do aplicativo, o local preciso não é visualizado facilmente. Assim, seria interessante criar placas de orientação nos locais ao redor das estações indicando a direção delas (além de ajudar o usuário comum, isso pode despertar a curiosidade e atrair novos usuários);

5) Verificar a possibilidade de se criar um cartão especial ou um bilhete único (integrado ao transporte público);

Sugestões dos 10 novos pontos:

bikes compartilhadas 2

Foi sugerido também a possibilidade de instalação posterior de estações em locais onde há curiosidades históricas e culturais da cidade. Podem ser criados Totens com informações, curiosidades e referências históricas nas próprias estações (em locais fora do eixo tradicional, como a quadra 308 Sul (quadra inicial), a 405 Norte (conhecida como babilônia), a 505 Sul (próximo à Praça do Índio e à Igreja Dom Bosco). Seria interessante pesquisar locais com curiosidades como essa dentro e fora do plano piloto.

Importante: Cientes da carência da educação no trânsito e respeito ao ciclista, reforçamos, enfaticamente, que as novas estações de bicicletas compartilhadas devam vir acompanhadas de ações educativas e de redução da velocidade no trânsito, por parte do Poder Público.

Após verificarmos que as novas estações estavam sendo instaladas e questionarmos novamente o GDF, recebemos uma resposta oficial do GDF (veja a reposta detalhada da comissão técnica e o ofício do fórum de mobilidade por bicicleta do GDF).

As sugestões foram recebidas como contribuições técnicas e em parte acolhidas. No entanto, grande parte das sugestões das estações não podem ser seguidas nessa fase de testes, segundo a comissão técnica, devido ao escopo definido de atuação e à densidade de estações por km² proposta na área inicial projetada.

Os documentos revelam também duas novidades:

1) já está prevista integração do sistema de bicicletas ao transporte público por meio de um cartão especial, o que requer o “encerramento da transição do sistema de transporte público do DF”, e;

2) é anunciado que “Além da ampliação do Sistema de Bicicletas Compartilhadas de Brasília, já está prevista a implantação do mesmo sistema nas cidades de Ceilândia e Samambaia”;

No entanto, não é mencionado prazo para tais ações.

Conclusão: antes de solicitar as sugestões da Rodas da Paz, o GDF poderia ter explicitado a limitação da área do projeto piloto, evitando sugestão de estações em áreas onde já se sabia que não seria possível a instalação. O maior diálogo e disponibilização fácil dos documentos facilitaria as contribuições e participação da sociedade. As sugestões enviadas pela Rodas da Paz permanecem para a próxima etapa, pós testes. Vamos continuar acompanhando o andamento do projeto e colaborando para a melhoria das condições de mobilidade por bicicleta no DF.

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