Moradores e entidades fazem abaixo assinado sobre obra na Saída Norte

Moradores do final da Asa Norte e entidades estão mobilizados em relação à qualidade ambiental da obra do Trevo de Triagem Norte. Além de diversas ações, os moradores estão com abaixo assinado online pedindo que o Governador Rodrigo Rollemberg repense a concepção da obra, que é caracterizada por viés rodoviarista e com impacto ambiental a nascentes localizadas na área. Apoie o movimento e assine aqui o abaixo assinado!

A comunidade já apresentou suas dúvidas em relação ao projeto num documento entregue à Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, do MPDFT, e montou um blog para compartilhar notícias sobre a mobilização.

Em novembro de 2015 a Rodas da Paz apresentou ao DER relatório onde mostrava que a obra do TTN não atendia à legislação de mobilidade vigente, como o Plano Diretor de Transporte Urbano do DF, de 2011, e a Política Nacional de Mobilidade Urbana, de 2012, pois o projeto havia sido elaborado antes da vigência dessas leis e não foi suficientemente adaptado posteriormente. Acesse aqui o relatório e veja a ação feita no Lago Paranoá para divulgá-lo.

ponte

concepção do projeto do TTN é obsoleta, por priorizar o uso do automóvel

Em resumo, a concepção do Trevo de Triagem Norte parte da premissa que ampliando o espaço destinado a circulação de automóveis os congestionamentos serão reduzidos, o que já se sabe que não se confirma na realidade, pois essas obras acabam incentivando ainda mais a adoção do carro como meio de transporte e trazendo mais veículos para as vias, aumentando os congestionamentos rapidamente, como ocorreu na Marginal em São Paulo. Dado o curto período em que de fato essas obras “melhoram” o trânsito, o alto custo não se justifica, tendo em vista os baixos benefícios para a sociedade e as externalidades negativas que causa.

Entre os impactos ambientais da obra estão nascentes localizadas na área que podem ser afetadas, num contexto que os recursos hídricos são considerados especialmente importantes e merecedores de preservação no mundo e em Brasília, conhecida pelos períodos de estiagem e que receberá em breve o Fórum Mundial das Águas. Em termos de mudança climática, o inventário de emissões de gases de efeito estufa divulgado pelo próprio GDF em 2016 mostra que no DF 49% das emissões são originadas pelo setor de transporte, muito acima da média nacional, que é de 22%, o que deveria orientar o GDF a justamente desincentivar e não incentivar o uso do automóvel com obras milionárias.

Uma ideia sobre “Moradores e entidades fazem abaixo assinado sobre obra na Saída Norte

  1. Antonio

    Boa noite,

    Pessoalmente, eu creio que o ideal seria termos um planejamento urbano que distribua os serviços públicos e permita a mobilidade através de um transporte público eficiente, eficaz e efetivo. Enquanto isso não for atingido, o carro será a opção de transporte, pois estamos falando de pessoas que transitam 20 km, 30 km, 40 km, 50 km, ou mais, só para ir ao trabalho e estudar. Essas pessoas não tem muitas opções para banho, trocar roupas e muito menos, tempo para transitar de bicicleta. Isso serve de argumento para impulsionar o uso de carros.

    Creio que qualquer mudança será de longo prazo e que as adequações urbanas devem ser feitas sim. Caso contrário, estaremos excluído muitas pessoas da possibilidade de trabalhar, estudar ou ter lazer no Plano Piloto. Também estaremos privilegiando uma parcela da sociedade seja pela exclusão, seja pelo alocamento de investimentos advindos dos impostos de todos – inclusive desses que moram longe – para melhorar a situação de poucos.

    Enquanto isso, acredito que vocês estão certos e promover o ciclismo. Mais ainda, em estabelecer a consciência para que o motorista não seja um assassino e nem o ciclista um suicida. Comportamentos estes que, nas vias, parecem ser o comportamento da minoria. Ainda bem.

    Boa sorte e saudações ciclistas.

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