Arquivo da categoria: Rodas no Eixo

Ruas de Lazer

eixão rodas da paz

O Eixão do Lazer se tornou um dos símbolos da qualidade de vida em Brasília, e um contraponto simbólico à desordenada ocupação do espaço público por carros na cidade.

Essa rua de lazer, de 16km de extensão, é uma das mais famosas do país, que conta com quase 20 ruas de lazer conhecidas nacionalmente, de acordo com levantamento da União dos Ciclistas do Brasil.

16 quilômetros de uma rodovia urbana interditada para carros e aberta para as pessoas já fazem a diferença numa cidade, e os mais de 120 quilômetros de rua de lazer que Bogotá promove mostram como é possível humanizar uma cidade oferecendo um espaço de lazer gratuito e democrático para seus pedestres, ciclistas, skatistas e quem mais quiser.

Em espanhol as ruas de lazer são chamadas de ciclovías recreativas, e em inglês open street. Pesquisando essas duas expressões na internet é possível descobrir várias iniciativas mundo afora desse tipo de intervenção urbana.

Veja como implementar uma na sua cidade com o manual que a Rede Latino America de Ciclovías Recreativas fez (em espanhol): acesse aqui.

E aqui os critérios para avaliar uma rua de lazer (em português): acesse aqui.

A Rodas da Paz já se posicionou em defesa do Eixão do Lazer sempre que essa iniciativa se viu ameaçada, tanto em 2008 como em 2013, e apoiamos a extensão dessa ação para outras cidades do DF. Já fizemos essa sugestão na Câmara Legislativa do Distrito Federal e diretamente ao GDF.

 

 

Ponha seus sonhos para pedalar em 2014

Retrospectiva 2013 Rodas da Paz

voluntarios

2013 foi um ano especial para a Rodas da Paz. Foi quando a entidade completou dez anos de atuação em prol de um trânsito mais seguro para todos e do uso da bicicleta como meio de transporte. Foi quando a atual diretoria tomou posse, quando aconteceu nossa primeira formação de voluntários, conseguimos uma nova sede e quando realizamos o maior passeio ciclístico da história do DF, com mais de 5 mil participantes.

 Foi um ano de reconhecimento pelo trabalho já feito, como a Cerimônia da Troca da Bandeira onde a Rodas da Paz foi homenageada pelo Exército Brasileiro, e também de realização de novos trabalhos e novas parcerias, como o bike-valet feito durante os festivais Porão do Rock e GreenMove.

A Rodas da Paz foi chamada pela Organização Pan Americana de Saúde para debater a questão da segurança viária, e logo depois foi escolhida pelo Ministério das Cidades como a ONG brasileira a pautar a questão dos ciclistas no evento em Memória das Vítimas do TrânsitoAtendemos também dezenas de chamados da mídia (rádio, jornais impressos e televisão) para ajudar a esclarecer e informar a população.

 A Rodas da Paz continuou com sua atuação positiva, oferecendo exemplos e contribuindo para a promoção do uso da bicicleta, através de parcerias para a instalação e uso de paraciclos em estabelecimentos comerciais, através do ensino gratuito sobre o uso da bicicleta em parceria com o projeto Bike Anjo, da manutenção gratuita de bicicletas na Estrutural com a ação Pimp My Bike e com a já tradicional campanha Doe Bicicleta, realizada sempre ao final do ano.

A atuação cidadã da ONG contou ainda com nossa participação na Conferência das Cidades: na etapa distrital apresentamos propostas e elegemos dois delegados para a etapa nacional. Mantivemos sempre um canal de diálogo aberto com o poder público, colaborando com a elaboração de conteúdo de materiais educativos com o DER, participando de blitz educativa com o DETRAN, comparecendo às reuniões do Fórum de Mobilidade por Bicicleta do DF e exigindo participação da sociedade civil no processo de formulação e avaliação das políticas públicas, com a carta reivindicando a criação do Conselho de Mobilidade e Acessibilidadeassinada por mais de 30 entidades e entregue ao Secretário de Transportes e ao Governador do DF.

Acreditamos que a população tem direito de usufruir da cidade, e assim como fizemos em 2007, em 2013 a Rodas da Paz também se posicionou em defesa do Eixão do Lazer, e da implementação de ruas de lazer em outras cidades do DF, com a campanha #ocupaeixão e a organização de diversas atividades na semana do Dia Mundial Sem Carro, como o desafio intermodal

 Sabemos que ainda há muito por fazer. Prova disso são as ghost bikes instaladas esse ano no DF, em memória de Igor Torres, Carol ScarteziniLuis Fernando e José Ribamar, simbolizando também as vítimas anônimas de um trânsito cada vez mais motorizado, violento e congestionado. Outra prova foi o Tribunal de Contas do DF ter embargado as obras das ciclovias, mostrando que não basta ter centenas quilômetros de ciclovia sendo anunciados pelo governo se eles não forem acompanhados de planejamento e execução de qualidade. Diversas falhas do projeto das ciclovias já haviam sido identificadas pela Rodas da Paz, em suas vistorias cidadãs.

Para conseguir autonomia financeira para ONG continuar com seu papel independente de fiscalizar o poder público, a Rodas da Paz abriu sua lojinha, onde produtos que promovem o uso da bicicleta são vendidos. Todo o recurso arrecadado vai para as atividades sociais da ONG.

 Fizemos muito e queremos fazer ainda mais pelo DF em 2014, quando nossos próximos governantes e representantes serão escolhidos. Contamos com seu apoio nesse caminho.

Para fazer uma doação em nossa conta do Banco do Brasil, anote os dados:
Agência: 2944-0
Conta Corrente: 13.829-0

Para se associar a Rodas da Paz, clique aqui.

 Em 2014, ponha seus sonhos para pedalar.

CicloAbraços,
Rodas da Paz

Dia Mundial Sem Carros: vamos celebrar! Festa #ocupaEixão dia 22/9

O Eixão do Lazer, conquista cultural da cidade por mais de duas décadas, se viu ameaçado em 2008 e em 2013. Nas duas vezes a Rodas da Paz se mobilizou para garantir o funcionamento da maior rua de lazer do país, que fecha aos domingos para os carros e abre para as pessoas, os ciclistas, as crianças, os animais de estimação, os patinadores, os skatistas, os vendedores de coco e pastel. O hábito de abrir o Eixão para as pessoas se tornou lei em 2012, é a Lei Distrital 4.757.

Em maio de 2013, o Secretário Extraordinário da COPA, Cláudio Monteiro, inventou exceções para o funcionamento do Eixão de Lazer: em dia de eventos no Estádio Nacional Mané Garrincha o Eixão seria aberto para os carros, não para as pessoas. Essa medida foi questionada por diversos grupos, afinal, o próprio governo anunciava que as pessoas poderiam se deslocar a pé na Copa.

Mobilidade Sustentável no discurso sem se refletir na prática não colou, e mais de 100 pessoas compareceram à mobilização #ocupaeixão que a Rodas da Paz conseguiu organizar em apenas 3 dias, já que a população foi avisada apenas na quarta feira sobre o fechamento do Eixão no domingo do dia 27 de maio.

#Vitória Desde a mobilização do #OcupaEixão, aconteceram mais 5 jogos no Mané Garrincha em dia de domingo ou feriado e o Eixão do Lazer continuou funcionando. Os jogos foram:
Vasco x Flamengo 14/7
Flamengo x Atlético Mineiro 4/8
Flamengo x São Paulo 18/8
Vasco x Corinthians 25/8
Brasil x Austrália 7/9

Nos reunimos com o DER-DF para conversar sobre a situação.
Virtualmente coletamos 1.638 assinaturas com o apoio da Change.org
E presencialmente foram mais 1.800 assinaturas, coletadas nas tendas Rodas nos Eixos. São mais de 3.000 cidadãos em defesa de uma cidade para pessoas e não para os carros!
Até a Copa do Mundo, seguimos mobilizados para manter o Eixão do Lazer, tentando levar a ideia para outras ruas do DF!

Pra comemorar: dia 22 de setembro vai rolar a festa #OcupaEixão, no viaduto norte da Galeria do  Trabalhador: Dia Mundial Sem Carro DF

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Chega a 639 o número de ciclistas mortos em Brasília nos últimos 13 anos

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Thais Leitão*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – “Podemos viver da saudade, mas não da dor. A gente ainda pode ensinar civilidade, contaminando as multidões”. A frase fez parte do discurso emocionado feito pela fundadora da organização não governamental (ONG) Rodas da Paz, Beth Veloso, ao encerrar o passeio ciclístico promovido hoje (18), com o objetivo de dar visibilidade à bicicleta como meio de transporte urbano e conscientizar a população por mais respeito no trânsito.

O evento comemorou o Dia Nacional do Ciclista, amanhã (19), e marcou os sete anos da morte do biólogo brasiliense Pedro Davison. Ele foi atropelado em 2006, aos 25 anos, enquanto andava de bicicleta no Eixão Sul, via expressa da capital federal, que é fechada ao tráfego de veículos aos domingos e se transforma em área de lazer. O biólogo estava na faixa central da via onde não é permitido o tráfego de carros. O passeio deste domingo, com 10 quilômetros de trajeto pelo Eixão do Lazer, foi encerrado no local do acidente, onde há um memorial com o posicionamento de uma bicicleta branca.

Presente ao evento, a filha do ciclista, Luíza Davison, disse estar emocionada em ver aumentar o número de pessoas mobilizadas pela paz no trânsito. A menina completa 15 anos amanhã (19), mesmo dia em que ocorreu o acidente há sete anos. “Ver essas pessoas aqui, emocionadas com uma história que para mim é tão importante, e buscando a mesma coisa que a minha família busca desde aquele dia, é muito bom”, disse.

A mãe de Pedro Davison, Beth Davison, também destacou a mobilização crescente em torno do tema, mas lamentou a demora no cumprimento da pena estabelecida ao motorista atropelador. Ele foi condenado em 2010 a seis anos de prisão em regime semiaberto e a pagar pensão à filha do ciclista. Por ser réu primário, recorre em liberdade.

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

“Hoje você vê mais bicicletas na rua, a discussão sobre ciclovias e ciclomobilidade está na pauta. O acidente foi uma sementinha plantada, já que o caso passou a ser um símbolo da paz no trânsito, símbolo de que a bicicleta é veículo e tem que ser respeitada e protegida pelo Estado. Mas, embora o motorista tenha sido condenado e tenhamos a certeza de que um dia ele vai pagar, é muito triste ver que sete anos se passaram e nada aconteceu”, disse.

O presidente da Rodas da Paz, Jonas Bertucci, também enfatizou alguns avanços nos últimos anos, como a diminuição do número de ciclistas mortos no Distrito Federal. Ele também citou como pontos positivos o fato de a cultura da bicicleta como instrumento de mobilidade, e não apenas de lazer, estar mais presente na sociedade e de os políticos estarem mais atentos à ideia. Ele ressaltou, no entanto, que as políticas públicas direcionadas à área ainda são limitadas.

“Os projetos ainda são muito fracionados, como se fossem para criar ciclovias para os ciclistas e não para integrar a bicicleta à cidade. Não basta fazer ciclovias, é preciso haver campanhas educativas, fiscalização e estrutura adequada, como paraciclos [suporte físico onde a bicicleta é presa em um local público]. As ciclovias também precisam ter fluidez e levar o ciclista aonde ele quer ir, como ao seu local de trabalho ou de lazer”, disse ele, que usa a bicicleta diariamente para ir de casa, na Asa Norte, até o trabalho, no Setor Bancário Norte.

Jonas Bertucci destacou que entre os problemas mais comuns no trajeto pela L1, via da capital federal em que a velocidade máxima permitida é 40 quilômetros por hora, está o fato de os motoristas passarem muito próximos à bicicleta e não darem preferência nos cruzamentos. “Faltam mais campanhas educativas para orientar motoristas, pedestres e ciclistas”, acrescentou.

Bertucci também disse que muitos pontos das ciclovias de Brasília têm problemas de rachaduras no concreto, acabamento malfeito e falta de sinalização adequada. “Em muitos trechos, a ciclovia não ficou lisa o suficiente, gerando trepidação quando se pedala”, lamentou.

Segundo dados do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), 639 ciclistas morreram em acidentes entre 2000 e junho de 2013. Em 2009, foram 42 ciclistas mortos e, em 2012, foram 31. O diretor de Educação de Trânsito do Detran-DF, Marcelo Granja, acredita a queda no número de mortos se deve a uma maior conscientização dos motoristas em respeitar o ciclista e do próprio ciclista em não andar mais no sentido contrário ao fluxo de veículos, que é mais arriscado.

Granja lembra que os equipamentos obrigatórios da bicicleta são o retrovisor à esquerda, a campainha e os refletores nos aros nas laterais dianteira e traseira. “Nas campanhas educativas em escolas, canteiros de obras e locais de concentração de ciclistas, também enfatizamos a importância do uso do capacete”, disse o diretor do Detran.

Segundo Granja, ao andar nas rodovias, o ciclista deve sempre circular pelo acostamento. Nas vias urbanas, onde não houver ciclovias, o ciclista deve andar na beirada da pista mais à direita, próximo ao meio-fio, sempre no mesmo sentido dos veículos. O motorista, por sua vez, deve manter uma distância lateral de 1,5 metro do ciclista e reduzir a velocidade ao ultrapassá-lo.

De acordo com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), existem cerca de 159 quilômetros de ciclovias e 79 quilômetros de ciclofaixas no DF. A previsão é que até o fim de 2014 as faixas exclusivas para as bicicletas cheguem a 600 quilômetros de extensão.

*Colaborou Ana Cristina Campos

Fotos: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil, UOL, Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Terra

Pedale com a Rodas no Eixo – Dia do Ciclista

Neste domingo 18/08 a Rodas da Paz organiza uma edição especial do Rodas no Eixo. Venha lembrar com a gente: dia 19/08 é o Dia do Ciclista. A data é uma homenagem ao Pedro Davison, biólogo que pedalava no Eixão, vítima da violência no trânsito em 2006.

SAÍDA – EIXÃO NORTE: 9 horas, 112/212 Norte
CHEGADA – EIXÃO SUL: 113/213 Sul

Vamos juntos pedalar pelo Eixão do Lazer até a bicicleta branca, que lembra o Pedro e tantos outros ciclistas. Traga flores para colocar na bicicleta durante a homenagem.

Será um momento especial, para que a gente firme o nosso compromisso, de continuar pedalando por um DF com Paz no Trânsito.

O DER (Departamento de Estradas de Rodagens) e a GEDANT (Gerência de Doenças e Agravos não Transmissíveis) estarão presentes apoiando o encontro. No percurso, distribuição de adesivos, cartilhas educativas e outros materiais informativos.

GDF: mantenha o Eixão do Lazer sem exceções!

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A Rodas da Paz quer ruas de lazer funcionando em todo o Distrito Federal. Queremos espaços gratuitos de lazer cada vez mais perto da população, para termos cidades mais humanas e com mais qualidade de vida. Por isso, não aceitamos que o Eixão de Lazer seja aberto para carros para dar vazão ao fluxo de veículo, como aconteceu no dia 26/6 por conta de um jogo no Estádio Mané Garrincha. Desde 2008, quando o GDF cogitou acabar com o Eixão do Lazer, estamos convidando a sociedade a se mobilizar e a construirmos juntos uma cidade para as pessoas. Mostre ao GDF que você também se importa!

Clique aqui para assinar o abaixo-assinado em favor do Eixão do Lazer

Lei 4.757/2012 – Eixão do Lazer

Hábito na cidade desde 1991, em 2012 o Eixão do Lazer finalmente virou lei.

LEI Nº 4.757, DE 14 DE FEVEREIRO DE 2012
(Autoria do Projeto: Deputado Patrício)

Dispõe sobre a instituição do Eixão do Lazer na Região Administrativa de Brasília – RA I.

O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica instituído o Eixão do Lazer na Região Administrativa de Brasília – RA I, nos termos desta Lei.

Art. 2º O Eixão do Lazer abrange os Eixos Rodoviários Sul e Norte, que ficarão liberados para a população aos domingos e feriados no horário das 6h às 18h.

Art. 3º O Poder Executivo adotará as medidas necessárias para disponibilizar à população, com segurança, o espaço físico de que trata esta Lei.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5º Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 14 de fevereiro de 2012 124º da República e 52º de Brasília
AGNELO QUEIROZ
Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial do Distrito Federal, de 15/2/2012.

O Eixão do Lazer já foi ameaçado em duas situações e a Rodas da Paz sempre se posicionou em defesa desse espaço gratuito de lazer, veja aqui.