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A Dory é um símbolo de paz

Na última sexta-feira à noite, um grupo de pessoas desceu do carro na avenida L2 Norte e tentou arrancar a bicicleta erguida pela família e pelos amigos em memória ao jovem Raul Aragão, vítima da violência no trânsito. A notícia sobre este ato violento repercutiu em todo o Brasil. 

A bicicleta instalada é a mesma que Raul utilizava quando foi fatalmente atingido pelo motorista Johann Homonnai que, mesmo freando, o atingiu a 95 km/h, segundo o laudo da perícia técnica realizada, muito acima da velocidade máxima permitida na via, que é de 60 km/h. Raul chamava a bicicleta de Dory.

Por ocasião do aniversário de 24 anos do Raul, no dia 14 de novembro, a bicicleta recebeu balões e flores por pessoas anônimas, moradores da região, família, amigos. Sem sucesso na tentativa de retirar a bicicleta, aquelas pessoas levaram alguns dos itens. Moradores testemunharam o injustificado ocorrido. Desconhecemos os interesses que levaram ao ato praticado e suas eventuais motivações.

As chamadas ghost bike ou bicicleta fantasma representam, sobretudo, um pedido de paz. Saiba mais sobre a sua tradição e importância aqui

A Rodas da Paz solicitou oficialmente às autoridades que sejam sensíveis a importância da manutenção da bicicleta, que agora é da comunidade. A região é residencial e com grande circulação de pessoas. Encontra-se próximo à Universidade de Brasília, além de academia, igreja, escolas, hospitais, pequenos comércios.

A bicicleta simboliza a vida do jovem Raul, para aqueles que suportam a sua ausência injusta. Esta bicicleta também é um lembrete – para todos, não só para o motorista que lhe retirou a vida – das consequências fatais do desrespeito às leis do trânsito e à vida. Várias vidas são colocadas em risco com a direção perigosa, pois quanto maior a velocidade, maior o risco de morte do lado mais frágil no trânsito.

Dory é um pedido de menos atos violentos em nossas cidades, no trânsito e fora dele. É um pedido para que menos bicicletas como esta sejam necessárias nas vias do DF. Menos velocidade e mais cidade para as pessoas.

“Não foi acidente”, afirma ONG Rodas da Paz ao programa DFTV.

No último dia 14 de novembro, Raul Aragão completaria 24 anos. Na entrevista concedida ao DFTV, a diretora da Rodas da Paz Renata Florentino afirmou o entendimento da ONG sobre o atropelamento que levou a vida do Raul: “Não foi acidente”.

DF TV – 1a edição, 2o bloco – 15/11/2017
Na data, a bicicleta (ghost bike) que marca este gesto de violência no trânsito na L2 Norte recebeu balões e flores da família, amigos e amigas dos diferentes grupos nos quais Raul atuava, entre eles a Rodas da Paz.
Johan Homannai, o motorista, estava a 95 km/h quando freiou, em uma via cuja velocidade máxima permitida é 60 hm/h, segundo a perícia (lembre aqui o que aconteceu) .
Veja o texto emocionante que o irmão mais velho de Raul compartilhou em sua homenagem.
A Rodas da Paz encaminhou ao Ministério Público representação pedindo o rigoroso acompanhando do atropelamento de Raul Aragão, ocorrido na L2 Norte dia 21 de outubro.. Um segundo documento está sendo preparado, solicitando ao MP a mudança de classificação de homicídio culposo para dolo eventual, onde o autor do ato assumiu o risco da morte de terceiros ao adotar conduta de risco (excesso de velocidade).
Conforme dados da Organização Mundial de Saúde, Se uma colisão acontece com o carro a 80 km/h, é praticamente zero a possibilidade de sobrevivência das pessoas atingidas. A 64 km/h, 85% morrem e ninguém sai ileso. No entanto, apenas 5% morrem e 30% ficam ilesos se a velocidade for de 32 km/h. Mesmo quando não há infração, a alta velocidade permitida nas vias pode transformar a todos em vítimas.
No Passeio Anual da Rodas da Paz 2017, realizado na cidade de Ceilândia, o tema foi “Sem pressa, todo mundo chega bem”. Embora Raul estivesse envolvido em diferentes projetos por uma cidade melhor, participou do Passeio e, como sempre, foi um dos voluntários mais ativos e participativos. Na foto, Raul e sua mãe, juntos, na realização do evento.

Dia Global em Memória das Vítimas do Trânsito será celebrado no Lago Norte

Pedal na nova ciclofaixa 19/11 no Lago Norte

A ciclofaixa do Lago Norte vai ganhar outra qualidade de sinalização nesse domingo, e vamos pedalar por lá para celebrar! O evento será domingo às 9h, com encontro no canteiro central em frente ao shopping Deck Lago Norte. Os cruzamentos serão mais bem sinalizados e a ciclofaixa vai contar inclusive com o apoio de tachões para aumentar a segurança de quem usa a bicicleta. As vias do Lago Norte vão também voltar a ter o limite de 60km/h, para ajudar a diminuir o número de atropelamentos e colisões do bairro. Dia 19/11 é também o Dia Global em Memória das Vítimas do Trânsito, vamos celebrar essas conquistas no Lago Norte torcendo para outras cidades do DF se inspirarem nesse bom exemplo!

A ação é resultado de muitos encontros e diálogos com moradores do Lago norte, com o apoio do grupo Rebas do Cerrado, da Prefeitura Comunitária do Lago Norte, da Rodas da Paz, do Bike Anjo DF, do DER, do Shopping Deck Lago Norte, Conexão Cerrado e Administração Regional do Lago Norte.

Aniversário do irmão Raul – por Arthur Eduardo

Irmãos Arthur e Raul em 1997, Parajuru/Ceará

Dia 14 de novembro Raul Aragão, jovem atropelado em outubro, completaria 24 anos. Por ocasião de seu aniversário, seu irmão mais velho, Arthur Eduardo, escreveu o emocionante texto que compartilhamos a seguir:

Ontem teria sido aniversário do meu irmão Raul.
Nunca fui bom com datas de aniversário. Todo ano ligava pra ele no dia de hoje. Ele me sempre me lembrava, sem me censurar, que o dia certo era 14 de novembro. Ontem. Eu retrucava à guisa de desculpa esfarrapada, meio irônica meio envergonhada, que assim era até melhor pois assim eu tinha exclusividade e podia conversar longamente com ele. Do outro lado da linha ele gargalhava com franqueza.
Todo ano esse ritual, que minha má memória reforçava, se repetia. Hoje seria o dia que eu ouviria sua risada gostosa e cheia de vida.
Assim era meu irmão.
Ou pelo menos a parte dele que eu conhecia. Queria deixar minhas palavras, falar sobre Raul, já faz um tempo, um tempo longuíssimo. Mas eu queria esperar, queria entender quem era meu irmão, as partes que eu não conhecia. Remontá-lo peça por peça como quem resolve um enigma, desses que solucionam essas grandes questões da humanidade: O que é Justiça? Qual o segredo para a Felicidade? Qual o Sentido da Vida?
Nesses dias ouvi relatos, pessoas que conheceram Raul às vezes por um dia ou sequer por poucas horas. “Raul era um cara astral!”, “Raul era muito gente boa, fez uma playlist muito massa pra mim!”, Aquela vez, Raul fez isso… Aquela vez, Raul fez aquilo outro… Raul era altruísta: dava aula voluntárias de reforço para alunos com dificuldade e sem condições. Raul era engajado: participava de duas ONGs. Raul era inteligente: montou SOZINHO o site da CPI da Previdência. Raul era doce e gentil. Raul era alegre. Raul era prestativo. Raul era um guerreiro da alegria: ensinava sorrindo as crianças de todas as idades a pedalar, que é a forma mais bonita de se locomover. Raul as defendia. Raul era generoso. Raul era sábio: quando duas pessoas brigavam, ia conversar com as duas, atento, pacientemente escutando as razões dos dois lados, concordando com ambas, mas secretamente planejando e operando para reconciliá-las.
Raul era isso: um filantropo, um amigo da humanidade. RAUL OLHAVA AS PESSOAS!
Seu espírito era feito do diamante mais puro, belo e forte. Sua carne que era frágil (isso é de todos nós), não era de aço frio, suas entranhas não eram engrenagem de ferro bruto. Nas suas veias corria sangue. Seu coração não era uma máquina feroz e voraz.
Eu tinha planos de acompanhar Raul numa pedalada pela Europa (ele queria fazer seu mestrado em Amsterdã, capital mundial dos ciclistas). Ele nunca soube dos meus planos. Minha oportunidade de contá-los à Raul me foi arrancada. Assim como Raul foi arrancado de todos nós. Abruptamente.
Não quero ser egoísta na minha dor e perda, não fui apenas eu que fiquei órfão de Raul. A dor não é só minha, Raul tinha outros irmãos. No dia que foi colhido, Raul fez amizade com um desconhecido! Embora eu possa lamentar a dor de tudo o que poderia ter sido e não será jamais: as nossas conversas, o meu orgulho contínuo e crescente por ele, as aventuras que poderíamos ter tido, os sobrinhos maravilhosos que certamente ele teria me dado; não posso deixar de pensar nos outros (é o que Raul faria!). Ao perder meu irmão, o mundo perdeu sua alegria contagiante, sua generosidade, sua sabedoria, sua força, sua beleza, sua amizade. Minha solidariedade e sentimentos aos meu co-irmãos de sangue e espírito. E mesmo àqueles que o perderam sem saber.
Raul era… Raul foi…. Raul seria…. Está errado!
Quero seguir os passos do meu irmão! Faço aqui um convite a todos os meus co-irmãos: vamos seguir o exemplo de Raul: sua luta, sua causa, sua alegria, sua ternura, sua coragem, sua sede de justiça. Como Raul faria!
RAUL VIVE! RAUL PRESENTE!

Raul, um herói trágico – texto de seu pai

Viva a vida de quem faz dela algo de bom para si e para o mundo. Neste dia, quando completaria 24 anos, celebramos a sua vida.

Na foto, compartilhamos a alegria contagiante do Raul , ao lado da sua mãe, Sra. Renata, ajudando a realizar o Passeio Rodas da Paz 2017, na Ceilândia, cujo tema foi “Sem pressa, todo mundo chega bem”.

Compartilhamos também o texto escrito pelo pai do Raul, Sr. Helder, por ocasião da Bicicletada Nacional: Homenagem a Raul e ciclistas [email protected] no trânsito – em Brasília.

Hoje, em Recife, sua cidade natal, estão Celebrando a vida de Raul Aragão (clique no evento para saber mais).

Viva Raul. #RaulPresente #RaulVive

Deixamos assim um abraço apertado para toda a família e para as amigas e os amigos em vários cantos que, como a gente, gostariam de apenas desejar ‘feliz aniversário’ nesta data.

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“Os Heróis são trágicos. Herói vivo não sobrevive, mas heróis são imortais, é da essência deles morrer para nascer. Os verdadeiros feitos heróicos se cumprem post mortem, ao replicarem-se no comportamento de outrem, e promoverem mudanças baseadas no exemplo das façanhas extraordinárias. Façanhas não notadas como tal se seu autor não morresse.

Sempre me apavorou a ideia um filho e a afastava da mente colocando-a na categoria das coisas reservadas ou outros. Pensava sucumbir de tristeza se isso ocorresse. Mas eu não sabia ser pai de um herói, não sabia está reservada a meu filho a imortalidade dos heróis.

Claro não bastar a morte para termos um herói, embora muito calhorda morto seja içado a esta condição apenas por isso. Na cerimonia de despedida do corpo do Raul a monja Chris me disse ser meu filho um Bodisatva e lembrei de uma história:

‘Três homens estavam no deserto quando encontraram um alto muro. Subiram uns nas costas dos outros é o primeiro a chegar ao topo gritou eureka e pulou para o lado de dentro onde havia um oásis paradisíaco. O segundo homem, com algum esforço conseguiu também alçar-se, ajudou o terceiro a subir e saltou para oásis. Quando chegou ao topo, este homem admirou o paraíso, mas ao invés de pular para a salvação voltou ao deserto para guiar outros andarilhos perdidos ao oásis.’

A maioria de nós salta para a própria salvação, alguns ajudam amigos e parentes a também salvarem-se. Apenas o Bodisatva busca salvar todos os demais e só o herói é capaz de sacrificar-se para tal.

Não enterrei meu filho, não comprei um apartamento em um campo da esperança qualquer, não pagarei condomínio por uma tumba fria, Raul teve uma vida infinitamente ardente enquanto durou e imortal como a amor. Nós decidimos por cremar seu corpo para podermos espalhar seu espírito por onde ele pedalou. Parte destas cinzas serão depositadas perto da Dolly, agora gosh bike, na L2 Norte onde seu destino heroico o encontrou.

Dia 27 de outubro de 2017 haverá um bicicletada, saindo do Museu Nacional, com concentração a partir das 14 horas e destino a 406 Norte onde Dolly, vestida de noiva ficará para lembrar a todos, ciclistas, motociclistas, motoristas e pedestres. HERÓIS NÃO DEIXAM VIÚVAS.

Peço a todos amigos, simpatizantes e mesmo aos curiosos, se não puderem participar da bicicletada, postem-se ao longo do trajeto para aplaudir os ciclistas e se possível encontrem-se comigo na 406N. Helder”

Mantenha sua anuidade em dia aqui!

O trabalho voluntário que realizamos depende do apoio de pessoas como você.

Com a inspiração de vocês, realizamos nossas atividades em 2016 

Trabalhamos por um DF que respeite as diferenças e conviva em paz, com mais saúde, mobilidade urbana sustentável e sem vítimas da violência no trânsito.

Venha com a gente! O sistema de pagamento é online, simples, rápido e seguro.

A anuidade de R$60 permite que as nossas atividades aconteçam, são apenas 5 reais para cada mês do ano. Você paga pouquinho e ajuda muitão.

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Bem vindo à Rodas da Paz!

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Redução da velocidade máxima das vias urbanas no Distrito Federal é pauta de encontro no Senado

A Rodas da Paz e o pai do Raul Aragão, ciclista morto por Johann Hamonnai, 18 anos, que conduzia seu carro a 95km/h (relembre o caso aqui), Helder Gondim, se reuniram no dia 07/11/2017, com o líder da bancada do DF no Congresso Nacional, o Senador Helio José, e com o Senador Paulo Paim. Na ocasião foi solicitado ao Senador do DF o empenho dele e de toda a bancada para tratar junto ao GDF de questões ligadas à segurança no trânsito em nossas cidades. Dentre as pautas apresentadas a principal delas é a redução da velocidade de nossas vias. O representante da ONG entregou os ofícios (veja os documentos abaixo) já encaminhados ao GDF com as solicitações e o líder da bancada se comprometeu a atuar junto ao governo local para tratar do assunto.

Já o Senador Paulo Paim se comprometeu a realizar junto com a ONG uma audiência pública para debater o tema.

Ofícios

Oficio 18 DETRAN v2

Oficio 19 SEMOB v2

Redução dos limites de velocidade: o que você precisa saber sobre isso

1. Por que reduzir os limites de velocidade? 

A redução dos limites de velocidade das vias urbanas é uma medida que vem sendo cada vez mais adotada em todo o mundo como forma de reduzir as mortes no trânsito e humanizar as vias. A medida ajuda a melhorar a fluidez do trânsito e torna a cidade mais acessível a todos.
Velocidade mais baixa significa mais incentivo aos meios sustentáveis de deslocamento, como caminhar, pedalar ou utilizar o transporte público, possibilitando segurança, conforto e fluidez nos trajetos.

Ruas com velocidades menores favorecem o compartilhamento da via entre motoristas e ciclistas, facilitam a travessia de pedestres e permitem que crianças brinquem nas ruas como costumavam fazer até tempos atrás. Com menos pressa, a gente convive mais, cria mais empatia, e percebe mais o que ocorre ao nosso redor.
A cultura da velocidade motorizada faz parte de um modelo de urbanização onde as ruas são apenas parte do caminho, e nunca ponto de parada e convivência. Essa ideia faz sentido para estradas, mas não cabe para as vias urbanas, onde o conceito de ruas completas é muito mais adequado do que o de via expressa.

2. Essa ideia  tem base em algum estudo?

A redução dos limites de velocidade nas vias urbanas é uma recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), fundamentada nos estudos mais atuais sobre trânsito e na experiência concreta de cidades como São Paulo, Curitiba e Fortaleza.

Em um atropelamento a 64km/h, 85% dos pedestres atingidos morrem e nenhum sai ileso. A 32km/h, 5% morrem e 30% sobrevivem ilesos. O gráfico e o vídeo a seguir mostram como uma velocidade menor é a diferença entre sobreviver e morrer em um atropelamento.

Ademais, menor velocidade significa maior tempo de reação por parte do motorista e de todos os usuários – o que é decisivo para se evitar uma colisão, além de uma menor distância de parada do veículo após a freada.

3. Mas reduzir os limites de velocidade não vai criar congestionamento?

Pelo contrário, quanto maior é a velocidade dos carros maior é a distância necessária entre eles, o que significa que a 80km/h cabem menos carros na pista do que se eles estivessem a 50km/h, como se pode ver pelo gráfico abaixo. Portanto, em velocidades menores, a capacidade da via aumenta, fazendo com que um número maior de veículos circule no mesmo período de tempo, permitindo melhor distribuição do fluxo e evitando a formação de gargalos e afunilamentos em pontos de estreitamento de pistas, por exemplo.

O que de fato cria os congestionamentos é o excesso de veículos e as interrupções na fluidez muitas vezes causados pelas colisões que a alta velocidade traz. Diferentemente, a redução da velocidade máxima faz muitas vezes com que a velocidade média da via aumente, como ocorreu em São Paulo, nas vias Marginais.

4. Só reduzir a velocidade resolve?

Reduzir os limites de velocidade é importante mas deve ser acompanhado de outras medidas. Um comportamento comum de motoristas é dirigir acima da velocidade e apenas frear quando há fiscalização por pardal ou blitz de agentes de trânsito. Para se garantir um limite de velocidade compatível com a vida urbana é preciso mudar o desenho viário de nossas cidades, incluindo elementos de moderação de tráfego nas vias (balões, lombofaixa, canteiros, etc).  A redução dos limites de velocidade é uma medida que deve ser acompanhada também de ações educativas, para as pessoas entenderem que não se trata de “indústria da multa” ou medida arrecadatória, e sim medida de segurança para toda a população. Não existe indústria da multa, existe uma cultura de conivência com a alta velocidade nas vias, muito estimulada pela indústria automobilística através da publicidade.

5. Algum outro país reduziu velocidade máxima da via que impactou positivamente no número de mortes no trânsito?

Sim. A redução da velocidade máxima da via em diversos países como África do Sul, Estados Unidos, França e Nova Zelândia, entre outros, resultou em uma redução das colisões de 8% a 40% nos anos recentes. Nos EUA, por exemplo, entre 1987 e 1988, 40 de seus estados elevaram o limite de velocidade nas rodovias interestaduais de 88 km/h para 104 km/h. No mesmo período, houve um aumento de 20 a 25% no número de mortes nessas vias, segundo o documento de referência da Organização Mundial de Saúde (OMS) “Gestão da Velocidade“.

O Brasil é um dos países com a maior taxa de óbitos no trânsito no mundo e a redução dos limites de velocidade é uma das ações mais importantes para combater esse grave problema.

 

Rodas da Paz protocola representação para MPDFT acompanhar atropelamento de Raul Aragão

A Rodas da Paz protocolou nesta segunda feira 06 de novembro representação ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios pedindo o rigoroso acompanhando do atropelamento de Raul Aragão, ocorrido na L2 Norte dia 21 de outubro.

A Representação menciona que “A atuação do MPDFT, junto à autoridade policial, faz-se necessária e urgente, ao se considerar que, quanto ao autor do fato que resultou na morte do ciclista, apesar de abordado em flagrante, não se tem informação de que tenha sido conduzido à delegacia nem que tenha prestado seu depoimento ou liberado mediante pagamento de fiança. Carece ainda o devido relato sobre possível embriaguez ao volante ou o uso de outras substâncias, ou ainda sobre a existência de acompanhantes dentro veículo. Uma vez decorridos já 15 dias do delito, não se tem conhecimento de que o condutor do veículo autor do fato,  tenha prestado depoimento.”

A família de Raul Aragão, por meio de seus pais e irmãos, participaram do ato de entrega no MPDFT.

O que a Rodas da Paz acha de ciclistas e pedestres serem multados?

A finalidade da política pública de gestão do trânsito é melhorar a segurança e garantir os direitos da população, não apenas fiscalizar regras por si só. Por isso, toda atuação do Estado no sentido de fiscalização deve ser bem coordenada com outras medidas como a oferta de infraestrutura e ações educativas visando a mudança efetiva de comportamento.

Na situação atual das cidades brasileiras, canalizar recursos públicos, efetivo policial e agentes de trânsito para fiscalizar e punir pedestres e ciclistas seria uma ação altamente ineficiente para atingir o objetivo de melhoria da segurança no trânsito. Essa medida, hoje, resultaria numa inversão de prioridades, penalizando ainda mais o transporte ativo e desestimulando a escolha pela mobilidade sustentável. Ao contrário, o esforço de fiscalização deve ser orientado proporcionalmente para quem causa o maior número de mortes no trânsito, os automóveis.

Um ótimo exemplo que ajuda a compreender a questão é o que aconteceu em SP, após a implementação da ciclovia da Avenida Paulista. As pesquisas realizadas indicaram que o número de ciclistas na contramão ou na calçada foi reduzido de forma avassaladora após a implantação da infraestrutura cicloviária, caindo de 20% e 16% nas medições anteriores à ciclovia para 4% na véspera da sua inauguração e, finalmente, para 1% após a estrutura estar plenamente estabelecida. Já ciclistas que usavam a calçada registravam percentuais similares, de 27% e 18% antes da ciclovia, caindo para 11% na véspera da inauguração e apenas 2% após a implantação total. (Veja o estudo completo aqui)

Ou seja, a oferta de estrutura adequada se revelou essencial para permitir o comportamento seguro. E na ausência de condições mínimas, que garantam o direito de deslocamento das pessoas, o comportamento indesejado prevalece.

Colocando em números, Brasília possui 13.741 km de vias pavimentada que priorizam a circulação de veículos motorizados e apenas 421 km de ciclovias desconexas. Uma cidade assim leva os ciclistas a realizarem trajetos muitas vezes improvisados, tendo que fazer trechos de contramão ou na calçada, visando a sua própria preservação – sobretudo ciclistas iniciantes. O mesmo ocorre com os pedestres, quando não há calçadas nem opções adequadas de travessia.

Portanto, antes de oferecer condições mínimas de circulação para o uso da bicicleta, a fiscalização se torna cara e ineficiente. Quando pelo menos 25% da malha viária do DF for composta por vias cicláveis (estamos em 3% em 2017) e a participação da bicicleta for superior a 10% (último dado indica 2% em 2009) aí sim talvez seja o momento de começar a pensar em multar ciclistas.

Respeito à vida antes de tudo: repúdio à violência sofrida por ciclistas após o velório de Raul Aragão

A Rodas da Paz repudia veementemente as ações adotadas pelo motorista Tiago Marcel Canabarro que tentou por diversas vezes atingir com seu automóvel um grupo de ciclista em Brasília na tarde do dia 23/10/2017, conforme amplamente noticiado pela mídia. Buscamos construir um trânsito mais humano para nossa cidade, com respeito a todos que ocupam as vias e com respeito à mobilidade plural. A utilização da bicicleta como meio de transporte em Brasília cresce a cada dia e o compartilhamento do espaço público com carros, ônibus e motos não pode transformar nossas vias em um palco de guerra. Antes de tudo precisamos respeitar a vida. O caso foi registrado pela polícia e um processo está em andamento. Segue abaixo carta dos ciclistas expondo ocorrido.

Essa segunda (23/10/2017) foi um dia tenso e emotivo. Pela manhã, houve o velório do nosso amigo Raul Aragão, vítima de atropelamento no fim de semana, e, logo depois, fomos em grupo até o balão do aeroporto junto com o carro funerário. Voltamos juntos até a 214 Sul. De lá, o grupo maior se dividiu em bondes para lugares diferentes. O grupo em que eu estava contava com seis ciclistas.

Seguíamos em direção ao Sudoeste, trafegando na W4 Sul e ocupando uma das duas faixas de rolamento – como é o recomendado, principalmente quando se está pedalando em grupo. Agimos conforme postula o artigo 58 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), segundo o qual, na falta de local exclusivo em condições de uso, a circulação de bicicletas deve se dar na ”pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores”. 
Na altura da 713 Sul, um veículo com placa JGE-2538 emparelhou do nosso lado, e o motorista começou a nos ofender, falando coisas como “O que vocês estão fazendo na rua, seus viados? Vão pra calçada”, “Vocês são uns pau de rato, não são ciclistas de verdade” e “Depois que é atropelado não sabe por quê”. 
Depois das ofensas, acelerou o carro, fechando e tirando fina do grupo. Logo à frente, ficou parado no engarrafamento do balão da 713/712. 
Alcançamos o veículo, e iniciou-se uma discussão. Nós o questionamos e afirmamos nosso direito de estarmos na rua, enquanto ele seguia com ofensas e xingamentos. Quando o motorista foi fazer o balão, em vez de seguir seu caminho reto – já que, segundo ele,  estava levando sua filha ao colégio -, fez um giro de 360° e acelerou o carro no sentido da contramão em rota de colisão a um de nós, que sacou a tranca da bicicleta e arremessou no parabrisa do carro para se defender. 
Essa foi a primeira tentativa de atropelamento.
Então o motorista fez o balão novamente, seguiu em direção ao Parque da Cidade, retornou e acelerou VIOLENTAMENTE sobre o canteiro central, quase atropelando um dos ciclistas, além de um vigia de carro que estava no local.
Essa foi a segunda tentativa de atropelamento.
O argumento do motorista que tentou o homicídio jogando seu carro sobre nós é absolutamente falso! Ele afirma estar fugindo do engarrafamento e protegendo a filha.
Se ele queria mesmo proteger sua filha, que supostamente estava no carro, levantamos os questionamentos:
1° Por que ele iniciou a confusão desferindo xingamentos contra nós? 
2° Por que ele não foi embora quando chegou ao balão, em vez de retornar e avançar com o carro – uma armadura de metal – contra nós?  
3° Por que ele foi em direção ao Parque da Cidade e retornou em nossa direção, pela SEGUNDA vez e (supostamente) com a filha no carro, tentando nos atropelar em cima do canteiro?
4º É justo tirar a vida de alguém por causa de um parabrisa quebrado?
5° Mesmo que não pudéssemos circular na via, o que é SIM PERMITIDO, ele quebrou a própria lógica subindo no canteiro, área proibida a veículos automotores. Qual é a coerência entre a sua fala e a sua ação?
A essas perguntas, esse senhor sobre rodas terá de responder em juízo. Várias pessoas testemunharam a sequência dos fatos.
Após a segunda tentativa de assassinato por atropelamento, o motorista se EVADIU do local nos ameaçando de morte, cantando pneu e subindo na calçada. 
Para nossa surpresa, poucos minutos depois, quando estávamos indo embora, muito abalados, no semáforo da 700/900 Sul, nós o vimos novamente. Ele parou o carro na contramão e desceu com uma faca em punho. Proferiu xingamentos irracionais, ameaças e mais ameaças, carteirada – disse que nós estávamos “fodidos”, pois ele era advogado… 
Depois, a viatura da polícia chegou ao local e fomos para a 1° DP. Mesmo na delegacia, ainda descontrolado, ele nos ameaçou, falando que, se visse algum de nós na rua em outro momento, passaria por cima e que aquilo “não ia acabar ali”.
O nome do condutor que tentou por duas vezes nos atropelar e nos ameaçou com uma faca é Tiago Marcel Canabarro, assessor parlamentar do deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS). Ele se diz ciclista por já ter andado e competido de bike e, ironicamente, possuía adesivos de respeito ao ciclista no fundo do mesmo carro, com o qual quase passou por cima de integrantes do nosso grupo.
Temos fotos e vídeos de vários momentos que registram esse absurdo.”

Por Raulzito, continuamos

 

Depois de quase 15 anos de trabalho voluntário diário e de importantes conquistas na mobilidade urbana do DF, a perda do querido amigo Raul Aragão para a violência no trânsito nos deixa consternados. Por mais que argumentemos que a velocidade atual das vias é perigosa para todos, vidas continuam sendo perdidas.

Raul era uma força mobilizadora dentro do nosso grupo. Colocava sua alegria em tudo, a levava para onde ia, junto com a sua bicicleta – que carregava no coração. Ele se sentia vivo pedalando e lutando pelo espaço para quem pedala nesta Brasília tão centrada no carro. Fará muita, muita falta.

A Rodas da Paz luta pelo convívio pacífico entre os diferentes modos de se locomover. Em agosto de 2017, nosso Passeio anual teve como tema “Sem pressa, todo mundo chega bem”, definido em parceria com o grupo Caça-Pedal, da Ceilândia. O tema foi inspirado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda até 50 km/h como limite de velocidade para vias urbanas.

Se uma colisão acontece com o carro a 80 km/h, é praticamente zero a possibilidade de sobrevivência das pessoas atingidas. A 64 km/h, 85% morrem e ninguém sai ileso. No entanto, apenas 5% morrem e 30% ficam ilesos se a velocidade for de 32 km/h.

Mesmo quando não há infração, a alta velocidade permitida nas vias pode transformar a todos em vítimas.

Nada suporta o impacto violento de um carro veloz ao atingir um ser humano. O debate urgente a ser feito não é a roupa especial, o sapato ideal ou o equipamento de segurança recomendado.

A melhor maneira de proteção é e será sempre o respeito à vida e à mobilidade plural. Para que isso aconteça, é fundamental que haja velocidade compatível entre os diferentes veículos, motorizados ou não.

Nossas ruas deveriam impedir velocidades altas. Quando a velocidade é mais baixa, tudo fica mais fácil: a travessia de pedestres; o compartilhamento da via entre motoristas e ciclistas; o uso de meios sustentáveis de deslocamento – como caminhar, pedalar e usar o transporte público; a fluidez nos trajetos; e uma convivência humanizada por todas as cidades.

Somente com menos pressa teremos a chance de uma mobilidade respeitosa à vida. Reduza a velocidade, compartilhe a via e dê a preferência. Proteja a sua vida e a dos outros.

A cidade deve ser das pessoas. Vamos continuar inspirados por esse ideal – que era o compromisso de vida do alegre Raulzito.

Vá em paz, Raul. “Suave na nave”.

 

Brasília, 22 de outubro de 2017.

 

Com muita saudade e carinho,

voluntárias e voluntários da Rodas da Paz.

 

 

Balanço Desafio Intermodal 2017 – veja os destaques

Tendo como ponto de partida a QE 7 do Guará I e chegada no Museu Nacional, o Desafio Intermodal contou com a prática de 12 modalidades de transporte, que fizeram percurso de 14 km.

Assim como nas edições anteriores do Desafio Intermodal, a bicicleta se destacou como meio de transporte mais eficiente. Já a moto contou com o melhor tempo médio, (22:50), tendo a bicicleta fixa feito o segundo melhor tempo (24:10). Entretanto, devido à alta emissão de poluentes, a moto perdeu muitas posições, ficando em 9º no ranking geral, perdendo duas posições em relação ao ano passado. A moto foi ultrapassada pelo cadeirante no ônibus e metrô+bicicleta em relação a 2016 nos quesitos custo e impacto ambiental.

Pela primeira vez em 6 anos, o ônibus fez um tempo melhor que o metrô. O ônibus melhorou em 10 minutos seu desempenho em relação ao ano passado, tendo reduzido de 56 minutos para 46 minutos, quebrando a tendência de aumento na demora que estava sendo detectada nas outras edições do desafio.

Este ano o cadeirante conseguiu participar do desafio, numa experiência mais positiva que em 2016, quando não houve possibilidade de embarque no metrô devido a lotação. O cadeirante no ônibus chegou ao mesmo tempo que quem fez a integração bicicleta+ônibus.

O participante que foi de carona, mesmo tendo que pegar três veículos diferentes, conseguiu chegar antes de quem foi de metrô (50min) e ônibus (46min), tendo feito todo o percurso em 43:33.

Juntamente com a bicicleta, a corrida e a carona foram os meios que tiveram o menor custo econômico.

Moto, carro, e taxi apresentaram pior desempenho ambiental, por utilizarem combustível fóssil. Mesmo tendo velocidade acima dos outros meios de transporte, o fato ambiental e o custo econômico desses meios de transporte sugerem que eles não devem ser adotados de maneira prioritária pela população.

Abaixo segue a tabela com modalidades, notas e tempo médio:

É eleita nova diretoria da União de Ciclistas do Brasil

André Soares, Érica Telles e Felipe Alves. Foto: UCB

Durante o Bicicultura 2017 ocorreu a Assembleia Geral Ordinária da União de ciclistas do Brasil. Na ocasião foi eleita a nova coordenação da entidade, com a seguinte composição:
Diretoria:
– Diretor Presidente: André Soares (ACBC, Balneário Camboriú/SC)
– Diretora Administrativa: Érica Telles (Mobicidade, Salvador/BA)
– Diretor Financeiro:Felipe Alves(Ciclovida, Fortaleza/CE)
Conselho Fiscal:
– Joanna Almeida (Mobirio, RJ/RJ)
– Renata Florentino (Rodas da Paz, Brasília/DF)
– Hamilton Takeda (CicloBR, SP/SP)
Agradecemos a dedicação da antiga diretoria, que tomou posse no Fórum Mundial da Bicicleta realizado em Curitiba em 2014:

Diretoria
Diretor Presidente: André Geraldo Soares – Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú e Camboriú – ACBC – Balneário Camboriú/SC
Diretor Financeiro: Yuriê Baptista César – Clube de Cicloturismo do Brasil – Brasília/DF
Diretor Administrativo: Guilherme Lara Camargos Tampieri – BH em Ciclo – Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte – Belo Horizonte/MG

Conselho Fiscal
Hamilton Takeda – Instituto CicloBR de Fomento à Mobilidade Sustentável – CicloBR – São Paulo/SP
Fabiano Faga Pacheco – Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis – ViaCiclo – Florianópolis/SC
Giovani Rafael Seibel – Associação Blumenauense Pró-Ciclovias – ABC – Blumenau/SC

Semana da mobilidade 18 a 25 de setembro de 2017. Não fique de fora dessa Semana! Envolva-se e ajude a transformar nossa cidade!

Chegou a semana da mobilidade de 2017! Confira aqui as atividades que estão programadas.
Dia 19, às 14h30. Audiência Pública na Câmara dos Deputados – “Transporte como Direito Social” e lançamento do projeto “MobCidades – Mobilidade, Orçamento e Direitos”. Evento no Facebook:  https://www.facebook.com/events/1453168021436969/?ti=icl  

Dia 19, às 19h. Seminário no Teatro Dulcina do Conic – “Diálogos Inspiradores sobre Direito à Cidade: Transporte como direito social”. Evento no Facebook: https://goo.gl/z9fzPe;

Dia 21, às 9h. Audiência Pública na Câmara Legislativa do Distrito Federal – “Mobilidade e Paz no Trânsito”.
Dia 21, às 19h. Exibição do Documentário “Bicicleta Brasil – Pedalar é um Direito” no Espaço Itaú de Cinema (CasaPark Shopping). Exibição do documentário sobre a campanha Bicicleta Brasil, quando cicloativistas pedalaram 1572 km entre Paraty e Brasília, em janeiro de 1998, em apoio ao novo código de trânsito brasileiro. Evento no Facebook: www.facebook.com/events/1716440075318341/ 

Dia 22. Metrô gratuito para aqueles que forem às estações de bike;
Dia 22 – Dia Mundial Sem Carro – Vá de Bike ao Trabalho!

Dia 22, 8h às 18h30. Vaga Viva no SCS, durante todo o dia 22. Responsável: Secretaria de Mobilidade do DF. Uma programação interativa para você! Vá lá conferir!

Dia 22, 18h30. Bicicletada. Saída da Vaga Viva no dia 22, stand da Embaixada da Holanda, concentração às 18:30h.

Dia 22. Lançamento online do vídeo realizado pela Associação Andar a Pé sobre as passagens subterrâneas do Plano Piloto. Participe da Vaga Viva e acesse a página https://www.facebook.com/andarapebsb/. Ajude a viralizar!

Dia 25, às 7h. Desafio Intermodal no dia 25, saindo às 7h da QE 7 do Guará. Organização: Rodas da Paz. O Desafio Intermodal avalia quais os meios de locomoção mais eficientes no meio urbano num dia comum. A proposta não é apenas medir a velocidade e quem chega primeiro, é avaliar o custo ambiental, econômico e social de cada meio de transporte. Em 20156 teve moto, carro, táxi, uber, carona, ônibus, bicleta fixa, metrô, pedestre e corrida. Evento no Facebook: https://goo.gl/FPVnwh 

Não fique de fora dessa Semana! Envolva-se e ajude a transformar nossa cidade!

Confira as apresentações feitas pela Rodas da Paz no Bicicultura 2017

Plenária final do Bicicultura 2017

A rodas da paz fez diversas apresentações no Bicicultura 2017, que aconteceu em Recife. De experiências envolvendo educação, advocacy, pesquisa e pedaladas, a troca e interação com outras iniciativas durante o evento foi muito rica.

A ex coordenadora Geral e atual diretora Administrativa, Renata Florentino, teve selecionada uma oficina sobre incidência em políticas públicas, chamada “No ouvido do prefeito”, onde mostrava casos bem e mal sucedidos de interlocução com o poder público no DF e a ferramenta de mapa de atores para priorizar ações e atores no processo de articulação.

Jonas Bertucci apresenta a Cartilha de Exercícios

O ex-presidente da ONG Rodas da Paz, e atual conselheiro Jonas Bertucci, participou do Bicicultura 2017 no Recife -PE, entre 7 e 10 de setembro. Jonas, contou da experiência da cartilha de exercícios multidisciplinares sobre mobilidade urbana que a Rodas da Paz lançou para ser trabalhada nas escolas de Ensino Médio. “ Em consonância com avaliações federais de desempenho, a cartilha elaborada pela Rodas da Paz oferece atividades para problematizar o cotidiano da turma, que estimulam a aplicação do conteúdo curricular. O Bicicultura foi um momento importante para difundir esse trabalho e discutir ações semelhantes no campo da educação que estão sendo realizadas em todo o país”, disse Jonas.

Raul Aragão apresenta as contagens de ciclistas

Raul Aragão, voluntário da Rodas da Paz, participou do encontro falando das contagens de ciclistas feitas no Distrito Federal, em parceria com o ITDP. “O Bicicultura é sempre um grande evento. Esse ano apresentei o projeto de contagens de ciclistas da Rodas da Paz, que está acontecendo em nove lugares do DF’, disse.

Raul aragão no pódio em 1º lugar no fixocult

O voluntário ressaltou ainda à experiência que foi participar das provas no evento. “No último dia pude participar de uma prévia das fixolimpiadas que vão ocorrer em novembro no Recife, onde competi com outros “fixeiros” em provas de skid, trackstand, Sprint, anticorrida e peanut. Ganhei alguns prêmios”, contou Raul.

Gustavo Rodrigues apresentou o projeto Bicicleta Livre da UnB

A participação da ONG não parou por aí, quem também participou do evento foi o voluntário Gustavo Rodrigues, que falou sobre o ‘Bicicleta Livre’ da UnB, um projeto de extensão que incentiva os alunos a usar a bicicleta como meio de transporte.
O Bicicultura, maior encontro nacional de mobilidade por bicicleta e cicloativismo, organizado pela sociedade civil, busca ser o expoente máximo da bicicleta em todas as suas vertentes: cultural, social, política, artística, econômica e ambiental.

O Bicicultura 2017 precisa de você!

Você conhece o “Bicicultura”?

É maior encontro nacional de mobilidade por bicicleta e cicloativismo! Ele acontece entre 7 a 10 de setembro na cidade do Recife.

A sua contribuição fará toda a diferença! Com apenas R$ 10,00 já é possível participar do financiamento coletivo. Ajude a arrecadar o restante da verba para realizar este evento da maneira como foi programado, contemplando os projetos selecionados e todas as atividades culturais e esportivas. Conheça as formas de ajudar aqui: https://benfeitoria.com/bicicultura

Participe!
Saiba mais: https://bicicultura.org.br/
#Bicicultura

Atividades marcam o Dia Nacional do Ciclista em Brasília (19/8)

Dia 19 de agosto é celebrado em todo o país o Dia Nacional do Ciclista, data em que se homenageia o biólogo brasiliense Pedro Davison, atropelado por um motorista embriagado e em alta velocidade no Eixão Sul. A data é celebrada desde 2007, como símbolo da justiça contra os crimes no trânsito e em defesa do uso da bicicleta. A data deve se tornar oficial ainda em 2017.

O Projeto de Lei que institui o Dia Nacional do Ciclista já foi aprovado na Comissão de Constituição de Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados e seguiu para o Senado, onde será relatado pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

Nos dez anos passados, desde a instituição popular da data, o país ampliou seu número de ciclovias, contando com cerca de três mil quilômetros em 2016. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), cerca de 6% da população do país faz seus deslocamentos diários de bicicleta. O Distrito Federal conta hoje com cerca de 420 quilômetros de ciclovia e tem cerca de 2% de seus deslocamentos feitos de bicicleta.

Entre as atividades que ocorrerão em Brasília na data estão um passeio ciclístico, cinema ao ar livre e a oficina de reparo para bicicletas.

Passeio ciclístico acontece nesse sábado (19/8) para celebrar o Dia Nacional do Ciclista e o Dia Nacional de Luta da População de Rua. A concentração será às 8h no Taguaparque. A iniciativa é do “Projeto Pedal Cidadão”, que é desenvolvido no Centro Pop de Taguatinga. O projeto tem como objetivo a capacitação de moradores de rua para trabalharem como mecânicos de bicicleta.

O Pedal Cidadão arrecada bicicletas novas, seminovas ou usadas e peças para seu conserto. As bicicletas são doadas às pessoas em situação de rua. Os interessados em conhecer e contribuir para o projeto podem fazer suas doações na própria unidade, na QNF 24, Área Especial, perto ao Senai ou ligar para os seguintes contatos: 3352 5098 e 3563 1046.

Rodas da Paz e Rede Globo repetem parceria na edição do DFTV Cidadão na Cidade Estrutural. Nos dias 18 e 19 de agosto, das 9h às 16h, as pessoas poderão levar suas bicicletas para fazer pequenos reparos na oficina mecânica itinerante. A Cidade Estrutural é a região Administrativa onde a população mais usa a bicicleta para ir ao trabalho, com 6% dos deslocamentos.

Já o Detran faz mais uma edição do especial Cine Pedal, no dia 18/8 em Samambaia, 19/8 na Cidade Estrutural (em frente ao restaurante Comunitário) e dia 20/8 no Recanto das Emas.

Confira as dez fotos mais curtidas do 15º Passeio Ciclístico com a hashtag #rodasdapaz

Veja aqui quem são os dez ganhadores do kit ciclista na loja Giro 66
A retirada dos kits deve ser feita na loja:

QND 30 Lote 42 Loja 01
Taguatinga Norte – CEP: 72120-300
Brasília – DF

1º Lugar 138 curtidas

https://www.instagram.com/p/BXOr141Dt9E/?tagged=rodasdapaz

2º Lugar 95 curtidas

3º Lugar 91 curtidas

4º Lugar 67 curtidas

Passeio ciclístico. #rodasdapaz

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5º Lugar 60 curtidas

https://www.instagram.com/p/BXLFcSElCvO/?tagged=rodasdapaz

6º Lugar 56 curtidas

7º Lugar 53 curtidas

8º Lugar 51 curtidas

#rodasdapaz

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9º Lugar 50 curtidas

https://www.instagram.com/p/BXLEysIlT52/?tagged=rodasdapaz

10º Lugar 50 curtidas

#RodasdaPaz

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GDF apresenta seu plano de ciclomobilidade e inaugura estação de bicicletas na UnB

O GDF lançou hoje (9/8) na Universidade de Brasília o seu plano de ciclomobilidade, parte integrante do programa de mobilidade urbana ”Circula Brasília” lançado em 2015.

De acordo com o governador Rodrigo Rollemberg, o programa tem “compromisso com a qualidade de vida da população de Brasília” e é um “programa de Estado, que prioriza o transporte coletivo e o não motorizado de forma integrada”. Dentro do pilar da mobilidade ativa, o principal ponto é superar a descontinuidade da malha cicloviária, composta atualmente por 420 km de extensão. Hoje são 70 km em obras e, até dezembro de 2018, mais 148 km devem estar licitados. A meta é o DF contar com 1200 km de ciclovia até 2023.

No lançamento, foi inaugurada uma das cinco novas estações de bicicletas da UnB.

Outro ponto do plano é proporcionar a integração com outros meios de transporte, especialmente os ônibus. De acordo com GDF, até fevereiro de 2018 dez terminais de ônibus estarão equipados com bicicletários e pontos de reparos. A manutenção dessas estruturas será de responsabilidade das empresas de ônibus.

Visando a integração com o metrô, o GDF irá ampliar as estações de bicicletas compartilhadas atendendo agora as cidades de Ceilândia, Taguatinga e Samambaia. O plano de ciclomobilidade é audacioso. Segundo o próprio Governador, Rodrigo Rollemberg, a intenção é mudar o cenário da mobilidade ativa e do respeito ao ciclista no DF. Veja o vídeo abaixo gravado no dia do evento pela Rodas da Paz: Quem se locomove de bike em Brasília verá o plano como a solução para grande parte das suas aflições. Porém, com apenas mais um ano de governo, será que ele sairá do papel?

Nos primeiros três anos muitos esforços na área de mobilidade por bicicleta foram feitos, como o mapeamento colaborativo das ciclovias existentes, o projeto Mobilidade Ativa, a licitação da ciclovia da EPTG e ótimas campanhas educativas. Mas tudo isso parece pequeno diante do aumento da tarifa de ônibus, que custa atualmente R$5,00 entre as cidades.

O exorbitante Trevo de Triagem Norte e os viadutos da EPIG ajudam a mostrar que a prioridade continua sendo o uso do automóvel. Por mais que os discursos defendam a mobilidade sustentável, o orçamento segue priorizando o insustentável.

Para que este plano de ciclomobilidade seja de fato implementado, cabe a nós cidadãos acompanharmos as decisões e cobrar o governo que as promessas apresentadas hoje sejam de fato cumpridas.

Quer saber mais sobre o plano?