Brasília agora é “referência” de locomoção de bicicleta para Copenhague

Brasília agora é “referência” de locomoção de bicicleta para Copenhague

O Governo do Distrito Federal publicou uma nota curiosa no seu perfil de Facebook no último dia 11 de março. Diz que o DF, com 433 km de ciclovias “concluídas ou em conclusão”, é agora referência nacional e internacional em ciclovias, e que o projeto de mobilidade com transporte cicloviário do governador Agnelo “coloca o Distrito Federal em situação igualitária ou superior à de outras grandes capitais do exterior, como Copenhagen”.

Não posso deixar de dizer que a nota me impactou. Fiquei curiosíssimo para conhecer Copenhague, a cidade com fama de uma das mais ciclísticas do mundo. Essa informação do GDF pode fazer de Brasília a nova cidade mais ciclística do mundo! Devo confessar que, pedalando nas ruas da capital há quatorze anos (há cinco quase diariamente), não fui atento o suficiente para notar um salto de qualidade tão estupendo na mobilidade por bicicleta.

Fiquei um pouco triste com os cidadãos de Copenhague, que se dedicaram à melhoria do transporte público e por bicicleta por praticamente tanto tempo quanto Brasília tem de vida, e ainda assim ficaram para trás. Acho que fui muito crítico com minha cidade natal e insensível com os dinamarqueses. Eles devem ter problemas piores e mais evidentes que o nosso para que o Governo do DF coloque Brasília em situação igualitária ou superior.

Eu tinha de ser mais solidário e entender que, a cada falha que encontrava nas ciclovias de Brasília, deveria haver falhas piores e mais perigosas em Copenhague. Durante meses me irritei com um poste que havia no meio da ciclovia da L2 Norte, atravessado numa curva fechada que esconde o ciclista da visão do motorista num cruzamento. Essa conjunção de dificuldades e riscos para o ciclista impediu que tivesse caridade para com os cidadãos de Copenhague, que devem ter postes muito mais largos e cruzamentos muito mais perigosos e invisíveis em sua cidade. Lá, esses cruzamentos arriscados e sem sinalização devem aparecer em intervalos menores que quinhentos metros. Em Brasília, optou-se pela elegância do elemento surpresa em nossas ciclovias e elas escondem os ciclistas atrás de árvores, prédios, pedestres e em cruzamentos de alta velocidade. Imagino os ciclistas em Copenhague pipocando de becos escuros e caindo repentinamente do céu em frente aos carros como granizo.

Apesar de o Código de Trânsito brasileiro garantir prioridade e segurança aos veículos menores e não motorizados, pouco se faz para que essa norma seja cumprida. Em Copenhague, o governo deve incentivar que normas assim sejam descumpridas. Nunca vi alguém aqui ser multado por ameaçar o ciclista com o carro. Na Dinamarca, os motoristas não devem ser autuados nem quando atropelam um. Certa vez, um motorista quase me atropelou num cruzamento na entrada da quadra residencial, dizendo que não havia placa para impedi-lo. Em Copenhague, talvez o motorista atropele ciclistas e nem saiba o que é uma placa para se justificar. As ciclovias daqui mal têm dois anos e já racham e estufam. Lá as ciclovias têm décadas e o ciclista talvez fique feliz por encontrar uma rachadura na qual pedalar com conforto. Nas nossas ciclovias, os pedestres dividem espaço com bicicletas e se arriscam em cruzamentos apagados que favorecem o carro. Em Copenhague, pedestres devem disputar o asfalto com ciclistas, automóveis e ônibus fumacentos. Irritei-me com a falta de conexão entre as ciclovias de Brasília, e não reparei que em Copenhague as ciclovias poderiam ser círculos fechados de dois quarteirões que não levam a lugar algum.

Além disso, a sinalização das ciclovias em Brasília mal foi instalada por causa da chuva, que deve derreter a tinta e impedir que finquem placas no chão, um problema tão grave que não foi superado mesmo após duas estações de estiagem. Em Copenhague, décadas de neve e chuva devem tornar qualquer sinalização impossível.

O GDF avaliou as duas cidades e está seguro de que conseguimos evoluir tanto ou mais que os dinamarqueses em concepção de mobilidade por bicicleta. Eu pensei que a nota do GDF era cínica e só avaliávamos o avanço da política para bicicleta contando quilometragem de ciclovia — mas Copenhague deve estar pior. Seus governantes devem imaginar que o acúmulo de quilômetros de ciclovias resolve sozinho todos os problemas, e as facilidades para pedestres e ciclistas, as quais beneficiam tanto um quanto outro, nem devem existir. O pedestre de Copenhague provavelmente sofre mais do que o brasiliense: os sinais para pedestres e ciclistas devem demorar horrores; pessoas e bicicletas devem subir e descer desníveis três vezes maiores que as das passagens do Eixão e escadas mais longas que a do Setor Bancário Sul; deve haver um descampado com sol inclemente no verão e vias expressas intransponíveis no centro da cidade; o dinamarquês não deve ter sequer considerado a integração do transporte público e a facilidade que é levar uma bicicleta no metrô.

Com tantos problemas, ainda assim metade da população de Copenhague se locomove de bicicleta com extrema coragem e força de vontade. Eu realmente não tinha percebido tamanho avanço no Distrito Federal; devíamos ajudar os dinamarqueses a perceber que não adiantam mil quilômetros de ciclovia se o cidadão não consegue atravessar uma rua para chegar onde quer. Afinal, somos referência internacional.

por Pedro Gontijo Menezes, março de 2014

12 comments

Pedro Gontijo,
eu seu post você simplesmente disse tudo o que os ciclista de Brasília sentem em relação ao descaso e cara-de-pau desse governo medíocre em relação a mobilidade urbana e no quesito ciclovias. Parabéns e vamos sim continuar lutando.

Olá, Pedro!

Estive ano passado em Copenhague e olha, essa nota do GDF me fez rir *muito*. Não sou ciclista, mas moro em Brasília e sei das dificuldades enfrentadas pelos ciclistas e pedestres aqui.

Em Copenhague a prioridade é total dos ciclistas e são mais de 300km de ciclovias em uma cidade bem menor que o DF. Tudo muito bem sinalizado e conservado. Voltei impressionado com a estrutura proporcionada, isso sem contar a questão de segurança…

Acho sinceramente que quem fez esse infeliz comentário, só se baseou em tamanho e nunca esteve na Dinamarca. Torço que um dia a gente chegue pelo menos perto da QUALIDADE oferecida aos ciclistas dinamarqueses.

Abs!

Exagero dos dois lados. Brasília obviamente não é a maravilha que o governo mostra nem é o lixo que os radicais da bicicleta pregam. Um poste fora do lugar não inviabiliza o projeto, cruzamentos com os carros são inevitáveis, as ciclovias daqui não racharam nem estufaram, e muito pelo contrário, são muito bem construídas. Eu acompanhei pessoalmente a construção pois as vi sendo construídas sempre que pedalava para o trabalho, e não é uma calçada comum, trata-se de uma camada de brita e uma bem grossa de concreto. Inclusive, em um lugar que passo regularmente na 213 norte e na 201 norte, a ciclovia está no caminho de carros que a atravessam e a utilizam como pista, nem sinal de desgaste prematuro, apesar do uso muitas vezes mais desgastando do que o projeto. Já vi uma parte ser esmagada, mas foi um caminhão que passou em cima, aí é demais. Outra, em nenhum local a tinta saiu, as poucas partes que já foram pintadas estão perfeitamente pintadas.
O restante das críticas é risível, chegando a tempo de semáforo (que aqui está perfeitamente normal), o descampado (ciclovias cobertas???) e o metrô, mesmo que aqui seja permitido levar a bicicleta. Ah, o metrô está cheio, então ficará difícil entrar de bicicleta no vagão tanto aqui quanto na Dinamarca. Metrô vazio é sinônimo de desperdício de dinheiro público, excessivamente cheio é falta de planejamento, bem ocupado é o equilíbrio, então não dá para pedir um metrô que seja confortável andar com uma incômoda e grande bicicleta.
Está perfeito? Não, claro que não, o governo exagera ao comparar com Copenhague, mas está evoluindo muito. Não conheço Copenhague, mas já pedalei duas semanas seguidas em Ottawa no Canadá e em Nagoya no Japão, ambos têm uma política grande e séria de ciclismo como meio de transporte. Digo que hoje estamos chegando perto de Ottawa em ciclovias. Lá as ciclovias também acabam sem mais nem menos, não há ciclovias em todo local, mas eu não espero isso, não sou um sonhador utópico. Em muitos locais, o tráfego de carros é leve e não justifica construir uma grande ciclovia, ou muitas vezes simplesmente não há espaço. Em Nagoya, os ciclistas andam na calçada junto com os pedestres, está longe de ideal, falta espaço.
Ando todo dia na ciclovia para o trabalho e ela melhorou muito meu caminho. Trata-se de um caminho muito arborizado, que serpenteia entre as quadras, desviando das árvores. Já vejo muitos ciclistas usando, mas a adoção é questão de cultura. Andar de carro é infinitamente mais simples, rápido e prático. Usar a bicicleta como meio de transporte exige logística, preparo, e planejamento. Levar roupa na mochila, ter lugar para tomar banho com armário, local seguro para deixar a bicicleta, o que fazer quando chove, tudo isso complica muito, e só resolvi muitos problemas com anos de experiência. Se o trânsito ainda flui e há local para estacionar, só um idealista usa a bicicleta como meio de transporte. Mesmo os esportistas dão suas voltas de bicicleta pela manhã, mas depois vão para o trabalho de carro, conheço vários assim. Não os culpo, é mais fácil, a tendência é ir para essa caminho. Ciclistas só encherão as ciclovias quando o trânsito parar completamente.
Pessoalmente fiquei satisfeito com o projeto de ciclovia, ainda falta muito, inclusive mentalidade do povo. Faltam paraciclos, por exemplo. É o governo que deve fazer? Não, as lojas e estabelecimentos podem colocar nas suas portas. Falta cultura para isso.

Prezado Rafael,

A grande vantagem do Brasil é que temos mais de 100 anos de erros e sucessos de políticas cicloviárias de países como Holanda e Dinamarca para nos inspirar (sem falar dos EUA e de países da América Latina, que saíram antes de nós). Errar é aceitável, porém repetir o erro é negligência. O GDF estava muito bem informado sobre como evitar os problemas que estão acontecendo agora, porém decidiu tocar as obras a qualquer custo, mesmo colocando pessoas em perigo.

Pelo seu comentário, vemos que a população ainda está pouco informada sobre a questão. Seguem alguns pontos para reflexão.

1- As rachaduras e os danos causados devido ao cálculo errado da dilatação do asfalto estão bem documentados. Caso não tenha conhecimento, é possível observar uma série de imagens aqui (http://www.rodasdapaz.org.br/transparencia/analise-da-contrucao-das-ciclovias-do-distrito-federal/) e aqui: (http://www.mobilize.org.br/estudos/101/ciclovias-e-mobilidade-por-bicicleta-no-df–imagens-da-infraestrutura-cicloviaria-asa-norte-w5.html). O GDF estava plenamente ciente dos problemas antes das obras começarem;
2- O material das ciclovias não é feito para suportar o peso de um carro. Por isso, muitos trechos estão danificados, como na passagem da 203 para a 204 norte ou na 208 norte, local onde os motoristas estacionam ilegalmente (infração ignorada pelo poder público);
3- As ciclovias não foram construídas no caminho dos carros como o senhor afirma. Na verdade, como afirmado anteriormente, os carros, normalmente, não devem passar pelas ciclovias; se isso ocorrer, o material deve ser outro, capaz de suportar o peso de um carro; no entanto, em geral, no plano piloto, as ciclovias estão danificadas devido aos estacionamentos irregulares nas comerciais;
4- O metrô pode ser perfeitamente confortável e amistoso para o ciclista. O uso de bicicletas em trens é algo comum mundo afora, amplamente difundido e incentivado (há, por exemplo, vagões ou vagas específicas destinadas para se levar as bicicletas com facilidade);
5- Querer ciclovias em toda a cidade não é algo utópico, nem desejado. É preciso uma politica de segurança no trânsito, favorecendo o uso diversificado da via, com moderação de velocidade e campanhas educativas para o compartilhamento de espaços (nada disso está sendo planejado);
6- Quem vai e vem de cidades satélites para o plano piloto já sabe que o trânsito de Brasília já apresenta claras evidências de saturação. Não há fluidez nos horários de pico e, apesar da grande quantidade de vagas, não há espaço para a quantidade de carros que se tem hoje. A duplicação de vias como a EPTG representam um grande volume de recursos que beneficia a poucos em um período curto de tempo – incentivando o uso do carro e servindo apenas para a manutenção de índices elevados de poluição e engarrafamentos.
7- Logo, não se trata simplesmente de uma mudança de cultura, é preciso de uma mudança de visão de política pública. O grande problema do trânsito em Brasília e no mundo é o incentivo ao uso do automóvel individual com uso de recursos públicos. Como você mencionou, toda a estrutura da cidade está preparada (erroneamente) para tornar prático o uso do carro. No entanto, essa não é uma solução viável nem sustentável para toda a população (não há espaço e a poluição e o desperdício são enormes). Por outro lado, se oferecermos estrutura adequada para a locomoção por bicicleta, para os pedestres e para o transporte público (necessariamente desincentivando o uso do automóvel), o uso desses modais aumentará. Se a estrutura não for adequada, nem houver campanhas educativas, não podemos esperar uma mudança espontânea generalizada da população.

Abraços,

Nem exagero nem esconder a verdade, pode ser que seu caminho, na Asa Norte, seja realmente o que diz, más o que percorro do Sudoeste até a Praça do Buriti, encontro sim muitas calçadas estufadas e quebradas, árvores com galhos, você tem que abaixar ou é derrubado da bicicleta, árvores cortadas no meio da ciclovia, não arrancaram o tronco, tampas de bueiros desniveladas, ciclovia que não leva a lugar algum.

Rafael, acho que o pessoal do Rodas pode falar melhor do que eu sobre o que tem de bom e de ruim nas ciclovias do DF, quais são os defeitos de projeto e de execução, e como vários deles nem sequer foram evitados apesar de o governo conhecê-los bem. Queria me concentrar na cultura que você comentou. Fala-se tanto dela que deve ser o princípio mais importante.

Imagino que se refere à cultura de usar a bicicleta e fazer cidades com dimensões humanas, que parece sempre ter existido na Europa e nunca haverá no Brasil. Essa cultura é exatamente a de construir uma cidade em que tudo seja mais fácil, não somente dirigir um carro. A ironia na comparação de Brasília com Copenhague é contestar o que o GDF (e parece que você também) entende como evolução de mobilidade. Eles também reclamam da falta de cultura, mas querem solucioná-la criando quilômetros de ciclovia em todo lugar, ou propagandeando que comprar ônibus decentes é uma conquista, não uma obrigação.

Devemos ver a cidade como um todo e não construir ciclovias como um autorama ou se resignar com o fato de que (ainda) é mais fácil dirigir um carro. O carro só é mais fácil a custo da mobilidade de todo o resto, custo que o motorista não paga. E, para desfrutar dessa facilidade, é preciso antes comprar e manter um.

Muitos falam que é preciso mudar a cultura, porém pedem elogios para a estrutura que só reforça a cultura antiga. Claro que nossa estrutura não é péssima, também a vi melhorar nos últimos anos. Mas ainda faz o viajante a pé dar mais voltas, subir e parar mais, enquanto o com motor anda reto e com menos esforço. Não devia ser o contrário?

É ótimo e necessário ter vias expressas para carro, mas não seria bom ter vias retas, prioritárias (como manda a lei) e confortáveis para os pedestres e ciclistas, principalmente no centro da cidade, onde as pessoas se concentram? Penso que mais pessoas deixariam o carro e andariam na Esplanada se os semáforos demorassem menos e não ficassem a quase um quilômetro um do outro. Penso que teríamos menos congestionamento às 6 da tarde se o pedestre na Esplanada tivesse conforto e a preferência que não tem hoje. Penso que haveria mais vagas no Setor Comercial Sul se fosse possível a um ser humano se locomover por lá. Quantos deixam de caminhar das quadras 100 às 200, ou da 202 Norte à rodoviária, distâncias adequadas para pedestre, porque o ambiente é sujo, inseguro e cheio de escadas, ou é um descampado hostil? O Setor de Autarquias Norte devia ter mais estrutura na dimensão das pessoas, pois acho meio caro ter de comprar um carro para deixar de subir escada. Se o cidadão é incentivado a carregar uma sacola de compras num carro por 500 metros, por que faria isso a pé?

Claro que assim é mais fácil usar o carro. Não acontece com ele o que acontece com a bicicleta: as ruas chegam a todo lugar, tem prioridade quase total, frear e acelerar no sinal não cansa, não é preciso subir e descer meio-fio a cada cem metros nem ficar cercado de veículos cem vezes mais pesado, muito menos descer do carro para carregá-lo escada acima. As voltas que dou para contornar obstáculos de bicicleta, a maioria não tem paciência para fazer nem dirigindo.

Veja que não é exagero falar de semáforo ou de ruas entrincheiradas quando falamos de bicicleta. Atravessar a rua tem tudo a ver com bicicleta: é a primeira coisa que você faz quando sai de casa. A maior e mais importante questão da cultura de mobilidade é o semáforo de pedestre e a vala que ele não consegue atravessar, e não um viaduto de cem milhões de reais ou quilômetros de ciclovia. Porque todos caminhamos antes mesmo de pisar num carro. Quer mudar a cultura? Comece fazendo perguntas.

Concordo com você a maior dificuldade que venho sentindo depois que comecei a trabalhar de bicicleta são as travessias, principalmente o Eixo monumental, o tempo do sinal é curto sempre tenho que correr para não ser atropelado, não existe sinalização para pedestre, você não sabe se o sinal esta aberto ou não. Outra coisa o rebaixamento de meios fios, é muito cansativo sair da bicicleta para transpor esses obstáculos.

É de muito mal gosto chamar de ciclovias estas calçadas espremidas, sem continuidade, sem iluminação, cheias de curvinhas e outros obstáculos absurdos. Quem projetou essas novas calçadas de Brasília não tem a menor idéia do que é uma ciclovia. Podem servir a uma brincadeira de criança, mas jamais a um projeto sério de locomoção sobre duas rodas. Uma ciclovia deveria ter – no mínimo – o triplo da largura, traçado planejado – e não improvisado – revestimento liso para servir ao uso de patins e skates, em vez do acabamento porcamente “grosso”. Enfim, se o governador Agnelo tivesse um pouquinho de bom senso ficaria calado e faria de conta que não foi ele que torrou o “nosso” dinheiro nestas porcarias que ele insiste em chamar de ciclovias.

Quanto ao uso de ciclovias por carros.. o buraco é mais embaixo!
Não é usada só para estacionar, mas já vi a POLÍCIA utilizando a ciclovia da Esplanada como uma
via para andar mais rápido. E com uma caminhonete ainda..
Pode isso?!?!

Parabéns pelo post, desejo um dia ver a bicicleta priorizada em Brasília. Entretanto o poder público brasileiro é corrupto e corruptível. A polícia usando as ciclovias com motos e carros é um exemplo notório. A ausência de fiscalização na construção e a liberação de ciclovias para uso sem condições revela leniência de irresponsáveis, e só se vai tomar atitudes quando alguém famoso ou próximo do círculo de relacionamentos pessoais dos que ocupam cargos no poder morrer devido aos obstáculos das ciclovias mal construídas. Finalmente, a ausência de ligação cicloviária entre as regiões administrativas é uma demonstração da ausência de planejamento do governo. É triste, é um desperdício enorme de dinheiro fazer ciclovias em áreas de baixa velocidade como as L1 e W1, é vergonhoso, serve apenas como passeio para cachorros, obras abandonadas a partir do primeiro dia de inauguração. É triste, mas nosso subdesenvolvimento e ausência de controle do governo, que é eleito com carta branca com base em uma personalidade do executivo, impede o controle social e esta situação só vai piorar em ano eleitoral. Boa sorte, muito cuidado ao utilizar as ciclovias, cuidado com os assaltos, evitem cruzar com desconhecidos suspeitos.

Lendo o seu post, quase acreditei que Brasília seria um bom lugar para se locomover de bike, mas seria um ótimo lugar se não fosse o pouco caso do governo que ainda tenta tirar proveito disso.

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