Coletas do Doe Bicicleta

O projeto Doe Bicicleta fechou o primeiro semestre de 2016 tendo doado mais de 270 bicicletas para diversos projetos sociais. O patrocínio recebido pela Embaixada da Austrália foi fundamental para viabilizar doações para creches na Estrutural, para refugiados em parceria com a ACNUR e para comunidades quilombolas em Cavalcante (GO), entre várias outras que nos emocionaram e encheram de alegria.

Com esse ciclo do projeto encerrado vamos dar uma pausa nas coletas de bicicleta até captarmos novos recursos para as peças e mão de obra envolvidos nos consertos. Mas se você tem bicicleta para doar, ainda pode deixar no ponto de coleta mais próximo.

Caso você tenha mais de 5 bicicletas para doar, nos avise ([email protected]) que tentamos buscar mesmo nesse período de intervalo!

Para participar da campanha, veja as formas de ajudar:


COMO COLABORAR?


1- Doando recursos para a compra de peças e o conserto das bicicletas em 2017 (as doações financeiras são feitas por meio do sistema PagSeguro);

2- Doando bicicletas, tanto novas como usadas: deixe a bicicleta no grupo Escoteiro Moraes Antas no final da Asa Norte aos sábados a tarde (localização no mapa) ou na loja Taguaciclo em Taguatinga Sul (QSA 9 LOTE 1 LOJA, 1).

3- Conversando com o síndico do seu condomínio para que mobilize os moradores para doar as bicicletas abandonadas nos bicicletários, garagens e PCs de seu prédio (baixe aqui o cartaz da campanha e a carta ao síndico).


Desde 2015, a Rodas da Paz fechou parceria com o Grupo de Escoteiros Moraes Antas – GEMA, oferecendo um ponto de apoio para armazenar as bicicletas e receber doações espontâneas durante os sábados, entre 14h e 18h.  Para os interessados, o endereço do GEMA é SGAN 916 – Quartel do Corpo de Bombeiros (localização no mapa). A colaboração do grupo também está prevista para o conserto das bicicletas doadas com a realização de oficina básica de mecânica com os jovens escoteiros. É uma oportunidade para os escoteiros conquistarem especialidades, demonstrando habilidade com as bicicletas, e para a Campanha “Doe Bicicleta” ampliar seu alcance.

Em 2016, firmamos parceria foi com a loja Taguaciclo, que realiza eventos de incentivo ao uso da bicicleta regularmente em Taguatinga Sul.

PARCEIROS

 

Moraes Antas

 

bandeirantes

 taguaciclo  

transamerica 

 

 

Chamada de voluntários 2017 – inscrições prorrogadas!

Estão abertas as inscrições para 5ª Formação de Voluntários da Rodas da Paz! 

As inscrições foram prorrogadas até 20/6 e a formação acontece no final de semana de 24 e 25 de junho.

São vagas limitadas, iremos divulgar o resultado da seleção dia 21/6.

Renovar é essencial para continuar nossa mobilização por um DF mais ciclável. Agora é a sua chance de se juntar a nossa equipe! Inscrições até 16/6, basta preencher o formulário abaixo!

Entidades se posicionam contra o PLC 26/2010

Atualização (20 de junho de 2017):

Em 05 de junho de 2017, as 34 entidades e especialistas assinados ao final deste protocolaram ofício (ver abaixo) aos Senadores participantes da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, à presidente da comissão e, em especial, ao Senador responsável pela relatoria, Valdir Raupp.

No dia 07 de junho, possivelmente em consequência desta manifestação coletiva, o projeto foi felizmente retirado de pauta a pedido do relator para reexame. Essa foi uma vitória parcial. O Senado tem duas legislaturas pra votar um projeto que venha da Câmara. Como o PLC 26/2010 chegou no Senado em 2010, caso não seja feita nenhuma movimentação até o final de 2018 seu prazo se esgota. Continuaremos atentos até que o PLC seja arquivado de forma definitiva.

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Brasília, 05 de junho de 2017

V. Ex.ª Senador Valdir Raupp,
Relator do PLC 26/2010 na Comissão de Direitos Humanos do Senado

As organizações e especialistas abaixo assinados, vêm, por meio deste, manifestar a Vossa Excelência preocupação em relação à redação do PLC 26/2010, que pretende tornar obrigatório o “gesto do pedestre” antes de atravessar na faixa e que se encontra em análise na Comissão de Direitos Humanos do Senado.

Da forma como está proposto, e pelos motivos elencados a seguir, o referido Projeto representa uma ameaça à segurança de todos os brasileiros que andam a pé (deslocamento que corresponde a mais de 1/3 das viagens da população). Além de implicar na perda de direitos dos pedestres, um grupo já bastante vulnerável e destituído, a proposta contradiz diretrizes de segurança viária observadas por especialistas de todo o mundo (a lista de assinaturas pela alteração do PLC inclui os principais especialistas e gestores envolvidos no programa Paz no Trânsito, realizado em Brasília e apresentado como referência no mesmo).

Visando à adequação do PLC aos modernos conceitos de segurança e de cidadania no trânsito, e reconhecendo o esforço da autora e desta Comissão nessa direção, apresentamos, em anexo, uma proposta de substitutivo a ser apreciada.

Apontamentos técnicos sobre o PLC 26/2010

A norma pretende tornar obrigatório o gesto com o braço para que o pedestre tenha acesso ao direito de atravessar a rua na faixa. O projeto original previa que pedestres deveriam esperar um “acúmulo de pessoas” antes de realizar a travessia (sugestão que foi suprimida no Senado).

Por que tornar obrigatório o gesto com o braço representa um risco para a segurança do pedestre no trânsito:

1. A medida atenua crimes de trânsito: motoristas imprudentes terão respaldo legal para alegar que uma pessoa atropelada na faixa, lugar legítimo de travessia, não fez o “gesto do pedestre”. Além do judiciário, a opinião pública, embasada pela regra, poderá argumentar uma culpa concorrente, ou até mesmo exclusiva, do pedestre que for atropelado na faixa sem antes fazer o gesto, podendo este ainda ter que comprovar que teria feito o gesto. Isso levanta consequências sérias de atenuação da culpa do condutor nas esferas penais e cíveis, podendo resultar no aumento do desrespeito à faixa por parte dos condutores em geral;

2. A medida torna inexequível a travessia de pessoas com deficiência e de pessoas com os filhos nos braços ou carregando objetos: há uma diversidade de situações em que as pessoas estão impossibilitadas de fazer o sinal com as mãos, como por exemplo: pessoas com mobilidade reduzida, pais que carregam seus filhos no colo ou seguram suas mãos, pessoas carregando cargas ou compras nos braços. Com o projeto, pessoas nesta situação perderiam, na prática, o direito à travessia na faixa;

3. A medida negligencia soluções eficazes de segurança para pedestres, já utilizadas e recomendadas internacionalmente: em conformidade com a Convenção de Viena sobre Trânsito Viário de 1968 (Decreto nº 86.714, de 10 de dezembro de 1981), a orientação do poder público, por meio de campanhas educativas e fiscalização, é de que ao aproximar-se de qualquer cruzamento ou faixa de pedestres os motoristas devem manter atenção especial e velocidade moderada, observando a preferência a pedestres, ciclistas, crianças, idosos e pessoas com deficiência, e outros meios de transporte e garantindo sua segurança;

4. A medida contradiz as normas expressas nos artigos 29, 44 e 70 do Código de Trânsito Brasileiro, que regulamenta a travessia:

a. Art. 29. O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes normas:
§ 2º Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.

b. Art. 44. Ao aproximar-se de qualquer tipo de cruzamento, o condutor do veículo deve demonstrar prudência especial, transitando em velocidade moderada, de forma que possa deter seu veículo com segurança para dar passagem a pedestre e a veículos que tenham o direito de preferência.

c. Art. 70. Os pedestres que estiverem atravessando a via sobre as faixas delimitadas para esse fim terão prioridade de passagem, exceto nos locais com sinalização semafórica, onde deverão ser respeitadas as disposições deste Código.

5. A medida torna redundante o dispositivo da faixa de travessia de pedestre, sinalização que deveria ser suficiente para garantir a travessia segura das pessoas, devidamente regulamentada pelo art. 85 do CTB:

Art 85: Os locais destinados pelo órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via à travessia de pedestres deverão ser sinalizados com faixas pintadas ou demarcadas no leito da via.

6. A medida representa perda de direitos: condicionar a preferência do pedestre na travessia da faixa ao sinal com o braço significa uma perda de um direito (Art. 44) e uma inversão de prioridades. Diferentemente, se faz necessário reforçar no processo de formação do condutor e, por meio de campanhas permanentes de educação, o respeito à legislação já existente voltada a essa questão.

7. A medida, na prática, diminui a responsabilidade do motorista em prezar pela segurança do pedestre: a responsabilidade é invertida, e o pedestre se torna responsável para que o motorista respeite as regras de trânsito acima mencionadas.

8. A medida segue orientação contrária à tendência internacional das políticas de segurança no trânsito: a Política Nacional de Mobilidade Urbana, instituída em 2012 através da Lei Federal da Mobilidade Urbana 12.587/12, determina​ no inciso II do Artigo 6º a priorização dos modos de deslocamento não-motorizados, notadamente o pedestre e o ciclista, incentivando a proteção da vida e a redução da violência no trânsito;

9. A medida onera o comportamento do pedestre e contradiz proposições de segurança viária observadas por especialistas de todo o mundo: estamos na segunda metade da Década de Ação pela Segurança no Trânsito, promovida pela ONU, na qual o Brasil é um de seus principais alvos. Se aprovada, tal medida contribuiria para a perda de credibilidade do país em relação às ações de segurança no trânsito;

10. Análises de especialistas e de organizações reconhecidas em todo o país alertam para os riscos em se instituir a obrigatoriedade do gesto do pedestre, como:

ITDP (Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento);
ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos, Comissão de Mobilidade a Pé e Acessibilidade); 
Associação Civil Rodas da Paz;
Cidadeapé – Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo;
Diário da Mobilidade;
Paulo Cesar Marques da Silva. Engenheiro, doutor em estudos de transportes pela University College London (Reino Unido), professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília.

11. A medida vai contra as diretrizes adotadas na campanha Paz no Trânsito em Brasília: a primeira e mais importante medida adotada em Brasília durante a campanha foi a redução dos limites de velocidade nas vias: Vias hoje de 60 km/h tinham velocidades médias de 80 a 90 km/h. Em seguida, foi feita uma campanha com apoio espontâneo da mídia (Correio e Rede Globo/Alexandre Garcia) alertando a população com 45 dias de antecedência que as travessias da faixa seriam fiscalizadas. No primeiro dia foi colocado um fiscal em cada faixa e após um mês de erros e acertos os carros começaram a parar na faixa. Com a faixa, agora segura, deu-se início a educação de Trânsito para os pedestres sobre a travessia em semáforos. O gesto da mãozinha com formato de “positivo” ou “legal” foi inserido posteriormente, como parte de uma campanha de legalização de ocupações. O falecido Cel Azevedo – Comandante do Batalhão de Trânsito e coordenador operacional da Campanha da Faixa era Totalmente contrário a essa medida, dado que a obrigatoriedade do gesto não guarda justificativa técnica;

12. Enquetes públicas indicam que a população em geral se opõe ao projeto: como pode ser observado em duas esquetes online, tanto no site do Senado, como no site independente http://www.votenaweb.com.br/projetos/plcs-26-2010

Em face das informações acima dispostas, esperamos contar com o apoio de Vossa Excelência para a alteração ou mesmo o arquivamento do referido Projeto de Lei.

Atenciosamente,

Entidades e especialistas listados

Andarapé
ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos, Comissão de Mobilidade a Pé e Acessibilidade
Ape – Estudos em Mobilidade
BH em Ciclo
Biomob
Ciclocidade
Cidade dos Sonhos
Cidadeapé
Cidade Ativa
Coletivo BiciMogi
Conselheiros do CONTRANDIFE – Conselho de Trânsito do Distrito Federal
Corridaamiga
INESC – Instituto de Estudos Socioeconômicos
Instituto MDT – Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade
ITDP – Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento
Milalá
Mobilize Brasil
Movimento Nossa BH
Nossa Brasília
Nossa São Luís
Pé de Igualdade
Pedala Manaus
Rede Brasileira de Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis
Rede Nossa Mogi das Cruzes – SP
Rede Nossa São Paulo
Rodas da Paz
RUAVIVA – Instituto da Mobilidade Sustentável
SampaPé
UCB União dos Ciclistas do Brasil

Especialistas envolvidos no programa Paz no Trânsito

Nazareno Stanislau Affonso (Secretário de Transporte e Coordenador do Programa Paz no Transito)
Roberto A. de Aguiar (Secretário de Segurança e Coordenador do Programa Paz no Trânsito)
Fábio Resende (Dirigente pela Secretaria de Transporte pela Operação do Programa)
Victor Pavarino (Técnico da Secretaria de Transportes do GDF do Programa Paz no Trânsito, atualmente Assessor Internacional em Segurança Viária da OPAS/OMS)
David Duarte (Coordenador do Fórum pela Paz no Trânsito, Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília)

8 motivos para ser contra o Projeto que obriga pedestres a fazer sinal com a mão para atravessar na faixa

O PLC 26/2010, que pretende tornar obrigatório o gesto com o braço para que o pedestre tenha o direito de atravessar a rua na faixa, se encontra em análise na Comissão de Direitos Humanos do Senado.

Entenda por que essa medida representa um risco para a segurança do pedestre:

    1. Reduz a responsabilidade do motorista em prezar pela segurança do pedestre: a responsabilidade é invertida, e o pedestre se tornará responsável para que o motorista respeite as regras de trânsito.
    2. Dá respaldo legal para um motorista imprudente alegar que uma pessoa atropelada na faixa não fez o “gesto do pedestre”. Embasado pela regra, o judiciário poderá argumentar uma culpa concorrente, ou até mesmo exclusiva do pedestre atropelado na faixa, podendo este ainda ter que comprovar que teria feito o gesto.
    3. Resultará no aumento do desrespeito à faixa por parte dos motoristas e das mortes, já que a responsabilização do motorista será menor.
    4. Tornará ilegal a travessia de pessoas com deficiência e de pessoas com os filhos nos braços ou carregando objetos: pessoas com mobilidade reduzida impossibilitadas de fazer o sinal com as mãos, pais com filhos no colo ou segurando suas mãos, pessoas carregando cargas ou compras correrão maior risco e perderão o direito à travessia na faixa.
    5.  Contradiz as normas já existentes nos artigos 29, 44 e 70 do Código de Trânsito Brasileiro, que regulamenta a travessia:
      a. Art. 29. O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes normas:
      § 2º Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.
      b. Art. 44. Ao aproximar-se de qualquer tipo de cruzamento, o condutor do veículo deve demonstrar prudência especial, transitando em velocidade moderada, de forma que possa deter seu veículo com segurança para dar passagem a pedestre e a veículos que tenham o direito de preferência.
      c. Art. 70. Os pedestres que estiverem atravessando a via sobre as faixas delimitadas para esse fim terão prioridade de passagem, exceto nos locais com sinalização semafórica, onde deverão ser respeitadas as disposições deste Código.
    6. Representa perda de direitos: condicionar a preferência do pedestre na travessia da faixa ao sinal com o braço significa uma perda de um direito e uma inversão de prioridades. Diferentemente, se faz necessário reforçar no processo de formação do condutor e, por meio de campanhas permanentes de educação, o respeito à legislação já existente.
    7. Vai contrária à tendência internacional das políticas de segurança no trânsito de priorização dos modos de deslocamento não-motorizados e de incentivo à proteção da vida;
    8. Onera o comportamento do pedestre e vai contra as diretrizes de segurança viária observadas por especialistas internacionalmente.

Além disso

  • Análises de diversas organizações reconhecidas em todo o país alertam para os riscos em se instituir a obrigatoriedade do gesto do pedestre, como ITDP (Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento), a ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos, Comissão de Mobilidade a Pé e Acessibilidade), o Portal Mobilize, a Rodas da Paz, entre muitas outras.
  • A medida vai contra as diretrizes adotadas na campanha Paz no Trânsito em Brasília, tendo sido veementemente criticada pelos especialistas envolvidos no pioneiro programa Paz no Trânsito

Convocação Assembleia Geral Ordinária Rodas da Paz 2017

A Associação Civil Rodas da Paz, CNPJ Nº 05.921.483/0001-80, com sede e foro nesta cidade, convoca a todos os associados e à comunidade em geral para a Assembléia Geral Ordinária que será realizada no próximo dia *10 de junho de 2017, sábado, às 9:00h* em primeira convocação e às 9:30h, em segunda e última convocação.
A Assembléia será realizada no espaço Co-Piloto, na CLS 306 bloco A, Asa Sul, Brasília (DF), tendo como pauta inicial proposta:

(1) Apresentação das atividades desenvolvidas nos dois anos da atual gestão
(2) Apresentação resumida do balanço financeiro do período
(3) Oficialização dos novos associados
(4) Eleição da(s) chapa(s) candidatas para a coordenação

Vale lembrar que os Associados Efetivos devem estar com o pagamento da anuidade em dia para ter seu poder de voto garantido na Assembleia — assim como também os demais Associados que desejem se efetivar. A contribuição é de R$ 60,00 (sessenta reais) e pode ser paga através de nosso site (não é preciso preencher a ficha de filiação novamente, basta clicar em ‘assinar’ na imagem do sistema pagseguro ao final da página).

Solicitamos aos interessados em se associar que preencham o formulário: http://www.rodasdapaz.org.br/Ficha-de-Filiacao

Aguardamos a presença de todos!

ONG Rodas da Paz abre vaga para estágio em Comunicação

 

A ONG Rodas da Paz abriu edital para contratação de estudante de Comunicação Social para atuar em suas mídias sociais.
É preciso estar pelo menos no 6º semestre do curso, ter boa redação, domínio de ferramentas web, ser usuário/a das principais mídias sociais, ter organização, ser criativo/a e responsável.
O candidato deverá ter disponibilidade para participar da atividade de formação de voluntários realizada pela ONG, prevista para os dias 24 e 25 de junho de 2017.

Organização: Associação Rodas da Paz (ONG)
Vaga: Estagiário(a) de Comunicação a partir do 6º semestre
Trabalho: Produzir conteúdo e alimentar as mídias sociais da ONG
Horário: 25 horas por semana (horário flexível com eventuais atividades em finais de semana)
Local: Brasília, DF
Início: a partir de junho de 2017

Atividades:
Apoio na produção de conteúdo para os canais de Comunicação (mailling, site institucional, redes sociais, boletim informativo e materiais audiovisuais);
Atualização de site e redes sociais (facebook, instagram, telegram, twitter);
Apoio no atendimento à imprensa;
Edição de clippings;
Manutenção dos contatos da organização;

Quesitos
Bom conhecimento do pacote Office;
Conhecimento básico de WordPress;
Conhecimento da ferramentas de e-mail marketing – MailChimp (desejável);
Experiência no terceiro setor (desejável);
Experiência prévia na área de Comunicação;
É preciso saber trabalhar num ambiente de diversidade cultural, sem quaisquer posturas de discriminação.

Benefícios
Remuneração de R$ 750,00
Férias proporcionais
Auxílio transporte de R$ 100,00
Auxílio alimentação eventual em atividades externas
Ambiente de trabalho e colegas maravilhosos

Enviar currículo para [email protected] até 05/06/17 com o título SELEÇÃO ESTÁGIO.

A vaga faz parte do projeto de desenvolvimento institucional da ONG, patrocinado pelo banco Itaú.

Rodas da Paz

A ONG Rodas da Paz foi instituída em 2003 com o objetivo de reagir à violência e ao crescente número de acidentes e mortes no trânsito do Distrito Federal. Desde então, trabalha com a promoção da mobilidade sustentável, plural e pacífica, como direito de todo cidadão.
Buscamos incidir sobre a realidade da mobilidade urbana por meio da sensibilização e mobilização cidadã, do controle social e da influência sobre políticas públicas.
Acreditamos que os pedestres devem ter preferência sobre todas as outras formas de deslocamento e incentivamos o uso cotidiano da bicicleta (seja como lazer, esporte ou transporte) como estratégia para dar visibilidade ao tema da mobilidade e do direito à cidade. Nosso âmbito principal de atuação é o DF e somos associados à União de Ciclistas do Brasil.

Ciclofaixa de Águas Claras: não deixe a falta de informação atropelar esta conquista

O debate sobre o convívio da bicicleta com carros, ônibus, motos e pedestres tem se tornado cada vez mais frequente, principalmente depois das últimas ocorrências que envolveram atropelamento de ciclistas em diferentes regiões do DF.

Além de ser uma prática saudável, as pessoas estão compreendendo que a bicicleta é uma forma alternativa ao carro para se deslocar pela cidade, às vezes por escolha e muitas vezes por necessidade, e que pode ser combinada com outros meios de transporte, como metrô e ônibus. Por isso, a bicicleta é um modo de transporte inclusivo e sustentável.

Esta é uma tendência global, e sem volta. Ainda bem. Mais bicicletas, menos carros. Menos carros, mais cidade para as pessoas. Menos CO², mais ar puro.

A cidade é de todas e todos. Na teoria, todo mundo sabe disso, mas colocar em prática a convivência pacífica com as diferenças exige solidariedade, atenção, respeito ao outro e à lei.

O Código de Trânsito existe para proteger a vida, e o maior protege a vida do menor: o motorista – dos diferentes meios de transporte – protege a vida do ciclista, e todo mundo protege a vida do pedestre.

Não foi o que aconteceu recentemente em Águas Claras, onde, no dia 5/4/2017, uma ciclista foi atropelada na ciclofaixa. A ciclofaixa da Av. das Araucárias de Águas Claras, implantada em março de 2016 já se tornou um marco nas conquistas pela mobilidade urbana do DF.

A Rodas da Paz viu de perto a mobilização da comunidade, se engajou na causa e continua apoiando firmemente a iniciativa. Além da mobilização, a própria ciclofaixa é exemplar: tem sinalização vertical e horizontal que garante a preferência do ciclista nos cruzamentos, conforme assegura o Código de Trânsito no seu artigo 214. Os motoristas que não dão preferência à bicicleta estão cometendo uma infração gravíssima, e tornam o trânsito mais hostil e violento.

É preciso que a lei seja respeitada para que o vermelho no chão da ciclofaixa seja tinta, e não sinal da violência no trânsito.

O que aconteceu em Águas Claras não é motivo para culpar a ciclofaixa, muito menos a vítima.

Neste caso, o motorista fez a conversão à esquerda, a partir da faixa do meio, sem atenção e sem dar preferência à ciclista. A ciclofaixa e a ciclista não podem ser responsabilizadas pelo gesto imprudente do motorista. O que ele fez só justifica duas coisas: cobrar a responsabilidade pela sua atitude e educá-lo para o trânsito.

Nem a ciclista, nem a ciclofaixa têm responsabilidade pela imprudência do motorista.

Diante da violência no trânsito, precisamos fortalecer as conquistas na política pública pela mobilidade urbana, e não enfraquecê-las.

Se alguém utilizar indevidamente o cinto de segurança, isso não é justificativa para bani-lo como item obrigatório.

Quando uma pessoa é atropelada na faixa de pedestre, apagar a faixa não evita que a situação se repita em outro lugar.

Se pessoas estão sendo vítimas da violência no trânsito porque se deslocam de bicicleta, é preciso encontrar formas de garantir sua segurança, às vezes por meio de ciclovias e ciclofaixas, e não tirá-las das ruas.

Cada pequeno gesto conta para trazer mais segurança, como colocar as crianças na cadeirinha. De acordo com as estatísticas recentes, o uso da cadeirinha para crianças no banco de trás reduziu em 23% as mortes de crianças no trânsito no Brasil.

Na contagem de ciclistas feita pelas Rodas da Paz em setembro de 2016, um semestre após a implantação da primeira ciclofaixa de Águas Claras, constatou-se que o uso de bicicleta havia crescido 40% em relação à contagem anterior, de outubro de 2015, mostrando como dar incentivos à mobilidade ativa traz resultados positivos.

Receba as notícias da Rodas da Paz no seu WhatsApp!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A partir de terça-feira, 28, quem pedala no DF vai poder receber, direto no aplicativo, as principais notícias sobre bicicleta e mobilidade!

Para participar, basta adicionar nos contatos o número (61) 98169-3693 e enviar uma mensagem dizendo “todo dia é dia de bike”.

IMPORTANTE: Não envie SMS ou faça ligações para o número acima. O nosso sistema aceita apenas mensagens de WhatsApp. E não se preocupe, não vai rolar corrente!

Autódromo novamente aberto para ciclistas

Foi realizada no dia 23 (quinta-feira), uma reunião com a Secretaria de Esportes, assessorias esportivas e ciclistas. Gustavo Souto Maior, conselheiro da Rodas da Paz, participou do encontro que discutiu a liberação do espaço do autódromo para o uso de ciclistas, visto que essa atividade havia sido interrompida em função de reforma no local.
O encontro teve resultado positivo. A partir de agora o autódromo poderá ser utilizado por todos os ciclistas que tiverem interesse de terças às quintas-feiras, das 6h às 9h.

Foi informado ainda que a parte que não está asfaltada poderá ser usada por mountain bikes.

fotos: Gustavo Souto Maior

Território e Mobilidade em debate nessa quinta na CLDF (23/3) às 15h

Nos últimos anos estão em debate aqui no Distrito Federal importantes instrumentos de planejamento territorial, a Lei Complementar de Uso e Ocupação do Solo do DF – LUOS e o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília – PPCUB, e seus respectivos projetos de lei devem seguir para a Câmara Legislativa em 2017. Esses instrumentos são cruciais para tratar da urbanização no DF, que tipo de empreendimentos poderão ser feitos, onde a população poderá morar e onde estarão os postos de trabalho. Por serem tão importantes, trazem a tona muitos interesses, especialmente relacionados à especulação imobiliária.

Pode não parecer óbvio, mas esses instrumentos também têm tudo a ver com mobilidade urbana. Como se dá essa relação? É possível resolver problemas de transporte com ações relativas a uso e ocupação do solo? Para aprofundar essa discussão, a Rodas da Paz, em parceria com o Deputado Distrital Chico Leite, convida você para debatermos juntos esse tema tão relevante para a qualidade de vida de todos os habitantes do DF.

Comissão Geral: PLANEJAMENTO TERRITORIAL E MOBILIDADE URBANA
Quando: Próxima quinta-feira, dia 23/03, às 15h
Onde: Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal

Convidados:
Clarisse Linke (ITDP)
Célio Melis Jr (IAB-DF)
Paulo Cesar (UnB)

Para saber mais sobre a LUOS, clique aqui.

Para saber mais sobre o PPCUB, clique aqui.

Rua do Lazer em Taguatinga?

Você gostaria de ver Taguatinga com uma Rua do Lazer, assim como no Eixão?

 

 

Um aluno da UnB está realizando uma pesquisa uma pesquisa para identificar a criação de uma Rua do Lazer na Av. Comercial Norte de Taguatinga aos domingos (algo parecido com o que acontece no Eixão).

 

É necessário que o maior número de pessoas responda um breve questionário sobre o assunto.


Em menos de 3 minutinhos você pode ajudar a transformar Taguatinga.

 

Clique aqui e responda a pesquisa: https://www.onlinepesquisa.com/s/9d70768

 

Compartilhe com amigos moradores de Tagua, mas se você é de fora, também pode responder, ok?

 

Qualquer dúvida envie um email para [email protected]

E a ciclovia da EPTG vai sair!

EPTG CICLOVIA FINAL

Segundo o edital disponível no site  (Clique aqui) do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER/DF), o processo licitatório para a implantação da ciclovia na Estrada Parque Taguatinga (EPTG) ocorrerá no dia 2 de fevereiro.

Desde 2005, o DF conta com a lei distrital nº 3639/05 que prevê a construção de ciclovias em suas rodovias. No escopo do Programa de Transporte Urbano do DF – PTU/DF, componente do Brasília Integrada, iniciado em 2007, o projeto da Linha Verde considerava uma ciclovia na “nova EPTG”. A obra de expansão da rodovia foi executada, porém a ciclovia prevista foi suprimida.

A Rodas da Paz vem pressionando, há anos, os órgãos responsáveis do GDF pela implantação de infraestrutura cicloviária nas rodovias distritais. Em 2015, um novo projeto do DER-DF para a ciclovia da EPTG voltou a ser debatido, após o Ministério Público do Distrito Federal encaminhar a denúncia feita em agosto de 2014 pela Rodas da Paz (Clique aqui para ler a denúncia), na qual a ONG alegou que o Governo do DF “não tem obedecido ao que determina a lei, em clara inobservância do Código de Trânsito Brasileiro e da Política de Mobilidade Urbana por Bicicletas, Lei nº 3.885/2006”.

Naquele contexto, a ONG viu a importância de se realizar uma contagem de ciclistas nessa rodovia, para mostrar a demanda já existente por infraestrutura cicloviária na via e compará-la com as demandas futuras, após a construção de infraestrutura cicloviária. Mesmo sem segurança, com tráfego intenso em alta velocidade, mais de 200 ciclistas foram vistos num dia com chuva próximo à passarela do Guará, entre 6h da manhã e 8h da noite. (Clique para ver o Relatório da Contagem)

A obra, orçada em R$ 11 milhões, deve começar logo após o processo licitatório. Com prazo de execução de até 8 meses, é possível que os ciclistas do DF possam pedalar na ciclovia da  EPTG até o fim do ano. Vamos ficar de olho!

Atualização: a empresa selecionada na concorrência é a SIGMA. Confira mais detalhes aqui.

Recordação de como foi o 2016 para a Rodas da Paz

A Rodas da Paz agradece o apoio que recebeu durante todo o ano de 2016. A colaboração de todos foi fundamental para a garantia dos resultados obtidos. E estamos aqui para avisar que em 2017 nossa luta irá continuar!

Em 2016 a Rodas da Paz deu continuidade ao trabalho de promoção à mobilidade sustentável. Com sucesso, conseguimos promover o debate com importantes nomes das políticas públicas sobre a bicicleta no Distrito Federal. Além disso, colocamos na prática projetos e atividades que trouxeram resultados significativos na questão da mobilidade ativa em várias cidades do DF.
Em Águas Claras realizamos mais uma contagem de ciclistas, mas dessa vez, a ciclofaixa já estava implantada na Avenida das Araucárias, o que mostrou um resultado surpreendente.
O passeio ciclístico anual contou com pelo menos 4 mil ciclistas, com o tema “Todo dia é Dia do Ciclista!”. Foram realizados dois percursos, o tradicional e o infantil, carinhosamente chamado de Rodinhas da Paz.
Foi re-encaminhado ao Congresso Nacional proposta elaborada pela Rodas da Paz para que o dia 19 de agosto seja reconhecido oficialmente o como Dia Nacional do Ciclista. Nesta data, em centenas de cidades são realizados eventos para a divulgação do uso da bicicleta e campanhas de respeito e proteção aos que pedalam. O projeto encontra-se em tramitação.
Outro sucesso do ano foi o projeto Doe Bicicleta que só no primeiro semestre do ano arrecadou 270 bicicletas. Já no final do ano, foi fechada uma parceria entre metrô do DF e Rodas da Paz para que fossem arrecadar mais bikes.


Contagem de ciclistas em Águas Claras

Um ano após a primeira contagem, e seis meses após a implantação da ciclofaixa em Águas Claras, na Avenida das Araucárias, a Rodas da Paz realizou uma nova contagem no cruzamento entre a avenida Araucárias e a Rua das Pitangueiras, que tem acesso direto à estação Arniqueiras do Metrô-DF, e os resultados são surpreendentes!

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  • O volume total de ciclistas ao longo do dia apresentou um aumento de 41%;
  • Aumentou consideravelmente o uso da bicicleta durantes a noite, com pico em 2016 no horário entre 19h e 20h;
  • Aumentou a participação no uso bicicleta entre jovens ciclistas, no grupo de 12 a 18 anos de 10% para 15%;
  • Caiu o uso da calçada de 30% para 5%;

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Todo dia é dia do ciclista!
Passeio Ciclístico Rodas da Paz

Neste ano de 2016, em 21 de agosto, tivemos o tradicional passeio ciclístico da Rodas da Paz, realizado anualmente. O tema escolhido para o ano foi “Todo dia é dia do ciclista!”. A edição contou com o percurso tradicional que vai até a ponte JK, e pelo terceiro ano consecutivo foi feito o percurso menor, que se concentrou na Esplanada dos Ministérios, o Rodinhas da Paz, destinado ao atendimento das crianças.
O evento reuniu em média 4 mil ciclistas que, ao pedalarem juntos, garantiram a visibilidade para a causa da mobilidade ativa no trânsito de nossas cidades e para reforçar o compromisso do Governo com melhorias nas condições de mobilidade da população. Este passeio teve também foco na busca pela oficialização do Dia Nacional do Ciclista.

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Antecedendo o passeio também foi realizada uma homenagem a Pedro Davison, com uma missa que foi celebrada na Catedral de Brasília, no 19 de agosto, reconhecido como o Dia do Ciclista.

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Desafio Intermodal

O 8º Desafio Intermodal aconteceu no dia 26 de setembro. Contando com 26 voluntários divididos em 12 modalidades de transporte foram percorridos no total 14km. Assim como nas edições anteriores, a bicicleta se destacou como meio de transporte mais eficiente. O melhor tempo, apesar de ter sido feito por uma moto, ainda sim saiu em desvantagem com relação à bicicleta por conta da emissão de poluentes.

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Um pouco mais sobre a formação de voluntários

Neste ano foi feita a 4ª formação de voluntários da Rodas da Paz. Nos dias 6 e 7 de agosto, entusiastas conversaram mais sobre mobilidade urbana, políticas de incentivo à bicicleta, além de entender melhor sobre a realidade do DF.

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Como foi a Semana da Mobilidade nesse ano?

Nesse ano a Semana da Mobilidade foi cheia de novas atividades que ocuparam várias cidades do Distrito Federal, buscando a valorização das pessoas e dos espaços públicos.
Na Cidade Estrutural rolou o Pimp my bike. Por ser uma das cidades onde as pessoas mais utilizam a bicicleta como meio de transporte, a Rodas da Paz foi lá para realizar pequenos reparos nas bicicletas da população.
A Rodas também marcou presença no Centro de Convenções Ulysses Guimarães junto no Enacor, com um stand sobre mobilidade ativa junto a Bike Anjo DF.

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Repense Ponta Norte e mais sobre a EPTG

No dia 10 de setembro foi feita uma reunião para discutir sobre as obras do TTN na Ponte do Bragueto e saída norte com a turma do Repense Ponta Norte.
Já no dia 17 de novembro, foi feita uma reunião entre a Rodas da Paz e o DER para que fosse conversada a questão da ciclivia na EPTG, além de relembrarem a questão do TTN.

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Doe Bicicleta em 2016

Retomando as atividades o Doe Bicicleta voltou a todo vapor. No primeiro semestre do ano foram arrecadadas 270 bicicletas, que foram distribuídas para diversos projetos sociais, incluindo uma comunidade de refugiados que foram acolhidos no Brasil. A entrega aconteceu no Parque da Cidade, como parte das atividades do Dia Mundial de Boas Ações.
O projeto também contou com a doação de uma nova carretinha, feita pela embaixada da Austrália, para coletarmos as bicicletas.
Por fim, foi realizada uma parceria entre a Rodas da Paz e o Metrô do DF para que fosse realizada a coleta de bicicletas. O projeto “Doe Mobilidade”, foi realizado nos dias 14 e 15 de outubro na Estação Central do Metrô.

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Menção honrosa III Prêmio – A promoção da mobilidade por bicicleta no Brasil

A Rodas da Paz recebeu Menção Honrosa relacionada à Ação Educativa e Conscientização com o projeto Caminhos da Cidade. A premiação recebeu tantos concorrentes bons, que ao invés de serem dadas apenas duas menções honrosas a projetos de todo Brasil, foram oferecidas três, sendo a Rodas da Paz uma das premiadas com o título.

 

 

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E 2017?

Fizemos muito em 2016, não podemos e nem vamos desanimar, a luta pela promoção da mobilidade ativa, sustentável e promoção de políticas educativas para ciclistas e motoristas, bem como a melhora de infraestrutura para que ciclistas tenham mais segurança, vão continuar como principal prioridade em 2017.
Sabemos que nenhuma mudança é instantânea, são conquistas diárias e os resultados virão em processo de construção.
A Rodas da Paz faz o seu melhor na luta para que, a cada dia, o Distrito Federal se torne mais preparado para ter o uso da bicicleta como elemento importante de sua mobilidade, valorizando a que todos os modais, para além do uso do automóvel particular, possam ser contemplados na prioridade dos investimentos públicos.  A promoção de um cotidiano harmonioso entre as diferentes opções, e sua integração e qualidade, são fundamentais para que nossas cidades sejam eficientes em sua mobilidade, propiciando qualidade, respeito à vida, e o uso das cidades por seus habitantes.

Que venha 2017, com mais realizações, lutas e conquistas!

 

 


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Rodas da Paz e DER discutem EPTG e TTN

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No dia 17/11/16, o DER recebeu a Rodas da Paz para conversar sobre a ciclovia da EPTG e o Trevo de Triagem Norte (TTN). Do órgão distrital participaram o Diretor Geral, Henrique Ludovice, a Diretora de Estudos e Projetos, Ery Brandi, e o Superintendente de Trânsito, Cristiano Cavalcante. Da ONG estiveram presentes Tom Barros, Bruno Leite e Rafael Stucchi.
 
Sobre a ciclovia da EPTG, o projeto foi finalizado e está disponível para quem estiver interessado. O Diretor Geral do DER também concordou em compartilhar o Termo de Referência, assim que concluído, e não se manifestou contrário à participação da Rodas da Paz na análise do edital, ainda antes de sua publicação, para possíveis correções.
 
A próxima etapa será o lançamento da licitação que, no entanto, ainda não tem data prevista. O projeto foi orçado em quase 11 milhões de reais, dos quais 6 milhões já foram aprovados pelo Banco do Brasil. Segundo o Diretor Geral, os quase 5 milhões faltantes seriam angariados com os deputados do DF por meio de emendas parlamentares.
Colocamos o projeto nos links abaixo:
 O que você achou dele? Deixe aí embaixo seus comentários.
 
Já em relação ao TTN, os representantes da Rodas da Paz questionaram sobre a incorporação da proposta elaborada pela Secretaria de Mobilidade – SEMOB ao projeto do DER. De acordo com o relatório de análise elaborado pela Rodas da Paz, o projeto do TTN, como está sendo implantado, teve como concepção a ampliação da capacidade rodoviária, visando o fluxo livre dos veículos motorizados. A preocupação com os demais usuários da cidade, como usuários de transporte público, pedestres e ciclistas, foi claramente marginal e a infraestrutura a eles destinada, além de insuficiente, foi projetada de modo a reduzir ao máximo as interferências com a malha rodoviária.
A fim de mitigar os impactos negativos do projeto para ciclistas e pedestres, a proposta da SEMOB se baseia em deslocamentos mais eficientes para essas pessoas, em relação à concepção original do TTN. Em resposta, Henrique Ludovice comunicou que a empresa supervisora da obra, com base no que foi apresentado pela SEMOB, está elaborando uma contra-proposta, que, assim que finalizada, será apresentada para a sociedade. Entretanto, não foi indicada uma data prevista.
Por fim, o Diretor Geral do DER não informou se essas alterações de projeto da rede cicloviária caberão no aditivo contratual do complexo rodoviário. Em contrapartida, esclareceu que, caso necessário, nova licitação seria lançada.
 
Entenda mais sobre esses casos! Veja o que já publicamos sobre a EPTG aqui e o sobre o TTN aqui.

Justiça sendo feita: condenação de Ricardo Neis

 

Em 25 de fevereiro de 2011, o bancário Ricardo José Neis avançou com o carro sobre 150 ciclistas que participavam da Massa Crítica de Porto Alegre, atingindo 17 deles. Além dos participantes da pedalada, havia transeuntes, crianças e moradores do bairro Cidade Baixa, de onde o encontro sai mensalmente.

Nesta quarta-feira, 23 de novembro de 2016, cinco anos depois, Ricardo Neis foi declarado culpado por unanimidade por um júri popular. O réu foi condenado integralmente a cumprir sentença de 12 anos e 9 meses de reclusão, por 11 tentativas de homicídio triplamente qualificado e cinco lesões corporais, mas ainda pode recorrer em liberdade.

A justiça deu o primeiro passo para cumprir o que está previsto em lei, mas não podemos nos esquecer do trauma a que todos foram expostos neste dia. Não podemos esquecer que no momento em que o réu Ricardo Neis atropelou deliberadamente aquelas 17 vidas, consciente de que poderia ter posto fim ou alterado drasticamente alguma delas.

Segundo a lei, no que diz respeito à tipificação de crime, as questões “qualificadoras” das tentativas de homicídio são:

  • Motivo torpe (Neis teria se irritado por ter a passagem bloqueada pelo grupo, o que foi confirmado por dezenas de testemunhas),
  • Meio que dificulta a defesa das vítimas (o homem esperou ganhar distância do grupo para então acelerar e atingi-los pelas costas)
  • Perigo comum (risco de causar danos maiores).

Embora os crimes de trânsito sejam recorrentes no Brasil, as condenações não o são, havendo um grave histórico de absolvição de motoristas que assumem risco de matar e de banalização desses delitos. Esta condenação, diferentemente, é um passo importante para o fim da impunidade em tantos outros casos similares.

É importante lembrar ainda que, mesmo com o cumprimento da pena, a condenação em si não garante à sociedade que o réu vai retornar melhor e incorporar um comportamento mais digno e humano, afinal, ir para a cadeia no Brasil é uma experiência degradante.

Para uma mudança maior, é necessário um esforço de justiça restaurativa orientado aos condenados, que poderiam, por exemplo, participar de programas de atendimento a vítimas de trânsito em hospitais. O contato com vítimas do trânsito que tiveram suas vidas duramente modificadas em situações semelhantes poderia ser uma forma de mostrar ao condenado as consequências de seu ato, aproximando-o das vítimas, permitindo a este reconhecer e assumir sua responsabilidade e oferecendo uma possibilidade efetiva de reabilitação.

Durante o julgamento a promotoria exibiu o conhecido curta metragem do Pateta no trânsito. Há que se cuidar do ambiente social que faz com que motoristas se sintam tão acima de outros no trânsito, sejam ciclistas, pedestres, usuários do transporte coletivo. A cidade é de todos. A ONG Rodas da Paz acredita nisso. E é para fortalecer, solidarizar-se e ajudar a mudar esta realidade que atuamos no dia a dia com a promoção da mobilidade sustentável, plural e pacífica, como direito de todo cidadão. Vamos em frente.

Livro reúne série de pesquisas sobre o perfil do ciclista brasileiro

O capítulo sobre o perfil do ciclista brasiliense foi escrito por pesquisadores da Rodas da Paz

No último dia 22 a Transporte Ativo lançou a publicação Mobilidade por Bicicletas no Brasil.O livro apresenta análises sobre dados da Pesquisa Perfil do Ciclista Brasileiro 2015, com capítulos escritos por pesquisadores de nove das dez cidades envolvidas na pesquisa. O prefácio da publicação ficou a cargo do jornalista André Trigueiro, que também esteve presente no evento.

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O lançamento foi realizado no Rio de Janeiro e contou com a presença de Fabio Iglesias, professor de Psicologia na UnB e voluntário da Rodas da Paz, que esteve no Rio de Janeiro para realizar uma apresentação no evento. Segundo o professor, nas apresentações de cada estado foram selecionadas informações para serem repassadas aos participantes.

Fabio conta que a apresentação destacava os resultados específicos feitos na pesquisa de 2015, além de serem propostas buscas para novas perspectivas de pesquisa para os próximos anos, afim de se conhecer mudanças no perfil do ciclista brasileiro ao longo dos anos.

Além disso, o professor conta que o principal problema levantado por todos os estados era relativo à estrutura cicloviária das cidades. “Mesmo sem fazer parte da pesquisa nacional nós levamos a questão de trechos como a EPTG e a Ponte do Bragueto, em Brasília. São vias muito rápidas, perigosas, mas o número de ciclistas que circulam nelas diariamente é considerável, colocanso em risco a vida de quem usa a bicicleta como meio de transporte”, conta.

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Representando a Rodas

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O livro Mobilidade por Bicicleta no Brasil conta com um capítulo escrito pela coordenadora geral da Rodas da Paz, Renata Florentino e por Jonas Bertucci. O capítulo traz uma análise da situação dos ciclistas do Distrito Federal. Além disso os autores trazem dados que focam principalmente no perfil, motivações, demandas e comportamento dos ciclistas, além da avaliação que é feita por pessoas que utilizam a bicicleta como meio de transporte.

Também aproveitando o espaço, as análises trazem um perfil do ciclista brasiliense que desconstrói alguns pressupostos. A publicação detalha os motivos para se ampliar a malha cicloviária no Distrito Federal, tendo em vista que os resultados apresentados trazem o lado positivo da cidade em suportar mudanças que melhorariam a mobilidade de quem utiliza a bicicleta como meio de transporte.

A publicação está disponível para download, clique aqui e confira o livro completo.

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Jéssica Luz, com supervisão de Renata Florentino

 

Zoneamento Econômico e Ecológico do DF será debatido entre os dias 25 e 31 de outubro

Consultas públicas discutirão texto que regulamenta e estabelece critérios para os zoneamentos

 A coordenação técnica e política do Zoneamento Econômico e Ecológico do Distrito Federal (ZEE-DF) irá promover três consultas públicas durante o mês de outubro, para discutir o anteprojeto de lei que trata do ZEE-DF. Os encontros serão em Sobradinho, Samambaia e Plano Piloto, sempre a noite. O objetivo dos encontros é esclarecer a população e arrecadar subsídios para o aprimoramento do texto, que futuramente será encaminhado à Câmara Legislativa.

O ZEE faz parte de um conjunto de quatro leis – Lei de Uso e Ocupação do Solo, Planos de Desenvolvimentos Locais e Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília – que amparam o PDOT. É a boa elaboração e seguimento dessas leis que podem garantir a qualidade de vida urbana da população, regrando a interferência de interesses econômicos nas condições de vida dos moradores do DF.

O texto disponível traz um conjunto de planos e mapeamento de vocações de grandes zonas territoriais.  Segundo a proposta, o ZEE define duas grandes zonas com critérios distintos para a gestão territorial: (i) o desenvolvimento econômico e (ii) a preservação e redução de riscos ambientais. Essas zonas são repartidas em 13 subzonas, de acordo com a necessidade de preservação dos recursos hídricos ou a prioridade para o desenvolvimento econômico.pol

O ZEE, quando entrar em vigor, irá oferecer critérios e meios para que governo, empresários, agricultores, ambientalistas, investidores e sociedade civil observem os riscos ecológicos, os potenciais produtivos e econômicos e as condições sociais na ocupação do território pela população.

Segundo a Lei Orgânica do Distrito Federal, o ZEE já deveria ter sido aprovado em 1995. Na ausência da elaboração e aprovação do ZEE, o Ministério Público do DF o colocou como um dos compromissos assumidos pelo governo local no Termo de Ajustamento de Conduta 02/2007, que tratava da regularização dos condomínios e da ocupação urbana do Distrito Federal.

A principal discussão no debate atual do ZEE irá girar em torno da promoção do desenvolvimento social com redução de desigualdades sem que isso afete o meio ambiente, ou seja, crescimento econômico sustentável voltado para a população do Distrito Federal.

Fique de olho nas datas e locais das Consultas Públicas Presenciais e participe!

Data: 25/10/2016 (terça-feira)
Horário: das 19h às 22h
Cidade: Sobradinho
Local: Auditório do colégio La Salle
Endereço: Quadra 14, Área Especial, Lotes 24 a 27

Data: 26/10/2016 (quarta-feira)
Horário: das 19h às 22h
Cidade: Samambaia
Local: Auditório do Sest/Senat
Endereço: Quadra 420, Conjunto 08, Lote 01 – Subcentro/Leste – Complexo de Furnas

Data: 31/10/2016 (segunda-feira)
Horário: das 19h às 22h
Cidade: Plano Piloto
Local: Auditório do CREA-DF
Endereço: SGAS, Quadra 901, Conjunto D

A coordenação política do ZEE-DF é integrada pela Casa Civil, secretarias de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag); Meio Ambiente (Sema); Gestão Territorial e Habitação (Segeth); Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri); de Economia e Desenvolvimento Sustentável (SEDS); de Mobilidade (Semob); e de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI).

Para saber mais sobre o texto que irá auxiliar o debate, clique aqui. Para consultar presencialmente os documentos técnicos  compareça a sede da Sema-DF no endereço SEPN 511, Bloco C, Ed. Bittar.

Mais informações:
E-mail: [email protected]
Telefone: (61) 3214 – 5611
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Águas Claras quer pedalar! Tem 40% mais pessoas pedalando com a ciclofaixa

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A fim de contribuir com o debate em curso junto à comunidade de Águas Claras sobre a implantação da malha cicloviária proposta, a ONG Rodas da Paz realizou em outubro de 2015 as primeiras contagens de ciclistas nesta região. Estas contagens têm o objetivo de servir como um indicador sobre o uso da bicicleta permitindo conhecer o perfil do ciclistas antes do início da implantação do projeto e também permitindo mensurar o impacto de uma nova infraestrutura ciclável após sua implementação.

Em setembro de 2016, cerca de um ano após a primeira contagem e seis meses após a implantação da ciclofaixa na Avenida das Araucárias, realizamos uma nova contagem, no cruzamento entre a avenida Araucárias e a Rua das Pitangueiras, que tem acesso direto à estação Arniqueiras do Metrô-DF e os resultados são surpreendentes!

  • O volume total de ciclistas ao longo do dia apresentou um aumento de 41%;
  • Aumentou consideravelmente o uso da bicicleta durantes a noite, com pico em 2016 no horário entre 19h e 20h;
  • Aumentou a participação no uso bicicleta entre jovens ciclistas, no grupo de 12 a 18 anos de 10% para 15%;
  • Caiu o uso da calçada de 30% para 5%;

Os indicadores mostram que a estrutura cicloviária influenciou o comportamento das pessoas que utilizam as vias em Águas Claras de forma significativa e reforçam a necessidade de continuidade da implantação do projeto Mobilidade Ativa para todo o DF.

Uma importante variação observada foi o aumento de ciclistas utilizando a contramão da via, o que pode ser explicado, provavelmente, pela falta de infraestrutura cicloviária no sentido contrário ao da Av. Araucárias.

O próximo passo para a continuidade do projeto é a aprovação da sinalização da ciclofaixa da Av. Castanheiras pelo DETRAN/DF. Esta é uma ação fundamental para se oferecer à região uma malha cicloviária que atenda às necessidades de deslocamento da população.

Acesse o relatório completo aqui.

E veja as fotos da contagem de Águas Claras de 2016 aqui.

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Balanço do 8º Desafio Intermodal 2016

Tendo como ponto de partida a QE 7 do Guará I e chegada no Museu Nacional, o Desafio Intermodal contou com a prática de 12 modalidades de transporte, que fizeram percurso de 14 km.

A saída aconteceu às 7:43 da manhã desta segunda feira. Foram 26 voluntários participando do Desafio, distribuídos em 12 modalidades.

Assim como nas edições anteriores do Desafio Intermodal, a bicicleta se destacou como meio de transporte mais eficiente. Já a moto contou com o melhor tempo médio (21:03) no deslocamento. Entretanto, devido à alta emissão de poluentes, a moto perdeu muitas posições, ficando em 7º no ranking geral.

Para um dos participantes, que era cadeirante, o desafio começou antes mesmo que ele chegasse ao ponto de partida. A falta de acessibilidade na cidade fez com que a mobilidade do cadeirante fosse prejudicada, fazendo com que ele se atrasasse para chegar ao local marcado e ficasse de fora do Desafio.

O participante que foi de carona, mesmo tendo que pegar dois veículos diferentes, conseguiu chegar antes de quem foi de metrô (41:43) e ônibus (56:40), tendo feito todo o percurso em 39:11.

O ônibus teve um melhora em relação aos outros anos, já que seu desempenho caía constantemente . A melhora de tempo foi de quatro minutos, se comparado ao ano passado em que percurso do ônibus levou 1h para ser feito. Nessa edição, o próprio Secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno, seu assessor Denis Soares e o Diretor Geral do DFTrans, Leo Cruz, participaram do Desafio fazendo o percurso de ônibus, e afirmaram que o desempenho pode melhor com a implantação de mais faixas exclusivas.

Juntamente com a bicicleta, a corrida e a carona foram os meios que tiveram o menor custo econômico.

Moto, carro, Uber e taxi apresentaram pior desempenho ambiental, por utilizarem combustível fóssil. Mesmo tendo velocidade acima dos outros meios de transporte, o fato ambiental e o custo econômico desses meios de transporte sugerem que eles não devem ser adotados de maneira prioritária pela população.

Abaixo segue a tabela com modalidades, notas e tempo médio:

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Reportagens:

Reportagem Correio Braziliense

Reportagem DFTV aqui

Reportagem RECORD:

 

Fotos:
álbum Flickr da Ramisa Nefertiti

álbum Flickr Rodas da Paz

fotos de Jéssica Pereira:

Mais um dia para se repensar o uso do carro

Renata Florentino, coordenadora geral da ONG Rodas da Paz
Mestre em Sociologia pela UnB

Brasília experimenta o final de seu período de seca com a incerteza sobre o abastecimento de água para sua população. No mesmo contexto de eventos climáticos, o inventário de gases de efeito estufa divulgado pelo próprio Governo de Brasília aponta que cerca de metade das emissões do DF tem origem nos meios de transporte. Somado a isso, são frequentes as notícias de aumento da frota e a banalização das áreas públicas sendo degradadas pelo uso improvisado como área de estacionamento irregular, dada a demanda insaciável por espaço que o automóvel possui. Assim chegamos ao Dia Mundial Sem Carro de 2016.

Há também notícias positivas no cenário. Desde 2005 o DF segue na tendência nacional de queda da violência no trânsito contra ciclistas. Em Águas Claras, onde se começou a implantar ciclofaixa na Avenida Araucárias, o número de ciclistas cresceu 40% em menos de um ano, conforme contagem de ciclistas feita no local. Isso mostra que a população quer mais alternativas de mobilidade sustentável, tem disposição e vontade, basta contar com um espaço urbano que ofereça segurança. Brasília tem que ter B de Bicicleta.

Temos fôlego e vocação para isso. Brasília é uma cidade plana que tem muito a ganhar se conseguirmos firmar a bicicleta como uma opção de mobilidade, que pode, inclusive, complementar as opções de transporte público entre as cidades do DF. Mas para isso, é preciso oferecer aos homens e às mulheres das nossas cidades a possibilidade de sair de casa de bicicleta e conseguir chegar até uma estação do BRT, ônibus ou metrô.

Mais bicicletas no trânsito ajudam a acalmar nossas ruas, para que sejam amigáveis a idosos, crianças, pessoas com deficiência, a toda a população, e não apenas aos automóveis.
Quanto mais habitada e viva, mais segura a cidade se torna. Podemos atrair mais gente para nossos espaços públicos, aumentando a qualidade de vida, se mudarmos para melhor o desenho urbano de nossas vias internas, com mais calçadas e cruzamentos adequados.

Ao mesmo tempo em que os benefícios de uma cidade viva e sustentável são conhecidos, há a persistência no erro em se anunciar obra faraônicas de incentivo ao uso do automóvel como solução para congestionamentos. Mais espaço para carros atraem mais carros para as ruas, como aconteceu na EPTG após a linha verde, que voltou a engarrafar muito antes do previsto. É preciso aprender com os erros e diversificar as opções de deslocamento para a população. Nesse sentido, é urgente a adaptação do projeto do Trevo de Triagem Norte, para que seja uma obra mais sustentável em termos ambientais e de mobilidade.

O Código de Trânsito já é velho conhecido da população e a Política Nacional de Mobilidade Urbana já está em vigor há quatro anos. Precisam sair do papel. Só assim as pessoas e a vida terão a preferência.

Sabemos que avançar nesse cenário requer que governo e sociedade trabalhem juntos, mas exige também que o governo articule todos os seus órgãos, secretarias e administrações regionais na mesma direção: um futuro melhor para todas as cidades do DF.