Arquivo mensais:fevereiro 2016

100 bicicletas doadas em 2 meses

Só nos últimos 2 meses, o projeto Doe Bicicleta já levou mais de 100 bicicletas para jovens e crianças de diferentes do regiões do DF e entorno. Essa campanha da Rodas da Paz acontece há 14 anos e conta com o super apoio da Embaixada da Austrália e do Grupo Escoteiro Moraes Antas. Até hoje, o Doe Bicicleta já recebeu, consertou e entregou quase 4 mil bicicletas. Logo tem mais novidade, com outras doações importantes que estão sendo organizadas, para famílias de refugiados e mais crianças, em parceria com a ACNUR e a creche São José Estrutural.

Olha quem já está pedalando:
– Escola Dona Joanna Pereira das Virgens e Escola do Prata
– Bike Anjo DF
– Projeto Anjos do Amanhã
– Escola Classe 16, Gama
– Vara da Infância e Juventude
– Comunidade Calunga de Cavalcante (GO), em parceria com o projeto CicloMissão

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COMO COLABORAR?


Você pode colaborar com o “Doe Bicicleta” de diversas maneiras:

1- Doando recursos para a compra de peças e o conserto das bicicletas em 2015 (as doações financeiras são feitas por meio do sistema PagSeguro);

2- Doando uma ou mais bicicletas novas ou usadas:  o Grupo de Escoteiros Moraes Antas – GEMA, oferece um ponto de apoio para armazenar as bicicletas e receber doações espontâneas durante os sábados, entre 14h e 18h. Para os interessados, o endereço do GEMA é SGAN 916 – Quartel do Corpo de Bombeiros (localização no mapa).

3- Conversando com o síndico do seu condomínio para que mobilize os moradores para doar as bicicletas abandonadas nos bicicletários, garagens e PCs de seu prédio (baixe aqui o cartaz da campanha e a carta ao síndico).


PARCEIROS

Moraes Antas

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 bandeirantes  coroas-do-cerrado  transamerica

 

 

Presidente da Câmara Legislativa defende bicicleta como solução no transporte

Em encontro com integrantes da Rodas da Paz e moradores de Águas Claras nessa quarta feira na Câmara Legislativa, a presidente da Câmara Legislativa do DF, Celina Leão, foi enfática ao afirmar que é preciso agilidade na execução de projetos para promover o uso da bicicleta nas cidades do DF.

A Rodas da Paz procurou o apoio da deputada para cobrar a sinalização da ciclofaixa de Águas Claras, parte do projeto Mobilidade Ativa. O projeto já conta com aprovação técnica do Detran e orçamento garantido desde final de 2015 mas ainda não virou realidade para as pessoas que já usam ou pretendem começar a usar a bicicleta como meio de transporte em Águas Claras, um dos bairros mais congestionados do DF.

A deputada se mostrou sensível ao aumento do número de ciclistas mortos no trânsito do DF, em especial em vias urbanas. Celina Leão entrou em contato já durante o encontro com o diretor geral do Detran, Jaime Amorim, e identificou que o atraso na sinalização está se dando pela falta de uma portaria estabelecendo a parceria entre o Detran e a Novacap para fazerem a sinalização juntas. A portaria conjunta é necessária para esclarecer que o Detran fará a pintura das avenidas de Águas Claras e em contrapartida a NOVACAP fornecerá os tachões da ciclofaixa. Essa informação não havia sido passada para a Rodas da Paz em nenhum pedido de informação prévio sobre o cronograma, o que mostrou como foi importante a interlocução com o poder legislativo para se avançar na execução do projeto Mobilidade Ativa.

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fotos do encontro, tiradas pela assessoria da deputada

Rodas da Paz faz 13 anos e ganha gif biográfico

A Rodas da Paz foi fundada em 17 de fevereiro de 2003 para lutar com a violência no trânsito, em especial contra ciclistas. Desde então, a associação não parou de trabalhar em defesa da mobilidade sustentável e da segurança viária, se firmando como uma das mais importantes ONGs do DF e estando sempre presente nas articulações nacionais através da União de Ciclistas do Brasil.

Em 2016, para marcar seus 13 anos, a Rodas da Paz ganhou um GIF biográfico
que resume a história da ONG =)

Rodas 13 anos

Divulgamos esse material em primeira mão em nosso canal no telegram,
se ainda não está nele, entre aqui.

Considerações sobre a construção do viaduto da EPIG e ciclomobilidade

Anúncios de obras viárias recentes como o viaduto da EPIG mostram que o poder público de Brasília ainda insiste no modelo rodoviarista para pautar seus investimentos em mobilidade, ignorando que esses investimentos são caros do ponto de vista econômico e ambiental e são também ineficientes pois aumentam e induzem o deslocamento individual motorizado. Em vez de reduzir congestionamentos, trazem mais motoristas para ele, quando deveriam oferecer alternativas sustentáveis de deslocamento.

Mesmo após denúncia feita no Correio Braziliense e cobrança feita pela Rodas da Paz diretamente com o governador o projeto não foi aberto para adaptações. Graças a questionamento do Tribunal de Contas da União o projeto passou a ser revisto pela Secretaria de Obras do GDF.

Trecho do acórdão do TCU afirma explicitamente que “Por fim, foi constatada ausência de ciclovias e detalhamento do projeto de calçadas, em desobediência à diretriz da política Nacional de Mobilidade Urbana constante no inciso II do art. 6º, da Lei 12.587/2012, a qual exige que haja ‘prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado’.

O TCU afirma ainda que “Finalmente, em relação à proposta de aproveitamento da malha cicloviária já implantada no Octogonal e no Setor Sudoeste para atendimento ao requerido no Inciso II do art. 6º, da Lei 12.587/2012, pode ser observado que essa proposta não atende à necessidade de ciclovias no corredor BRT-DF-Oeste como um todo, ainda que seja possível seu atendimento em trechos específicos, desde que sejam feitas adaptações. 40. Como exemplos de trechos importantes sem o atendimento por ciclovias, podem ser citados os intervalos entre o Guará e o Setor de Abastecimento e Industria (SIA) e entre o SIA e o Sudoeste. Apesar disso, dentre os objetivos das obras está explícita a necessidade de fomento ao uso de transporte não motorizado (peça 12, p.4).”

Após o questionamento do TCU, a Rodas da Paz foi convidada para dois encontros na Secretaria de Obras do GDF para debater o projeto, em reuniões ocorridas em 11 e 21 de janeiro.

A partir das discussões realizadas nas duas reuniões na Secretaria de Obras e da análise do presente projeto, ao longo dos últimos dias, a Rodas da Paz considerou importante fazer uma reflexão mais profunda sobre o impacto desta obra na mobilidade urbana do DF e do contexto no qual ela se insere. Solicitamos que esta carta fosse anexada a ata, como contribuição da Rodas da Paz para o debate.

Leia aqui:

Brasília, janeiro de 2016

Prezados membros da SINESP, SEMOB e demais órgãos presentes nas reuniões a respeito do projeto de Viaduto da EPIG,

Brasília é uma cidade moderna, conhecida por suas vias largas e elevamos limites de velocidade no meio urbano. Nos seus 55 anos de existência, o automóvel sempre foi reverenciado e esse foi o sentido dado à política de mobilidade, que, como se sabe bem, historicamente relegou o deslocamento de pedestres e o transporte público a um segundo plano – a bicicleta, por sua vez, nunca foi considerada de maneira séria como um meio de transporte na cidade – realidade que começa a mudar timidamente nos últimos anos.

É fácil identificar pela cidade exemplos de grandes obras que priorizam equivocadamente o uso do automóvel e que se transformam em barreiras intransponíveis para pedestres e ciclistas (sem falar nas pessoas com dificuldades de locomoção). Mais do que isso, sabemos que o ponto de partida de nossos governantes e urbanistas sempre foi a fluidez automotiva acima de tudo. Esses são equívocos que se repetem em projetos atuais como o TTN e também no projeto dos viadutos da EPIG, que, a princípio não previam estrutura cicloviária, nem priorizavam os pedestres.

Diante desse histórico, a possibilidade de ter um diálogo mais próximo de entidades da sociedade como a Rodas da Paz com gestores na revisão de projetos é um fato de grande importância, que reconhecemos e valorizamos. Isso nos dá esperanças de pensarmos uma Brasília diferente, com gestores capazes de desenvolver projetos que façam jus à sua imagem de cidade moderna e mudem esse paradigma rodoviarista, que tantos prejuízos traz a cidade.

Por isso, afirmamos aqui que a inserção de uma ciclovia no projeto da EPIG, sem uma reflexão maior sobre sua concepção, ainda é insuficiente. Mesmo que seja uma iniciativa positiva, nos preocupa o fato de que o projeto em si segue padrões urbanísticos ultrapassados, mantendo o princípio da fluidez do automóvel como principal fator a ser almejado.

Vamos parar para pensar um pouco sobre os viadutos. O mundo inteiro hoje destrói elevados urbanos e viadutos devido aos prejuízos que causam à qualidade de vida na cidade. Viadutos rasgam a terra e criam travessias intransponíveis para o pedestre e portadores de necessidades especiais, e exige que estes e os ciclistas tenham que dar voltas enormes para contorná-los. Um bom exemplo em uma escala menor são os chamados “caminhos de rato” observados ao longo de todo o Eixinho, quando os pedestres alcançam as tesourinhas. A experiência e o bom senso mostram que as pessoas não irão até a Comercial para atravessar a rua na longínqua faixa de pedestres.

Essa é a mesma dificuldade que vemos no projeto, nos pontos em que a ciclovia chega os viadutos, sendo sempre necessário dar uma volta grande para seguir um caminho que poderia ser contínuo caso pensado de modo a priorizar o deslocamento ativo. Será que planejamento, baseado na implementação de mais viadutos, é adequado como estratégia para os próximos 10 anos?

O que falar da passagem subterrânea de pedestres? A experiência também nos mostra que as passagens de Brasília são lugares de acúmulo de sujeira, assalto, são de difícil acesso para cadeirantes, e que se encontram completamente depredadas. Mesmo sabendo que as passagens previstas no projeto têm largura maior, algumas questões se colocam. Se a prioridade está sendo dada ao automóvel, as passagens continuarão vazias e consequentemente inseguras, além de que continuarão não sendo visíveis por quem circula em nível pela cidade (carros, viaturas, etc.). Ou seja, muitos pedestres continuarão optando pelo risco da travessia em nível das pistas automotivas, principalmente à noite.

Diferente dessa perspectiva, a Rodas da Paz, dentro de uma visão da mobilidade sustentável, acredita que o pedestre, o ciclista e o usuário do transporte público, devem ser encarados igualmente como facilitadores do trânsito de carros. Quando facilitamos esses outros meios de transporte, estamos ajudando a desafogar o trânsito insustentável de carros ocupados geralmente por apenas um passageiro. Porque passagens de pedestres e sinais não são opção? Porque não reduzir os limites de velocidade de modo que um ciclofaixa compartilhada adjacente à via seja viável? Porque não pensar na qualidade do ar, no incentivo ao uso de energias mais limpas, na melhoria dos espaços públicos? Será que um trajeto no qual o deslocamento de bicicleta ainda é 300m, 600m, 1km, superior ao do carro é realmente convidativo?

Por ainda ter muito espaço livre e não ter um solo subterrâneo ocupado com linhas de metrô, nossos gestores (e boa parte da população de Brasília) acabam caindo armadilha de que tudo cabe, que dá pra duplicar, dá pra cavar, sem perceber que nossa cidade vai se afundando em um buraco sem volta. Precisamos, diferentemente, ter um planejamento de longo prazo voltado para o desestímulo ao uso do automóvel. As ciclovias, as calçadas, e o melhoramento do transporte público urbano devem ser pensados antes da expansão de viadutos, elevados urbanos e duplicação de vias, ou estaremos sempre tendo que adaptar esses outros meios de deslocamento, limpos, sustentáveis, humanos, no pequeno espaço que sobrar para eles, mantendo o carro como principal opção.

Essa obra pode melhorar o trânsito de automotores no curto prazo, mas isso acaba incentivando ainda mais o uso do carro e desestimulando outros modais. A longo prazo o trânsito irá aumentar e mais e mais obras serão necessárias num círculo sem fim. Investir em pluralidade de modais de qualidade é o que se mostra sempre mais vantajoso para as grandes cidades. Imagine um dicadão poder escolher qual meio de transporte melhor se adequa ao seu trajeto na cidade sem ter que se restringir a um único. Para trajetos curtos, o caminhar, para médios a bicicleta, para longos, o trem ou o metrô, para locais específicos, o ônibus, para viagens e emergências, o carro. E as pessoas que não podem ou não querem
escolher o carro? O que fazemos com elas?

Os projetistas precisam se colocar no lugar do outro, testar o que projetam, planejar pensando no futuro. O olhar exclusivo para o carro não pode ser naturalizado. Antes de fazer o projeto definitivo, é recomendado que os projetistas tentem sozinhos, com uma bicicleta ou uma cadeira de rodas, o desafio de fazer esses percursos. Podemos fazer também uma vistoria em loco, coletivamente.

Ou passamos a construir hoje a cultura das pessoas e não a cultura do carro, ou nossos netos e bisnetos não verão uma cidade melhor.
Nossa luta é por uma cidade mais humana.

Atenciosamente,
JONAS BERTUCCI, JULIA SOLLERO E RENATA FLORENTINO
ASSOCIAÇÃO CIVIL
RODAS DA PAZ

A contenda da distribuição do espaço viário

ciclo_obséquio A ciclofaixa de Águas Claras já foi até anunciada pelo governador na televisão, mas o início da sua pintura ainda não tem data divulgada. Entramos em contato com o DETRAN, com a Administração Regional de Águas Claras e com a NOVACAP para saber do cronograma de pintura.

Recebemos resposta do Administrador Regional, Manoel Valdeci, dizendo não saber responder, e também da NOVACAP.

O presidente da NOVACAP, Hermes de Paula, nos respondeu com sinceridade e talvez ingenuidade que “Quanto à sinalização das pistas e faixas, a NOVACAP só poderá realizá-la quando houver o deslinde da contenda existente entre os usuários de automóveis e de bicicletas, que deve estar sendo coordenado pela Administração Regional e a SEGETH.”

Veja a resposta que a Rodas da Paz fez para a Novacap/GDF:

Ao senhor Hermes de Paula
Diretor Presidente da NOVACAP

Imagine se, depois da sanção da Lei Seca, as corporações policiais e de fiscalização de trânsito afirmassem que estão aguardando o “deslinde da contenda” existente entre os usuários de automóveis e as vítimas de trânsito para a aquisição de etilômetros e seu emprego em blitz.

Além de atender ao cumprimento da Lei Federal nº 12.587/2012, o projeto Mobilidade Ativa atende também ao que é previsto em cinco diferentes leis distritais: Lei Orgânica do Distrito Federal (artigo 335), Plano Diretor de Ordenamento Territorial (artigos Art. 17, IV, Art. 18, II e Art 20 Lei Complementar 803/2009), Plano Diretor de Transporte Urbano (Art. 24, III Lei nº4.566/2011), Política Cicloviária do Distrito Federal (artigos 2º e 3º Lei nº 3.885/2006), Sistema Cicloviário do DF (artigo 12 Lei nº 4.397/2009).

O projeto foi apresentado à comunidade de Águas Claras em duas ocasiões de consulta pública, ambas no Colégio La Salle, valorizando democraticamente as contribuições dadas pelos cidadãos e sendo bem aceito pelos presentes nas duas ocasiões.

Dado que o projeto não se encontra sub judice e não há base formal que questione a execução do projeto Mobilidade Ativa, parece descabido que uma política pública não seja cumprida, havendo a devida autorização legal dos órgãos pertinentes e orçamento disponível. Tal omissão na execução abre margem para qualquer política pública ser engavetada em função de boatos sem fundamentação técnica, ou de comentários nas mídias sociais de cidadãos indispostos a cumprir com a lei.

Ao poder público cabe o papel de ser exemplar e indutor no cumprimento das leis e das políticas públicas, não contribuindo jamais para que uma lei “não pegue”, o que seria um completo desvirtuamento da sua função pública.

Dado o exposto, questiona-se a pertinência de apontar “o deslinde da contenda existente entre os usuários de automóveis e de bicicletas” para a sinalização das ciclofaixas de Águas Claras. Esse entendimento mostra uma compreensão equivocada do projeto, como se tratasse de uma disputa corporativista entre “ciclistas” e “motoristas”, quando na verdade trata-se de um intervenção urbanística que beneficia toda a população.

A faixa de pedestres também não pode ser entendida como “contenda” entre pedestres e motoristas, pois trata-se de medida de segurança viária, tal qual a ciclofaixa o é, e reflete as soluções contemporâneas de humanização do tráfego.

É necessário que os órgãos do GDF atentem para os marcos legais vigentes na cidade e no país e passem a planejar Brasília não apenas para “usuários de automóveis”, e sim para toda a população.

Att.

Renata Florentino
Coordenadora Geral
ONG Rodas da Paz

PS: Acreditamos que o DETRAN terá alguma resposta mais qualificada sobre a pintura, já que o órgão está envolvido com o projeto desde sua concepção e desde o ano passado já aprovou o projeto em relação à sua segurança.

2015 foi difícil? Com o seu apoio, ficou mais fácil.

A Rodas da Paz gostaria de agradecer o seu apoio durante o longo ano de 2015.

Foram muitas as realizações importantes para qualificar o debate sobre bicicleta nas políticas públicas, como o lançamento de materiais inéditos como o Guia para Jornalistas, a Cartilha de exercícios para professores, a pesquisa do perfil do ciclista e o livro A Bicicleta no Brasil. Fizemos ainda 3 contagens de ciclistas (na EPTG, em Águas Claras e na Ponte do Bragueto, para mostrar que o DF pedala e que é necessário aumentar e melhorar sua rede cicloviária. Apresentamos relatório com sugestões para melhorar a integração Metrô-Bicicleta. Fizemos uma ação super provocativa de travessia da Ponte do Bragueto colocando bicicletas no caiaque, para dizer que já que não dá pra passar pela ponte, iremos pela água, mas iremos. Não vamos deixar de tentar humanizar as ruas do DF, por mais que a cultura da velocidade e da fluidez do automóvel às vezes deixe nossos sonhos de uma cidade melhor engarrafados.

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Batemos um recorde incrível de 10 mil pessoas participando do passeio anual da Rodas da Paz, que pedia o cumprimento da lei distrital que prevê ciclovias nas rodovias do DF. Usamos essa lei em 2014 para cobrar no Ministério Público a execução da ciclovia da EPTG, que tem chances de finalmente sair do papel agora.

Para botar em prática a construção da cidade que a gente quer, organizamos um mutirão de plantio de mudas nas ciclovias de 4 cidades do DF, aproveitando o período de chuvas.

Com a doação de 40 pessoas através de financiamento colaborativo, concluímos a construção do galpão para abrigar as bicicletas da campanha Doe Bicicleta. Firmamos parceria com o grupo escoteiro Moraes Antas, que passou a servir como ponto de coleta do projeto Doe Bicicleta. Participamos da Conferência de Alto Nível da ONU sobre Segurança Viária. Firmamos parceria com a Ecocâmara; pedalamos pelo Clima junto com a ONU, participamos da revitalização do Beco da Esperança na Estrutural junto com o Coletivo da Cidade e o Movimento nossa Brasília.

Ajudamos ainda, junto com o Bike Anjo DF, a colocar o governador e seus secretários pra pedalar no dia De Bike ao Trabalho, para que os gestores conheçam melhor as dificuldades e vantagens da magrela, reforçando o compromisso pela mobilidade sustentável.

Isso tudo só foi possível graças aos associados e voluntários que vem se somando ao nosso trabalho. Em 2015 fizemos a nossa III Formação de voluntários, para 2016 pretendemos fazer duas formações, para atender a mais gente que quer colocar a mão na massa e construir um DF mais ciclável. Graças a parceria firmada com o Itaú estamos dando conta de fazer mais ações simultaneamente, como as oficinas Ler Dá Pedal na escola Classe 16 do Gama, mas sabemos que falta muito por ser feito no DF.

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Pelo seu trabalho, a Rodas da Paz recebeu em 2015 o prêmio República do Ministério Público, o que nos motiva ainda mais a continuar atuando no controle social de políticas públicas. Outro reconhecimento é que a atual coordenadora da Rodas da Paz foi convidada a dar uma palestra no TEDx Universidade de Brasília sobre mobilidade. Entre os acontecimentos positivos nesse campo, é importante citar o avanço do desenho da ciclovia da EPTG, resultado de ação movida pela Rodas da Paz no MPDFT em 2014 e o desenvolvimento do projeto Mobilidade Ativa, que deve avançar esse ano em Águas Claras e em Ceilândia.

Seguimos dialogando e cobrando o governo atual para que cumpra os compromissos de campanha, sobretudo, a carta de compromisso pela mobilidade, reconhecendo as ações positivas para a humanização das vias do DF, mas também criticando quando necessário. O aumento do custo da tarifa, por exemplo, foi um duro golpe para a população e para a mobilidade sustentável, refletindo em incentivo ainda maior ao aumento do uso do carro no DF. Precisamos ainda continuar acompanhando de perto projetos como do Trevo de Triagem Norte e o viaduto da EPIG, obras caras e de perspectiva rodoviarista, voltadas para o automóvel, que não contemplavam estrutura adequada para ciclistas e pedestres – e que estão em processo de revisão.

De acordo com o próprio DETRAN, o número de ciclistas vítimas da violência aumentou no DF, interrompendo a tendência de queda conquistada com muito suor desde 2005. Enquanto em 2014 foram 20 ciclistas mortos no trânsito, em 2015 o número bateu a casa dos 30, voltando para patamares de 4 anos atrás. Por isso, infelizmente, o trabalho de mobilização e conscientização da sociedade ainda é muito importante, como nas manifestações pela identificação dos assassinos de Antônio Fonseca (Samambaia) e Saturnino Júnior (ParkWay). O caso de Antônio continua sem solução, e nenhuma família deveria perder um ente querido sem poder contar ao menos com a justiça para a punição do motorista responsável.

Sabe o que isso significa?

Significa que precisamos continuar pedalando juntos e reivindicando políticas educativas, fiscalização e infraestrutura adequada, para que motoristas e ciclistas possam continuar transformando a cidade – sua infraestrutura, sua cultura.

A mudança não vai acontecer de um ano para o outro, mas é no dia-a-dia que o futuro de uma geração pode ser inventado.

Frear nossa coragem e mobilização não é uma alternativa para esse ano. Venha com a gente e chame todo mundo para se associar a essa causa.

Associe-a Rodas da Paz (tem uma surpresa exclusiva para os associados)

Vamos lá!

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Doe bicicleta turbinado com carretinha nova!

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Raphael Dorneles, coordenador do projeto Doe Bicicleta, na carreta nova

Graças ao apoio de vocês e da Embaixada da Austrália o projeto Doe Bicicleta conseguiu adquirir uma carretinha para auxiliar na coleta e entrega das bicicletas doadas!

Depois da inauguração do Galpão do Doe Bicicleta, que nos ajudou muito na logística de ter um ponto de apoio nos períodos entre a coleta, o conserto e a doação das bikes, a aquisição da carreta é outro marco do ganho de escala do projeto! O Doe Bicicleta vem viabilizando o conserto e doação de cerca de 300 bicicletas por ano. Teremos condições de agilizar muito as ações de coleta e doação a partir de agora!

Para participar da campanha, veja as formas de ajudar:


COMO COLABORAR?


1- Doando recursos para a compra de peças e o conserto das bicicletas em 2016 (as doações financeiras são feitas por meio do sistema PagSeguro);

2- Doando uma ou mais bicicletas, tanto novas como usadas: deixe a bicicleta no grupo Escoteiro Moraes Antas no final da Asa Norte aos sábados a tarde (localização no mapa) a loja Taguaciclo em Taguatinga Sul (QSA 9 LOTE 1 LOJA, 1).

3- Conversando com o síndico do seu condomínio para que mobilize os moradores para doar as bicicletas abandonadas nos bicicletários, garagens e PCs de seu prédio (baixe aqui o cartaz da campanha e a carta ao síndico).


Em 2015, a Rodas da Paz fechou parceria com o Grupo de Escoteiros Moraes Antas – GEMA, oferecendo um ponto de apoio para armazenar as bicicletas e receber doações espontâneas durante os sábados, entre 14h e 18h. Para os interessados, o endereço do GEMA é SGAN 916 – Quartel do Corpo de Bombeiros (localização no mapa). A colaboração do grupo também está prevista para o conserto das bicicletas doadas com a realização de oficina básica de mecânica com os jovens escoteiros. É uma oportunidade para os escoteiros conquistarem especialidades, demonstrando habilidade com as bicicletas, e para a Campanha “Doe Bicicleta” ampliar seu alcance.

PARCEIROS

Moraes Antas

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