Arquivo mensais:dezembro 2015

Com cultura de paz se pedala mais longe

A Rodas da Paz lamenta profundamente a morte violenta que acometeu o ciclista José Leonardo Abreu enquanto praticava uma atividade esportiva. Sabemos que o ocorrido é questão de segurança pública, mas nossa luta pela paz no trânsito passa pela construção de uma cultura de paz em toda a sociedade. Assim, reforçamos o pedido expresso pelos grupos de pedal nos mais diversos atos como um pedido de paz na cidade em todos os sentidos, pela prevenção dos crimes através de policiamento comunitário, controle da circulação de armas, integração dos sistemas de informação da Polícia Civil e inclusive da adoção de policiamento por bicicletas, que aumentam a integração dos agentes da segurança pública com a sociedade.

Baixe aqui o Guia Bicicleta na Mídia: ponha essa pauta pra rodar

Link para baixar.

A Rodas da Paz lançou o Guia de apoio para jornalistas “Bicicleta na Mídia” em agosto de 2015 para colaborar com a cobertura midiática da pauta da bicicleta. O guia traz dados sobre o uso da bicicleta no DF e no Brasil, informações sobre legislações relacionadas à mobilidade sustentável, dicas de expressões mais adequadas para a cobertura jornalística e várias curiosidades!

Em março será divulgada uma nova versão do guia com as estatísticas atualizadas!

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Saiba como foi a 2ª Consulta Pública sobre o projeto Mobilidade Ativa em Águas Claras

Dia 9/12 ocorreu a segunda consulta pública em Águas Claras para debater a implantação do projeto Mobilidade Ativa. A reunião ocorreu nas instalações do Colégio La Salle, na quadra 301, das 19:30 às 23hs. Estiveram presentes 78 pessoas, entre gestores públicos que apresentaram o projeto e esclareceram as dúvidas da população (SEGETH, SEMOB, DETRAN e Administração de Águas Claras), a deputada Telma Rufino (sem partido), moradores, cidadãos que trabalham na região e entidades da sociedade, como a Rodas da Paz.

A deputada distrital Telma Rufino abriu a reunião dando boas vindas aos presentes e o Administrador de Águas Claras, por ela indicado, conduziu os trabalhos. A Deputada afirmou que a questão poderia ser resolvida rapidamente, tendo em vista que “de cada 10 pessoas 9 seriam contrárias ao projeto“, o que se mostrou equivocado ao longo das falas dos presentes. O administrador esclareceu que, embora não fosse contra o projeto, não queria “apanhar mais” e que acreditava que a população deveria ser ouvida mais uma vez, além de defender o início das obras pelas Bulevares.

Vicente Lima, Subsmesaecretário da SEGETH, fez uma ampla explanação sobre o projeto, mostrando os marcos normativos que asseguram a promoção da mobilidade sustentável. Apresentou a análise dos pólos geradores de viagem de Águas Claras e diversos estudos que mostram a urgência de se implantar políticas públicas que reduzam o uso do carro nos centros urbanos – associando a mobilidade a pé e por bicicleta ao transporte público.

Dênis Soares, Subsecretário de Políticas e Projetos de Mobilidade, falou sobre a importância da articulação entre as secretarias e diferentes áreas do governo na condução adequada da política de mobilidade. Frisou também que o projeto segue a orientação da Política Nacional de Mobilidade, de modo a priorizar os deslocamentos ativos (pedestres e ciclistas) e o transporte público sobre o transporte individual motorizado.

Mayara Mitsuka, da equipe de engenharia e arquitetura do DETRAN, explicou que a ciclofaixa proposta na avenida Araucárias, nessa primeira etapa, segue as normas de segurança estabelecidas pelo CONTRAN e Ministério das Cidades e que a análise do projeto será realizada para cada via, na medida em que as próximas intervenções forem feitas. O prazo para conclusão do projeto completo apresentado pelo governo é dezembro de 2016 (acesse aqui o parecer completo do DETRAN).

Foram cerca de 20 falas dos presentes ao longo da noite. Destacamos algumas delas.

Sílvio Moraes, que vive em Águas Claras há 10 anos e autor de um abaixo assinado online cobrando execução do projeto, abriu as falas defendendo a execução do projeto. Perguntou à plateia quem seria a favor da segurança dos ciclistas, ao que todos os presentes levantaram as mãos. Em seguida comentou: “Me expliquem então como a implantação de uma ciclofaixa na Avenida Araucárias pode ser mais inseguro para os ciclistas“, sob aplausos.

thiagoTiago Moreira, morador de Águas Claras e que atua na área de educação no trânsito, relatou gostar muito de carro e velocidade, mas também de bicicletas e comentou como gostaria que seu filho crescesse em Águas Claras podendo utilizar a bicicleta com segurança, e elogiou a iniciativa do projeto.

Rafael Oliveira, também morador, ressaltou que não moradores também eram bem vindos na discussão, pois a questão do trânsito em Águas Claras é também do DF e de outras cidades, elogiando a iniciativa do projeto. Frederico Ferraz, oficial de justiça, comentou que naquela semana estava acontecendo a COP21, com líderes de todo mundo pensando em alternativas de sustentabilidade para o futuro do planeta, e a redução do uso do carro faz parte do cenário de soluções. Comentou que achava o projeto bom, mas menos ousado do que poderia ser, pois acredita que uma faixa de rolamento dos carros deveria ser retirada para se oferecer ainda mais espaço para as bicicletas.

Lucas Souza, morador do Guará, que trabalha como Bike Courier, fazendo entregas em todo o DF, fez um depoimento sobre sua experiência em pedalar no trânsito de Águas Claras. Afirmou ser esta uma das piores regiões hoje para se deslocar por bicicleta e que um projeto como esse seria muito bem vindo.

auditorioApenas uma pessoa no auditório se colocou diretamente contrária ao projeto, afirmando que este estaria sendo “imposto de forma autoritária à população (…) fruto de um projeto ideológico, o que se pode concluir também pelo uso do termo transporte individual motorizado para se tratar do automóvel” e que haveriam temas mais urgentes a serem tratados como o “combate ao Zica vírus”.

Janyce Freire, da Associação de Moradores (AMAAC) esclareceu que não é contrária ao projeto, mas que tem preocupação quanto à qualidade da sua execução e afirmou que não se deve restringir o projeto às duas avenidas recapeadas, mas que deve-se estabelecer um cronograma para sua implementação completa em 2016.

Para saber mais, veja os esclarecimentos feitos pela Rodas da Paz sobre alguns dos questionamentos a respeito do projeto.

Abaixo, capa do jornal local DF Águas Claras, que cobriu a consulta pública.

DF Águas Claras

Vídeo denuncia irregularidades em obra na Ponte do Bragueto

Veja o vídeo sobre a ação que a Rodas da Paz fez para cobrar travessias de pedestres e ciclistas na Ponte do Bragueto!

A travessia de bicicletas pela água chama a atenção para descaso com ciclistas e pedestres nas pontes de Brasília e cobra melhorias no projeto do Trevo de Triagem Norte. Ação foi realizada 30 de novembro de 2015.

Veja o relatório completo sobre a obra do Trevo de Triagem Norte aqui.

A intervenção é bem-humorada, mas a situação é séria. O descaso com pedestres e ciclistas não pode ser a regra.

Águas Claras terá 2ª Consulta Pública para debater ciclovias

Dia 9/12 haverá nova consulta pública em Águas Claras para debater a implantação do projeto Mobilidade Ativa das Estações do Metrô. É muito importante a participação social nesses encontros.

A reunião ocorrerá nas instalações do Colégio La Salle, Quadra 301, às 19:30. Existem alguns questionamentos a respeito do projeto e vamos aqui esclarecer alguns deles:

1 – A ciclovia vai atrapalhar o trânsito da Araucárias?

Pra início de conversa, a implementação da ciclovia na Avenida Araucárias não irá reduzir o número de faixas destinadas aos automóveis. A capacidade da via não será alterada. Haverá apenas o ordenamento dos estacionamentos irregulares nas laterais da via, que prejudicam a fluidez do tráfego. Vale notar ainda que nas vias das cidades que implantaram ciclovias, como em São Paulo e Nova Iorque, houve redução nos congestionamentos de 6% a 35%. Dessa forma, o incentivo ao uso da bicicleta ajuda a melhorar o trânsito.

2- Não seria melhor fazer a ciclovia nas bulevares?

A pessoa que caminha ou utiliza a bicicleta para se deslocar pela cidade precisa ter o direito de acessar toda a cidade, seja para ir ao trabalho, fazer compras ou ir a faculdade. Por isso, o projeto da malha cicloviária de Águas Claras conta com vias cicláveis tanto na Araucárias e na Castanheiras, como nas bulevares. Isso garante o deslocamento com segurança, inclusive nas Avenidas, onde se localiza a maioria dos comércios e das residências e onde ocorre hoje a maior parte dos acidentes.

3- A ciclovia não deveria ser feita onde já é mais seguro?

Errado. São nas vias mais perigosas que é mais importante colocar ciclovia! Se quisermos preservar a vida no trânsito, devemos fazer ciclovias nos locais de maior fluxo e onde ocorre o maior número de ocorrências. De acordo com os dados do DETRAN, as Avenidas Castanheiras e Auraucárias estão entre as 3 mais arriscadas de Águas Claras. Entre 2005 e 2014 ocorreram 30 acidentes envolvendo ciclistas apenas nessas avenidas, enquanto que nas bulevares foram apenas 2 casos, 15 vezes menos que nas principais.

Veja o gráfico abaixo, que apresenta a necessidade de estrutura cicloviária de acordo com as condições de tráfego e velocidade da via. Quanto maior o tráfego de automóveis na via e maior a velocidade, mais necessária se torna implantação de ciclovia/ciclofaixa.

velocidade_tráfego

4. E as calçadas?
É importante lembrar que a responsabilidade sobre as calçadas é dos lotes lindeiros. Portanto, de modo a incentivar a mobilidade ativa, ou seja, pedestres e ciclistas, em paralelo ao projeto da malha cicloviária, a AGEFIS já começou a notificar os condomínios cujas calçadas estão inadequadas, para que ocorra a adequação necessária.

5. Mas ninguém usa bicicleta em Águas Claras
Essa afirmação não é verdade. Acontece que quando circulamos de carro pela cidade muitas vezes não percebemos a presença de ciclistas pelas ruas. Porém, em um dia de contagem em dois cruzamentos da Rua das Pitangueiras, foram registrados 262 ciclistas, muitos eram adolescentes que vão para a escola de bicicleta e precisam de segurança no caminho. E o uso de bicicleta vem crescendo… Só o projeto Bike Anjo ensinou mais de mil pessoas a pedalar no DF, gente de todas as idades interessada principalmente em adotar a bicicleta como meio de transporte. Nenhuma cidade no mundo conseguiu resolver seus problemas de descolamento sem investir em infraestrutura para ciclistas e pedestres e transporte público.

Pesquisa Revela Perfil Do Ciclista Do DF

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Pesquisa nacional revela perfil de ciclista de 10 cidades brasileiras. Lançamento em Brasília acontece 8/12, no IPEA.

O evento acontecerá às 16h, no auditório do 16º andar do IPEA, e contará com a presença de secretários do GDF. Dados trazem informações inéditas sobre renda, escolaridade, motivações para andar de bicicleta, principais destinos e demandas.

Realizada nos meses de agosto e setembro de 2015 em vários pontos do DF, a pesquisa levantou questionamentos que permitissem que o ciclista brasiliense avaliasse a estrutura cicloviária da cidade. A pesquisa contou com o apoio do Itaú, Observatório das Metrópoles e Transporte Ativo, e englobou as seguinte cidades: Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Brasília, (DF), Manaus (AM), Niterói (RJ), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). No DF a pesquisa foi conduzida pela ONG Rodas da Paz.

Na ocasião, também serão lançados dados de contagens de ciclistas feitas no DF, na EPTG, Águas Claras e Ponte do Bragueto.

evento: http://migre.me/si824

Lançamento Pesquisa Nacional Perfil do Ciclista – Etapa Brasília
Data: 08/12/2015
Local: Auditório do IPEA
SBS Quadra 1, Edifício BNDEs, 16º Andar
Horário: 16h-18h