Arquivo mensais:julho 2015

Divulgado o resultado dos premiados na #rodinhasdapaz!

Lançamos no início da semana uma promoção no Instagram da Rodas da Paz. Pedimos para as mamães e papais postarem as fotos da participação de seus filhos no Circuito Rodinhas no último domingo com a #rodinhasdapaz. As três fotos escolhidas pela Equipe da Rodas da Paz ganhariam uma bike infantil laranjinha do Itaú. O resultado foram tantas fotos lindas que decidimos aumentar os prêmios! E aqui estão os perfis e fotos premiados:

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Os perfis de @dansntiago, @marcelo_c.pedal e @mendesbsb ganharam, cada um, uma bike infantil laranjinha do Itaú. E os perfis de @pedropg e @luciana_rangel ganharam kits da loja Cycling Bike Club.

Os premiados poderão retirar seus prêmios amanhã no Balaio Café (201 norte) entre 11h30 e 15h ou entrando em contato com a gente pelo email: [email protected]

Agradecemos muito a participação de todos e parabenizamos todas as crianças que pedalaram no Circuito Rodinhas com a gente!!!

E quem quiser ver mais fotos do nosso lindo Passeio é só seguir a Rodas da Paz no Instagram @rodasdapaz e procurar pelas #rodasdapaz e #rodinhasdapaz!

Conquista que não pode ser perdida – artigo Correio Braziliense

Correio Braziliense, 1º de junho de 2015

» Renata Florentino, Coordenadora geral da ONG Rodas da Paz
» Jonas Bertucci, Ex-presidente e atual conselheiro da ONG Rodas da Paz

Nenhuma morte no trânsito é aceitável, principalmente quando as causas podem ser prevenidas e controladas. O conceito de Visão Zero, originado na Suécia em 1997, se fundamenta nessa premissa. Desde 2005, as fatalidades envolvendo bicicletas vêm caindo no DF. Em 2014, foram registradas 22 mortes, o menor índice desde o início da década de 2000, quando os dados discriminando as ocorrências começaram a ser disponibilizados.

No início de 2015, a tendência parece ameaçada. Apenas nos primeiros quatro meses do ano, houve 14 mortes de ciclistas, mais da metade de todas as ocorrências registradas no ano anterior. A que se deve o aumento? É urgente superar mitos para avançar em ações efetivas e não perder o rumo do trânsito no DF.

É comum afirmar que o aumento das fatalidades com ciclistas seria consequência do crescimento do uso da bicicleta, estimulado pela disponibilização de ciclovias e faixas cicláveis. No entanto, embora não haja dados atualizados sobre a participação da bicicleta nos deslocamentos do DF (segundo o Plano Diretor de Transporte Urbano — PDTU —, o número correspondia a 2,3% em 2009), o fato é que o maior uso está associado à maior segurança.

Quanto mais bicicletas nas ruas, mais ela é percebida com naturalidade no trânsito e melhor o comportamento dos motoristas ao compartilhar a via. É o que indicam as estatísticas das cidades onde a participação da bicicleta cresceu após a execução de políticas bem coordenadas. Além disso, caso as mortes fossem decorrentes do aumento do número de ciclistas, seria de esperar a preponderância de iniciantes entre as vítimas — o que não parece ser o caso. Em 2015, não identificamos nenhuma fatalidade com iniciantes.

Outra afirmação questionável é a de que a tendência de redução de mortes se deve às recentes ciclovias. Não há evidências para tal afirmação. Analisando o histórico da última década, verifica-se que mais de 55% das mortes ocorreram em rodovias, como a Estrada Parque Taguatinga (EPTG), que não receberam prioridade na implantação de ciclovias. O balanço publicado pela Rodas da Paz indica que mais de 40% das ciclovias estão na região central, onde ocorreram 4% das fatalidades. Caso os projetos tivessem sido orientados segundo critérios de segurança, o risco para quem opta pela bicicleta seria muito menor.

Por isso, a comparação com capitais como Amsterdã ou Nova York não deve ser feita em termos de quilometragem de ciclovias apenas. É preciso considerar a participação da bicicleta nos deslocamentos e avaliar o risco de cada via. Amsterdã, onde mais de 50% da população utilizam a bicicleta cotidianamente, registra cerca de seis mortes por ano. Nova York, com população sete vezes maior que a do DF, registrou 12 mortes em 2013 e dobrou a participação da bicicleta em apenas 4 anos, mesmo apresentando quilometragem menor de ciclovias.

A implantação de ciclovias sem o estabelecimento de princípios e prioridades de segurança, como se deu aqui, é erro grave que não deve ser repetido. A execução dos projetos do DF desconsiderou o equacionamento dos pontos de conflito (muitas vezes em desobediência às normas do Código de Trânsito), não houve adequado e permanente trabalho de divulgação e educação e, principalmente, de fiscalização e orientação.

Bons dados são aliados de boa política pública. O acompanhamento estatístico das ocorrências no trânsito e a realização de pesquisas periódicas sobre os tipos de deslocamentos da população são imprescindíveis para direcionar ações governamentais e traçar metas para futuro desejável sem mortes e com mais bicicletas nas ruas.

Nota: entre o envio deste artigo e sua publicação, aumentou para 16 o número de ciclistas mortos no trânsito do DF.

VISÃO DO CORREIO »Pedalar sem risco é direito do cidadão

Editorial do Correio Brasiliense
OPINIÃO
VISÃO DO CORREIO »Pedalar sem risco é direito do cidadão
Publicação: 28/07/2015
A imagem impressiona. No domingo ensolarado, milhares de ciclistas pedalam pela Esplanada dos Ministérios rumo à Ponte JK. Entre eles, gerações da mesma família. Avós, pais, filhos e netos participaram do 13º Passeio Ciclístico Rodas da Paz movidos por sentimento de cidadania. Querem a cidade com trânsito civilizado e democrático. A mobilidade urbana, vale lembrar, é uma das questões mais desafiadoras e urgentes impostas aos governantes.
Não se devem ao acaso as reivindicações dos manifestantes que ocuparam as ruas de norte a sul do país em junho de 2013. Entre as exigências de melhor educação, melhor saúde, melhor governo, melhor Congresso, sobressaía o direito de ir e vir com qualidade, segurança e diversidade. Nas passeatas de 2015, a reivindicação permanece. E, a depender do ritmo observado na capital da República, permanecerá sabe-se lá por quanto tempo.
Editada em 2005, a Lei Distrital n° 3.639 aguarda regulamentação. Ela prevê a construção de ciclovias nas rodovias que cortam o Distrito Federal, vitais para a ligação do Plano Piloto e o entorno. Mas, 10 anos depois, comprova-se a distância abissal entre as palavras e os atos. O papel aceita tudo. No momento do agir, de concretizar o disposto no texto, porém, conjuga-se o verbo procrastinar. Deixa-se para amanhã o que se pode fazer hoje. Se possível, para depois de amanhã. Com sorte, para o Dia de São Nunca.
A negligência tem preço. São vidas que se perdem. Produtividade que se reduz. Saúde que se vai no congestionamento de trânsito, nas longas filas, nos ônibus lotados, na falta de compromisso com a frequência e a qualidade. A violência do asfalto matou nos cinco primeiros meses de 2015 mais do que nos 12 de 2014. Só nas vias urbanas, excluídas as distritais e federais, o DF assassinou 10 ciclistas até maio. Em todo o ano passado, foram nove.
É inaceitável o atraso na implantação de sistema de transporte democrático no Distrito Federal. Nele devem conviver com harmonia as diferentes formas de mobilidade. Bicicletas, motos, carros, trens, metrôs, ônibus precisam se interligar e circular com segurança a fim de atender às diferentes necessidades da população. O mundo mostrou que não se trata de sonho. Ao contrário. Amsterdã, Viena, Londres, Nova York servem de prova de que grandes centros podem criar sistemas includentes, em que se abre a possibilidade de escolha para o cidadão.
Esse é o recado que os milhares de brasilienses que ocuparam as ruas no domingo deram ao governo. Embora nenhuma autoridade governamental estivesse presente à manifestação, impõe-se ouvir a mensagem. A Lei n° 3.639 tem de sair do papel. A demonstração pública da adesão da presidente da República ao ciclismo pode servir de inspiração e desafio. Se Dilma Rousseff decidir ir do Palácio da Alvorada ao Palácio do Planalto de bicicleta, como morador comum da capital, com certeza correrá sério risco de não chegar ao destino. Os 4 mil metros que separam os dois palácios podem significar a distância que separa a vida da morte.

Lojinha da Rodas da Paz no Passeio!

Muitas pessoas nos procuram perguntando sobre como apoiar a Rodas da Paz. Agora você pode ajudar a gente a manter nossas atividades de forma independente! Na lojinha da Rodas você encontra produtos super úteis para usar no seu dia a dia de bike. E todo o valor arrecadado é revertido para as nossas ações sociais.

A lojinha vai funcionar durante o 13º Passeio da Rodas da Paz!

Leve um dinheirinho trocado no bolso, pois teremos produtos bem legais a venda nesse domingo!

Colete refletivo: Esse colete é vendido apenas R$30,00, e ainda vem estilizado com a logo da Rodas da Paz!

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Kits de adesivos: são 4 adesivos especiais, pelo valor de R$5,00, sendo 2 refletivos e 2 para bicicletas.

Adesivos refletivos: servem para dar maior visibilidade a bicicleta. Podem ser colados no paralamas, nos pedais, na frente e atrás da bike e até no capacete! (Serão vendidos nos kits).

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Adesivos para bike: com diversas mensagens, ajudam a dar um novo visual pra sua bicicleta, além de transmitirem diversas mensagens educativas pra todo mundo ver! (Serão vendidos nos kits).

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Adesivos para carro: no trânsito, esses adesivos ajudam a disseminar uma das regras mais importantes para o motorista: a distância de 1,5m que deve ser dada ao ultrapassar um ciclista. Um custa R$3,00 e dois saem por R$5,00.

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Apoio:

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Hoje acabaram as camisetas, mas amanhã tem muito mais!

Hoje distribuímos as camisetas gratuitamente, como acontece todos os anos.

Amanhã, durante o Passeio, você pode ganhar um brinde. Fique atento ao carro de som.

A cada edição, o Passeio reúne mais e mais ciclistas.  Só entre os inscritos já somos mais de X em 2015.

Esta é o 13o Passeio da Rodas da Paz.

O objetivo maior do Passeio é colocar nossos sonhos para pedalar!

O número de camisetas depende dos patrocinadores.

Para o ano que vem, estamos avaliando algumas sugestões recebidas:

  • Manter a tradição da inscrição e da camiseta grátis, mas, por exemplo, vender uma parte da tiragem por meio de pré-venda.
  • Distribuir senhas para a retirada das camisetas gratuitas
  • Limitar o número de camisetas gratuitas por inscrição (dependentes)
  • Condicionar a retirada da camiseta à presença na fila. Vocês nos disseram que isso ajudaria a evitar tumulto na fila.

A cada ano, queremos que o Passeio seja uma experiência ainda mais bacana. Contamos com a sua ajuda.

Se você tiver mais sugestões, por favor, envie para [email protected]

O trabalho que fazemos é voluntário.

Você também pode apoiar nossas atividades se associando a Rodas da Paz:

A bicicleta integra as cidades.

A bicicleta integra as pessoas.

Juntos vamos mais longe!

Nos vemos amanhã no Museu Nacional!

Últimos dois vagões do metrô liberados para bicicletas no dia do Passeio

Você quer participar do Passeio Anual Rodas da Paz no domingo (26/07), mas ainda não planejou como vai chegar até o Museu Nacional? Dentre as opções disponíveis, está a utilização do metrô. A Companhia do Metropolitano do DF autorizou excepcionalmente o uso dos dois últimos vagões para o transporte de bicicletas.

O ofício que garante a utilização dos referidos vagões está disponível aqui. A Companhia orienta os participantes para o uso do cartão flex, que permite carregar o valor de mais de uma viagem e evitar filas nas estações.

Esperamos vocês no 13º Passeio Ciclístico Rodas da Paz – “A bicicleta integra as cidades”!

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Junte-se ao bondes ciclísticos rumo ao 13º Passeio da Rodas da Paz!

A bicicleta integra as cidades, pessoas e suas afinidades!
Nesse domingo, vários bondes de ciclistas estão se organizando para virem pedalando juntos para a concentração do Passeio da Rodas da Paz!
Há bondes formados em Planaltina, Valparaíso de Goiás, Asa Norte, São Sebastião, Águas Claras, Taguatinga e Ceilândia! Encontre o ponto de encontro mais próximo da sua casa e pegue carona 😉
Se preferir, venha de metrô! Conseguimos autorização que para o transporte de bicicleta aconteça nos dois últimos vagões nesse domingo!
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Administração Tagua Park
Concentração as 07:00  Saída às 07:30hs,
Os vários grupos vão se encontrar e seguir juntos até o local do passeio.
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Guará
Diversos grupos do Guará
Concentração: 7h30
Saída: 8hs
Local de saída: Mc Donalds do Guará I (QE07)
Destino: Museu da República
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Asa Norte
Pedal Asa Norte (PAN)
Local de encontro: Estacionamento do Colégio Militar
Horário de saída: 7h30 e retorno quando acabar o evento.
Responsável: Artur Souza Moreira
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São Sebastião
Pedal dos Doidos
Horário: às 6h30
Saída do Posto Ipiranga do Morro Azul
http://pedaldosdoidos.blogspot.com.br/
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Gama
PedalaGama, PedalaGanso e outros grupos
Saída as 06h30 da pista de cooper do Gama
Encontro com os Tartarugas na CAESB, Próximo ao Catetinho rumo ao Museu Nacional
pedalagama.com
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Recanto das Emas
Manos das Bikes
Horário: 7h
Ponto de encontro no balão das emas, na entrada do Recanto, do lado do Riacho Fundo s
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Valparaíso de Goiás
Ponto de Encontro: Posto Shell localizado na BR 040, ao lado do Motel Ame Mais.
Horário: 06h (Partiu Pontual 06:30)
Os Tartarugas se encontrarão com a turma do Pedala Gama na CAESB, próximo ao Catetinho rumo ao Museu Nacional.
tartarugasnopedal.blogspot.com

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Planaltina – DF / Sobradinho
Planaltina: Saída às 6:00hs, da Quadra 04 Conjunto J Lote 39, em frente ao posto policial.
Sobradinho: saída às 7:00hs, da Quadra 09, CL 05.
Os dois grupos vão se encontrar na Br020 e seguir juntos até o local do passeio.

Entrega antecipada das camisetas para os inscritos no XIII Passeio Rodas da Paz

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voluntários separam camisetas por tamanho para o Passeio de 2014

O Passeio Anual da Rodas da Paz é um momento de celebração da cultura da bicicleta para quem está dando suas primeiras pedaladas ou é ciclista experiente, quem pedala pro trabalho ou quem pedala por esporte e de congregação dos grupos de pedal do DF.  É um momento também de homenagem aos ciclistas que perderam suas vidas para a violência no trânsito e de fazer buzinaço pela convivência pacifica entre os diferentes modos de se locomover pelo DF.

Fazemos o evento em parceria com diversos patrocinadores e apoiadores para que o Passeio se mantenha  aberto a todos que queiram participar. O trabalho envolvido na produção é feito por pessoas voluntárias que doam seu tempo para a causa da mobilidade sustentável.

Este ano, repetindo a boa experiência de 2014, vamos novamente antecipar a entrega para os inscritos, para evitar filas no dia do passeio. Conseguimos patrocínio para a produção de apenas 1mil camisetas e recebemos mais de 3mil inscritos pelo nosso site. Somente participantes inscritos poderão retirar a camiseta, que estará disponível conforme durar o estoque.

Quem se inscreveu, concorre aos melhores brindes. As inscrições vão até dia 24. Mesmo quem não se inscreveu ou não tem camiseta, é bem vindo no passeio que já entrou para o calendário do DF. Venha pedalar com a gente em 2015 e vamos tornar o 13º passeio ainda melhor que o do ano passado.

Veja abaixo como já chegar pronto para aproveitar todas as atrações do Passeio!

Entrega das camisetas para os inscritos do XIII Passeio Rodas da Paz
Sábado das 10h às 16h

Basta levar o documento de identidade que foi informado na inscrição.

Sede da Rodas da Paz:
EQS 102/103 – atrás do Comércio São Francisco – Edifício Bandeirantes
Fica em frente à quadra de esportes entre as quadras 102 e 103 Sul.

Se vier de carro, é possível utilizar o estacionamento do centro comercial ou dentro da quadra 102 sul, bloco E.

mapa de Letícia Bortolon

mapa de Letícia Bortolon

Projetos de mobilidade da SEGETH investem na integração entre metrô e bicicleta

A Secretaria de Estado de Gestão do Território e Habitação (SEGETH) apresentou projeto executivo preliminar para a mobilidade em diferentes regiões administrativas do DF. O ponto de partida da proposta é a conexão do metrô aos pólos geradores de viagem (instituições educativas, hospitais e centros culturais e comerciais, por exemplo). Águas Claras, cuja estrutura para o deslocamento ativo (a pé ou bicicleta) é inexistente ou deficitária, seria a primeira localidade a receber os benefícios. A exposição ocorreu na noite de quarta-feira (15/07) durante a 2ª Oficina Co-Laborativa, convocada pela Secretaria de Estado de Mobilidade (SEMOB) também para apresentar dados iniciais do mapeamento das ciclovias e rotas cicláveis do DF.

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Cecilia Martins, coordenadora de sustentabilidade da Subsecretaria de Políticas e Projetos de Mobilidade da SEMOB, afirmou que o levantamento colaborativo resultou em 335 km de estrutura propícia para o uso da bicicleta. A pesquisa, no entanto, continua pois o número oficial utilizado como referência é de 411 km de ciclovias, ciclofaixas e acostamentos cicláveis no DF. Ao total, 20 ciclistas contribuíram com o mapeamento e 5 enviaram informações de análise da estrutura para o formulário da SEMOB. Desses, 66,7% identificaram locais com intersecções perigosas e 60% passaram por travessias inseguras.

O mapeamento colaborativo está atrelado ao diagnóstico da malha cicloviária do DF, cuja previsão é de 4 meses de duração. Porém o processo — financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) — está atrasado pois ainda não ocorreu a licitação da empresa de pesquisa que receberá estas informações para tratamento e análise. A previsão é da licitação acontecer nas próximas semanas.

Anamaria de Aragão, diretora de mobilidade da SEGETH, apresentou a proposta de melhoria da estrutura de mobilidade na perspectiva de um olhar para o futuro. Os grandes transportes de massa atendem os pólos geradores de viagem? Esta questão, focada na ampliação do uso do metrô, orientou os projetos executivos seminais apresentados pela equipe da SEGETH. A bicicleta — que expande as distâncias alcançadas pelo cidadão — foi o modo de transporte escolhido para a complementação com o metrô, como já havia sido feito pela Rodas da Paz. Afinal, se é possível chegar ao destino de bicicleta entre 5 a 10 min, o usuário dificilmente optará pelo uso do carro. Há, então, o interesse em estabelecer um sistema de bicicleta compartilhada para integração com o metrô.

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Rua compartilhada, calçada compartilhada e zona 30 foram algumas opções utilizadas nos projetos. A SEGETH desenvolveu um método que serve de guia de decisão da melhor estrutura para cada local. O guia considera a velocidade média da via, o fluxo dos diferentes modais e o espaço e estrutura disponíveis no local. As diversas escolhas foram exibidas para as ruas das seguintes regiões administrativas: Ceilândia, Taguatinga, Samambaia e Águas Claras. O detalhamento do projeto pode ser acessado aqui.

Renata Florentino, coordenadora geral da Rodas da Paz, comentou que os projetos estão pensando a cidade e a bicicleta inserida no espaço urbano, o que é positivo. Esta ótica é preferível a outras propostas em que o debate ficava refém da construção apenas de ciclovias. Em vez disso, a SEGETH apresenta outras alternativas para o deslocamento de todos, inclusive dos ciclistas. Se, por um lado, os projetos são bons, por outro, é preciso verificar como será a execução, pontuou a coordenadora. Florentino também demandou uma vistoria técnica em Águas Claras — localidade que primeiro deve receber as novas estruturas — para verificar os caminhos que já são utilizados para se acessar o metrô. 

A diretora de mobilidade da SEGETH se comprometeu com a vistoria, provavelmente a ser realizada em um sábado quando os usuários têm disponibilidade e há o fluxo regular dos transportes. Aragão solicitou a participação dos ciclistas quando ocorrerem as audiências públicas para discutir os projetos, uma vez que a secretaria propõe a redução do espaço do carro e demanda uma mudança cultural sobre a mobilidade nas cidades.

Muretas no meio do Eixão?

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Bike Anjo ensinando pessoa a pedalar no Eixão do Lazer

Carta de leitor publicada no Correio Braziliense:

“O DER/DF pensa que o Eixo Rodoviário é rodovia distrital ou federal. Não é. É avenida que estrutura uma cidade que segue projeto urbano modernista tombado pela Unesco e pelo Iphan. É espaço de lazer e recreação da população das superquadras Norte e Sul. Também é local de grandes eventos e encontros culturais e gastronômicos. O DER vai acabar com isso. Caminhões e cegonheiras entram no Eixo porque falta sinalização. O que existe é ridículo.

A flexibilidade e fluidez viária deve ser mantida para emergências e engarrafamentos de trânsito, para que ambulâncias possam salvar vidas e para que policiais e bombeiros possam cumprir suas funções. As muretas propostas não vão impedir pedestres de atravessar a via, mas vão agravar e aumentar o número de mortes e lesões.

O Eixo Rodoviário é via urbana. Deve ser funcional e flexível. Não deve seguir o embretamento adotado pela engenharia de trânsito de Brasília nas estradas. Há soluções bem melhores — estética e funcionalmente — para o problema. E os escassos recursos disponíveis bem que poderiam ser aplicados na segurança viária e na qualidade de vida da capital federal”

Jorge Guilherme Francisconi

Comentário da Rodas da Paz sobre matéria do DFTV

A matéria do DF TV 1ª Edição desta terça-feira, 8 de julho, “Ciclistas não respeitam a lei de trânsito” abordou de maneira inadequada o tema da morte de ciclistas nas vias do DF, com empenho contrário ao habitual esforço da emissora pela conscientização e educação para a convivência pacífica no trânsito.

O enfoque da matéria isenta os motoristas pelas fatalidades causadas na condução de seus veículos, sem abordar os fatores do excesso de velocidade ou consumo de bebida alcoólica, que geralmente estão presentes nas ocorrências de trânsito.

Existem atitudes inadequadas por parte de ciclistas. Mas a matéria é pouco razoável quando coloca, sob a mesma lente, toda atitude “ilegal” de ciclistas perante o Código de Trânsito como ameaça à segurança no trânsito. Ora, como acertadamente coloca o professor Paulo César na sua fala, é preciso entender o anseio de cada condutor, no caso, o ciclista, quando se trata do seu deslocamento.

Nesse sentido, se um ciclista está utilizando um trecho no sentido oposto ao do fluxo, pode ser um claro indicativo de que o traçado da via não atende ao princípio lógico de quem se utiliza unicamente da sua própria energia e força para propulsão: a do menor gasto energético e menor distância. Infelizmente, a reportagem, ao invés de explorar essa questão, preferiu ridicularizar uma ciclista que seguia no contrafluxo da via.

Em relação ao direito de circulação de bicicletas nas ruas, faltou um esforço de checagem de informação. A reportagem é muito convincente ao transmitir a ideia de que ciclistas devem circular em ciclovias e que, fora delas, estão em desacordo com o CTB, o que não é verdade. O artigo 58 do CTB assegura o direito de circulação de bicicletas nas ruas, mesmo em locais onde existem ciclovias mas não é possível a utilização desta estrutura, como por exemplo por descontinuidade, falta de iluminação pública ou realização de treino esportivo.

Não seria necessário o ciclista que trafegava na via L4 dar explicações à reportagem porque estava ali e não na ciclovia. Simplesmente porque a lei o autoriza a estar ali. Assim, a matéria poderia esclarecer a população sobre esse direito do ciclista e destacar o dever dos demais condutores em zelar pela sua segurança.

O DF conta com cerca de 400 km de ciclovias (descontínuas), mas possui mais de 11mil km de vias pavimentadas (e contínuas), portanto é evidente a necessidade de se compartilhar o espaço viário entre ciclistas e os modais motorizados com segurança, para assegurar o deslocamento das pessoas que utilizam a bicicleta como meio de transporte para acessar locais de trabalho, estudo ou lazer.

Uma cidade mais humana se faz com gestos de respeito pelo outro. Queremos acreditar que esta também é a visão deste canal de comunicação, motivo pelo qual solicitamos espaço para a Rodas da Paz prestar esclarecimentos ao público sobre a questão, ou que o DFTV ceda um repórter e equipe para se deslocar de bicicleta e abordar essas questões a partir de sua experiência no trânsito.

Ciclista Antônio Fonseca recebe homenagem sábado 9:30 em Samambaia

Vítima de motorista que não prestou socorro, o aposentado Antônio Fonseca recebe homenagem póstuma no sábadociclista_samambaia

Familiares, amigos e membros da ONG Rodas da Paz organizam para o próximo sábado (11/07) uma homenagem para Antônio Fonseca, morto atropelado em 29/05 enquanto pedalava próximo à quadra 211, em Samambaia Norte. O aposentado morreu no momento da colisão. O motorista fugiu e permanece não identificado.

Cerca de quarenta dias após o atropelamento, a polícia ainda não identificou o motorista que conduzia o veículo. As únicas pistas, obtidas por meio do relato de testemunhas, são referentes ao modelo do carro: um Grand Siena Vermelho ou Vinho. Câmeras de segurança dos estabelecimentos comerciais da região gravaram o atropelamento, porém, suspeita-se que os comerciantes não cederam as imagens pois conhecem o atropelador.

A polícia trabalha com a hipótese do suspeito ser morador da região em que ocorreu o atropelamento. Qualquer denúncia anônima, como a placa do carro, seria suficiente para identificá-lo.

A homenagem acontecerá no próximo sábado 11/07 e contará com a presença da viúva e da filha do ciclista morto, bem como familiares, amigos e outros grupos de ciclistas que se solidarizaram com o caso. Na ocasião será instalada uma ‘ghost bike’ (bicicleta branca que homenageia ciclistas mortos em acidentes). Também está programada uma panfletagem com intuito de sensibilizar a população sobre crimes de trânsito e possíveis testemunhas para ajudarem na solução do caso.

Homenagem póstuma ao ciclista Antônio Fonseca
Data: 11/07 (sábado)
Horário: 09h30
Local: Quadra 211 (próximo ao balão da 26ª DP), Samambaia Norte
Fonte: Olga Sueli Siqueira de Lima –  9222-5126
Reportagem: http://videos.r7.com/aposentado-e-atropelado-e-morre-em-samambaia/idmedia/5569f3990cf25bc535eff6e6.html

Passeio ciclístico pede ciclovias nas rodovias que integram o DF

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“A bicicleta integra as cidades”. O tema do 13º Passeio Anual Rodas da Paz ressalta a possibilidade de viver a cidade utilizando a bicicleta como meio de transporte. A frase aponta também a necessidade de integração das regiões administrativas do Distrito Federal por meio de ciclovias. O evento deve reunir 6 mil pessoas no dia 26 de julho. O Museu Nacional é o local de concentração, a partir das 8h da manhã.

A lei distrital 3.639 – que prevê a construção de ciclovias nas rodovias – completa dez anos no mês do passeio, julho. Porém, os ciclistas ainda não viram atendidas, por exemplo, suas demandas pelas ciclovias da EPTG e da Estrutural. As vias segregadas para os usuários de bicicleta nas rodovias poderiam significar o respeito e proteção à vida. A cada dia, 200 mil pessoas saem do entorno para vir ao DF. Afinal, a área central concentra grande parte dos empregos, fazendo com que milhares de trabalhadores se transportem diariamente por essas distâncias.

A Rodas da Paz acredita que o deslocamento pelas estradas parques poderia ser muito mais agradável, sob o céu de Brasília e por entre áreas verdes – em vez do congestionamento e poluição atuais. Os cidadãos, ao utilizarem a bicicleta, vivenciam o caminho: veem as árvores e animais do cerrado, cumprimentam as pessoas, param no comércio local, formam laços sociais e afetivos.

O objetivo do evento é promover o uso deste veículo, que é barato, de fácil acesso, não poluente e saudável. O passeio é aberto ao público de todas as idades, agregando ciclistas já habituados com a prática e também iniciantes. Há inclusive um circuito, na Esplanada, voltado para as crianças: o Passeio Rodinhas da Paz. Ciclistas fantasiados de palhaços vão acompanhar a garotada e garantir a segurança no trajeto.

Todos os participantes são convidados a se fantasiarem e decorarem as bicicletas para comemorar o direito à cidade. Também serão realizados sorteios de brindes, em especial para as pessoas que chegarem no horário. Haverá distribuição de material informativo e ações educativas para o trânsito, promovidas pela Diretoria da Educação de Trânsito do DETRAN e também pelo Corpo de Bombeiros.

Não esqueça de se preparar para o passeio. Faça a revisão da bicicleta, passe filtro solar e leve garrafa d’água. A CAESB vai providenciar água para os participantes encherem as garrafas antes da saída. Para chegar até o local do passeio, as bicicletas poderão ser transportadas nos dois últimos vagões do metrô, segundo autorização excepcional da Companhia do Metropolitano do DF para o evento. Orienta-se o uso do cartão flex para carregar o valor de mais de uma viagem e evitar filas nas estações.

No dia do passeio, publique suas fotografias pelo Facebook com a hashtag #RodasdaPaz. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no site www.rodasdapaz.org.br. Compartilhe esta ideia! A bicicleta conecta pessoas, amores, trabalhos, prazeres e a cidade.

Serviço: Passeio Anual Rodas da Paz 2015
Concentração: a partir das 8h do dia 26/07 (domingo)
Local: Em frente ao Museu Nacional
Trajeto tradicional: Museu Nacional, Esplanada, Ponte JK |17km
Trajeto Rodinhas da Paz: Duas voltas na Esplanada |4km
Renata Florentino – 61 9333-7880 |Maurício Pinheiro – 8137-1135
Inscrições: www.rodasdapaz.org.br até 24 de julho
Fotos do Passeio de 2014 para divulgação: circuitos tradicional e rodinhas
Realização: Rodas da Paz
Patrocínio: Conjunto Nacional, Instituto Sabin e Grupo Ágil
Apoio: Administração Regional de Brasília, GDF, Balaio Café, Caiaque Sport, Comércio Verde, Cult 22, Cultura FM, Cycling, Escola VitaBhaya Yôga, Federação Metropolitana de Ciclismo, Girabike, Greens, Sindicato da Habitação no Distrito Federal e Transamérica

XIII Passeio da Rodas da Paz: inscreva-se!

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No dia 26 de julho de 2015, a ONG Rodas da Paz realizará mais uma edição do seu tradicional passeio ciclístico. Além do percurso tradicional até à Ponte JK, haverá pela segunda vez o circuito menor na Esplanada, especialmente para as famílias que irão pedalar com crianças pequenas, o Passeio Rodinhas da Paz!

Todo ano, o evento reúne milhares de ciclistas. Trata-se de um momento importante de garantir visibilidade para a causa da mobilidade sustentável e da paz no trânsito e também para reforçar o compromisso do governo com melhorias nas condições de mobilidade da população.

O passeio se transforma numa verdadeira festa, que conta com a presença de ciclistas de todas as idades e, também, de patinadores, skatistas e corredores. Além disso, é gratuito, aberto para toda população do Distrito Federal e independe da inscrição prévia, mas apenas os inscritos participam da distribuição de camisetas.

FAÇA SUA INSCRIÇÃO!

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SAIBA MAIS SOBRE O TEMA DO PASSEIO 2015
A BICICLETA INTEGRA AS CIDADES
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O céu do planalto central oferece um horizonte lindo e irresistível. Ir cada vez mais longe, por entre as cidades do DF pode ser igualmente empolgante. Não seria de tirar o fôlego se as Estradas Parques tivessem áreas verdes ao seu redor, no lugar de tanto congestionamento, barulho e poluição? Ir de bicicleta de uma cidade a outra do DF poderia ser muito mais fácil do que é. Na semana do 13º Passeio Anual da Rodas da Paz, a lei distrital sobre a previsão de ciclovias em rodovias completa dez anos, com um longo caminho pela frente para se tornar efetiva.

Se a lei 3.639 ainda não saiu do papel, cada vez mais bicicletas saem das garagens e tomam as ruas do DF. É uma tendência irreversível para o DF, que aponta rumo à mobilidade sustentável. A bicicleta tem emissão zero de poluentes, enquanto que o passageiro de um carro emite em média 126g de CO2 por km percorrido, além de outras substâncias nocivas à saúde. Na EPTG, por exemplo, isso significa que após uma pessoa rodar 12 km de carro, 1,5kg de gás carbono são liberados na atmosfera.

O Plano Piloto concentra 47,7% dos empregos do DF e milhares de trabalhadores se transportam diariamente até essa região. Além dos grandes deslocamentos que acontecem entre as cidades daqui, a cada dia, 200 mil pessoas saem do entorno para vir ao DF.  O desenho urbano distrital, construído no auge da indústria automobilística nos anos 60, privilegiou a ligação entre as suas cidades e bairros por meio de vias largas e de alta velocidade. Por isso, temos hoje muitas rodovias em áreas urbanas, o que é um dos fatores responsáveis pela violência no trânsito. De acordo com os dados do DETRAN-DF, mais da metade das mortes de ciclistas no DF acontece em rodovias.

O nosso desejo é por mais vias cicláveis, menores limites de velocidade e ciclovias em todas as rodovias do DF. Para a Rodas da Paz isso significa a convivência pacífica e harmônica, como também a possibilidade de que mais gente tenha chance de viver a cidade com todas as suas oportunidades.

Uma mobilidade eficiente, que dê mais atenção aos pedestres e ciclistas, permite a criação de laços sociais e afetivos mais fortes entre os habitantes de um território. A bicicleta é um importante instrumento de transformação do cenário atual, pois reúne as pessoas e coloca em contato todos aqueles que utilizam nossos espaços públicos. A bicicleta conecta amores, trabalhos e prazeres na cidade.

PERCURSO TRADICIONAL

Percurso adulto

PERCURSO RODINHAS DA PAZ

Percurso infantil