Arquivo mensais:julho 2014

DER-DF oferece resposta vaga sobre ciclovias em rodovias

A Rodas da Paz participou, no dia 28 de julho de 2014, de reunião com o Departamento de Estradas e Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), convocada pelo órgão, após provocação feita por meio do Oficio_9b_2014_Reunião_DER.

Estiveram presentes na reunião representantes da Rodas da Paz e os senhores Murilo dos Santos Melo, Superintendente de Trânsito do DER-DF, e Samuel Dias Junior, Superintendente Técnico do DER-DF.

A Rodas da Paz procurou o DER-DF devido à situação grave em que quatro fatalidades com ciclistas ocorreram no espaço de um mês nas rodovias distritais e federais, no Distrito Federal. Nesse sentido, foi solicitada audiência para intercambiar informações sobre os projetos previstos, discutir as perspectivas de planejamento cicloviário nas vias de sua competência e de parceria para promover efetiva participação da sociedade.

Foi colocado pelos representantes do DER-DF que a questão do uso de bicicletas como meio de transporte, no contexto de uma política cicloviária, é relativamente nova e se propôs a dialogar com o intuito de que as falhas que existam na execução das políticas voltadas ao ciclista sejam sanadas.

Foi informado pelo DER que o projeto de ciclovia para a EPTG, em seu estágio atual, encontra-se em seus departamentos técnicos, para correções, após ter sido enviado à Secretaria de Obras do GDF e esta ter devolvido o projeto ao órgão de origem, alegando insuficiência técnica para licitação da obra. A informação do DER-DF é de que o projeto que está sendo feito considera o traçado de uma ciclovia sobre o canteiro central da rodovia e que não haveria espaço para execução da obra nas laterais.

Em relação às campanhas educativas, outro pilar para que a segurança do ciclista seja minimamente garantida, o DER-DF informou que atua voltado a outros veículos como automóveis, caminhões e ônibus. Campanhas educativas orientadas a ciclistas e pedestres são de responsabilidade do DETRAN-DF.

A Rodas da Paz lembrou as recentes mortes nas rodovias e condenou a crescente tendência de veiculação que vem sendo dada no sentido de culpabilizar as vítimas por estarem circulando em locais onde não há ciclovias ou, onde existem, por não estarem nela.

Colocou também que, neste Governo, tem mantido diálogo com o poder público na tentativa de implantar estruturas cicloviárias, para além de meras ciclovias, ressalta-se, em locais realmente necessários, e apontando as falhas nas decisões que vêm sendo tomadas, porém sem ter suas reivindicações atendidas.

Especificamente sobre a ciclovia da EPTG, expôs motivos para que o traçado proposto pelo canteiro central seja revisto por diversas questões, entre elas, a concentração de poluentes atmosféricos e sonoros naquele local. O DER-DF solicitou que as ponderações da Rodas da Paz fossem enviadas para serem incorporadas ao projeto atualmente em revisão. O projeto em análise será solicitado ao DER-DF.

Sobre as demais rodovias distritais não foi informado maiores detalhes de projetos cicloviários para elas.

A Rodas da Paz externou ao DER-DF seu desejo de que, diferentemente do que existe hoje, sejam empenhadas as melhores soluções de engenharia e de construção para as obras direcionadas aos ciclistas, tal qual as aplicadas nas imensas obras de expansão das rodovias destinadas a incrementar o fluxo de veículos automotores, o que evidenciaria a disposição do Governo em, realmente, considerar os benefícios que a bicicleta pode trazer ao trânsito cada dia mais caótico do Distrito Federal.

O GDF, quando executa obras destinadas a ciclistas, o faz de forma sofrível, sem considerar a utilidade efetiva do que está sendo construído, consumindo, sobretudo, recursos públicos. Trechos que se deterioram sozinhos em menos de um ano (às vezes imediatamente após a construção), trajeto ineficiente, pontos de conflito mal resolvidos, sinalização precária ou inexistente e contratação de empresas responsáveis pela construção de capacidade duvidosa são exemplos que não devem se repetir nas próximas obras destinadas aos ciclistas.

Por fim, a Rodas da Paz reiterou que sejam intensificadas campanhas educativas para os motoristas, na esperança de tentar mitigar a direção criminosa e intolerante que vem, perigosamente, se alastrando no Distrito Federal.

Metrô DF libera vagão extra para transportar bicicletas no dia do Passeio da Rodas!

metrô bicicleta vagão

O público do passeio da Rodas pediu, nós fomos atrás e o Metrô-DF atendeu! Dia 10 de agosto vai acontecer o 12º Passeio Anual da Rodas da Paz , e dessa vez quem for de metrô para a concentração poderá contar com dois vagões para se acomodar!

Em 2013 fizemos o mesmo pedido para o Metrô, que respondeu na época que não poderia nos atender. Depois de realizado o passeio, foram muitos os participantes que relataram ter ido participar e utilizaram a bicicleta integrada ao metrô para chegar na concentração do passeio no Museu da República. Uma reclamação que recebemos foi a que um vagão era muito pouco para a demanda de ciclistas que utilizaram o metrô no dia. Recebemos muitas fotos dos vagões cheios e as estações acumulando ciclistas em filas enormes esperando o próximo metrô para seguir viagem para casa.

No planejamento do Passeio deste ano retomamos esse feed back que recebemos dos participantes. Refizemos o pedido de um vagão extra para transportar ciclistas e enviamos para o Metrô com bastante antecedência! Já tivemos resposta e ela foi positiva! Veja aqui o ofício resposta que recebemos.

E assim vamos melhorando o Passeio e colocando em prática o que acreditamos, com sugestões dos participantes acompanhadas de apoio governamental para transformarmos o DF num lugar cada vez mais sustentável na sua política de transportes! Muito importante a atitude do Metrô de tomar uma nova posição em relação ao nosso pedido!

Dia 10 de agosto, venha pedalar conosco! E se for de metrô, já sabe, nesse dia haverá dois vagões para acomodar as magrelas.

Encontro com Grupos de Pedal do DF – Sábado, 05 de julho

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Neste sábado, 5 de julho, a Rodas da Paz organizou um encontro aberto em sua sede com diversos grupos de pedal do DF a fim de discutir a realização do 12º Passeio Anual da Rodas da Paz, previsto para 10 de agosto. A nossa proposta é fazer um evento colaborativo, ouvindo a opinião e coletando sugestões dos grupos para a melhor organização deste tradicional passeio.

A experiência dos grupos é muito importante para garantir a segurança dos participantes tanto no percurso do passeio quanto no trajeto até a concentração.

Foi formada uma equipe de coordenação de batedores, com lideranças dos grupos PedalaGama, Tartarugas do Cerrado e Pedal dos Doidos. Aguardamos também a confirmação do Rebas do Cerrado. Essa equipe será responsável por cadastrar os batedores, animar outros grupos a participarem com seus integrantes e formar bondes para acompanhar os ciclistas até o local da concentração e durante todo o trajeto.

Vale lembrar que haverá esse ano dois circuitos. Além do roteiro tradicional, haverá também um roteiro menor, para crianças, batizado de circuito Rodinhas da Paz.

Sugerimos que a lista de batedores voluntários dos grupos seja concluída até o dia 31 de julho. Haverá um momento posterior para passar instruções mais detalhadas aos batedores. Também será agendada reunião com a PM, que também costuma fazer o acompanhamento e proteção dos participantes.

Os bondes que sairão de cada região serão divulgados na página da Rodas da Paz. Para isso, é preciso que cada grupo que pretende vir junto ao passeio envie as seguintes informações para o e-mail [email protected] :

Nome do Grupo / Site / Facebook

Local de Encontro

Horário de Saída

Horário de Retorno

Rota

Pessoa de contato

Diversos grupos do Guará (Chicos Bike, Lobo Guara, Viclovia, Capitão Bikes, Curinga e Hdal), entre outros grupos de outras regiões, como os Calangos do Cerrado, Círculo do Pedal, Rapaduras Bike e Coroas do Cerrado, embora não tenham podido estar presentes, já confirmaram adesão ao passeio.

Contamos com a participação e apoio de todos. Juntos, vamos encher as ruas e trilhas do DF de bicicletas, deixar a cidade um pouco mais bacana e mostrar porque a ‘Bicicleta gera Gentileza”.

Vídeo dá dica para ciclistas de como usar saia na bicicleta

Você é menina? Gosta de usar saia? Gosta de andar de bike? Não sabe como conciliar as duas coisas?

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Um vídeo de um minuto tem uma dica pra você:

http://vimeo.com/98808131

O vídeo é parte de uma campanha que pretende arrecadar dinheiro para a equipe de ciclismo feminina do Afeganistão. Mais detalhes aqui:

We love bikes. We love skirts.

But sometimes these two don’t mix well. 

Which is why we came up with Penny in Yo’ Pants, an easy solution to making your skirt bikeable.

Buy one or ten.

This isn’t just about skirts. We are currently making a slicker model of Penny in Yo’ Pants to make it even easier to cycle with a skirt and prevent the inevitable puckering of fabric. Not only are you making your rides better – but by buying a Penny in Yo’ Pants, you are supporting women across the globe. Part of the proceeds will go to supporting the women’s cycling team in Afghanistan.

Fonte: Brasil Post

 

Viação Marechal: andar de ônibus deve ser irresistível

Um motorista tentou fazer do transporte público, da cidade e do mundo, um lugar melhor. E foi demitido. O motorista e passageiros organizaram uma festa junina no ônibus. E se a empresa pegasse a dica e transformasse numa ação institucional? Leia a história e participe do abaixo assinado aqui.

Carta aberta à empresa Viação Marechal,

Gostaríamos de parabenizar a iniciativa do motorista e passageiros da empresa Viação Marechal que procurou tornar o transporte coletivo mais atraente e acolhedor para a população. Soubemos pelas mídias sociais de festa junina realizada em linha desta empresa cujo itinerário tem como destino a Universidade de Brasília.

O tempo de deslocamento que a população dispende no transporte coletivo costuma ser visto como tempo “morto” na rotina da pessoa. E caso não se invista pesado no transporte coletivo, ficaremos cada vez mais reféns do congestionamento causado pelo excesso de carros nas ruas. De acordo com pesquisa recente do IPEA, no Distrito Federal a população perde mais de 13 dias por ano no trânsito. Iniciativas que tentem reduzir esse tempo de deslocamento, ou ao menos torna-lo mais agradável, merecem todo nosso reconhecimento e apoio.

A iniciativa da festa junina merece ser valorizada em todos os seus aspectos: pela diminuição do stress que costuma envolver o uso diário no transporte coletivo, pela valorização da cultura brasileira e de suas festas populares, pela promoção da interação social entre os passageiros, por dar vida a um momento do dia do qual pouco se espera, além de conseguir um lugar para seguir sentado no coletivo.

Outras iniciativas de trabalhadores rodoviários já conquistaram repercussão positiva mundo afora, assim como esta da linha 339. Um motorista que canta para os passageiros fez fama no município de São Mateus do Norte, outro decorou o ônibus para a Copa do Mundo e São João, um motorista de Cingapura distribui doces para seus passageiros enquanto o de Nova Iorque canta ópera, entre tantos outros trabalhadores anônimos que se empenham para acolher e tratar bem seus passageiros, além de cumprir com sua função de transportar as pessoas com segurança.

Quanto mais iniciativas como essa acontecerem em nossa cidade, mais pessoas se sentirão motivadas a deixar o carro em casa e utilizar o transporte coletivo com frequência, contribuindo para um presente e futuro mais sustentáveis. Essa construção passa necessariamente pela valorização dos trabalhadores do transporte coletivo, profissão que se sabe estressante e de qualidade de vida constantemente ameaçada.

A empresa poderia inclusive criar um prêmio interno para valorizar esse tipo de iniciativa de seus funcionários, motoristas, cobradores ou apoio de manutenção, institucionalizando ações espontâneas e criativas como esta. Desvalorizar ou até mesmo perseguir essas iniciativas é perder a oportunidade da empresa chegar no Distrito Federal mostrando seu diferencial de atuação na promoção do transporte coletivo. A demissão do motorista baseada apenas na promoção dessa festa é um ato que precisa ser revisto. Andar de ônibus deve se tornar irresistível, essa iniciativa contribui para alcançarmos essa realidade.

 Atenciosamente,

Associação Civil Rodas da Paz

Grupo de Trabalho Mobilidade Urbana do Movimento Nossa Brasília