Arquivo mensais:novembro 2013

Interdição de ciclovia na SAUN quadra 05 (próximo L2 norte)

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A ciclovia que passa próximo ao edifício em obras localizado na SAUN quadra 5, bloco C, próximo à via L2 norte, em Brasília-DF, está bloqueada desde o dia 25/11/13.

Maurício Pinheiro, ciclista que utiliza diariamente a ciclovia e voluntário da Rodas da Paz, consultou a empresa responsável para saber o motivo e a duração da interdição.

Segundo as informações obtidas, a interdição foi feita pela empresa responsável pela construção e deve-se à necessidade de interligação das redes de esgoto, águas pluviais e outros do edifício à rede pública.

A previsão de finalização da obra e a liberação do trecho é 20/12/13, conforme informou a empresa. Existe autorização da Administração de Brasília por meio da Licença de Execução de Obras/Serviços nº 32/2013 para que a empresa execute a obra no local.

A mesma Licença prevê a desocupação e recuperação do patrimônio público após a conclusão do serviço.

Pesquisa e texto: Maurício Pinheiro, voluntário da Rodas da Paz

Oficinas de construção das ciclorrotas do DF

Mostre para o GDF quais são os caminhos você faz de bicicleta!

ciclorotas

Os caminhos apontados pelos usuários de bicicleta como os mais usados serão analisados pelo DETRAN, que depois fará sinalização vertical e horizontal na faixa mostrando para os motoristas que ali é uma rua com a presença constante de ciclistas que precisam de atenção!

Esse levantamento dos caminhos mais usados pelos ciclistas pode servir para reivindicar mais estrutura cicloviária para garantir nossa segurança nos trajetos diários!

Fique ligado no calendário das oficinas. Este ano essas atividades vão ocorrer em Sobradinho II, Ceilândia, Planaltina e Gama. As oficinas serão sempre nas sextas das 17:30 às 19:30 e sábado e domingo das 9:30 às 11:30.

22, 23 E 24 DE NOVEMBRO: Sobradinho (Sobradinho II e Fercal): AR 19 conjunto 1 (ao Lado do Restaurante Comunitário) – CEP: 73.063-001

29, 30 E 1 DE NOVEMBRO/DEZEMBRO: Ceilândia QNP 1 – Ceilambódromo – CEP: 72240-100
evento no facebeook aqui

06, 07 E 08 DE DEZEMBRO: Planaltina Av. WL 2, Setor Administrativo (ao Lado do Estádio Adonir Guimarães) – CEP: 73.310-100

13, 14 E 15 DE DEZEMBRO: Gama Setor Central Quadra 51 – CEP: 72.405-510 (próximo ao Bezerrão)

Em caso de dúvidas, ligue para o responsável pelas atividades, Paulo Alexandre, da Casa Civil do GDF:  7816-8537

Esse trabalho é super importante, quanto mais ciclistas colaborarem, melhor a cidade fica.

Veja o resultado do mapeamento das ciclorrotas de São Paulo e Belo Horizonte e o processo da construção das ciclorrotas do Rio de Janeiro:

Mapa das ciclorrotas de São Paulo

Relatório da ONG CicloCidade com sugestões de sinalização da CicloRota

Mapa regionalizado das ciclorrotas de Belo Horizonte

Construção das ciclorrotas do Rio de Janeiro

 

Doe Bicicleta 2013 – Coleta encerrada

DOE BICICLETA 2013

Uma campanha da Rodas da Paz

em parceria com várias cidades do DF

Já encerramos a fase de entrega nos Batalhões da Polícia Militar.

Se você ainda tem bicicleta para doar, nos mande seu endereço que coletamos em casa!

[email protected]

 

Obrigada por trocar as teias aranhas

na sua bicicleta pelo sorriso de alguém.

[email protected]

twitter.com/rodasdapazDF

facebook.com/rodasdapaz

instagram.com/rodasdapaz

Dia em Memória das Vítimas do Trânsito: 17 de novembro

A Rodas da Paz participará do evento do DETRAN neste domingo dia 17 de novembro, em memória das vítimas do trânsito. Haverá atividades entre 9h e 17h, incluindo shows gratuitos.

Convidamos os familiares e amigos de vítimas do trânsito a trazerem fotos para compor nosso mural de homenagem e toda a população do DF para contribuir com nossa caixa de sugestões sobre como prevenir essas perdas.

Estaremos com um estande no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade explicando o significado das ghostbikes, defendendo as zonas 30km/h e com um mural mostrando as regiões com mais atropelamentos de ciclistas no DF.

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Relação das Ghost Bikes do DF:
1 – Pedro Davison – 113 Sul – Eixão – 2006
2 – Igor Torres Pereira – Passarela da Estrutural – 2013 (roubada)
3 – Carol Scartezini – Eixo Monumental – Torre de TV/McDonalds – 2013
4 – Luís Fernando – BR 060 KM 11 – GO – 2013
5 – José Ribamar, Guará II QI 24, próximo à potiguar

Veja o vídeo da campanha:

https://www.youtube.com/watch?v=pnMlPuGriUc

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Brasília merece Prudência – sobre o PPCUB

Nessa quarta às 19h haverá audiência pública para debater o PPCUB no auditório da Câmara Legislativa do DF. Os Urbanistas em Defesa de Brasília recomendam que as pessoas participem usando roupas pretas.
Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/221851827991668/

por Heliete R. Bastos
Vice-presidente do Conselho Comunitário da Asa Sul

Nada mais polêmico do que o tal de Plano de Preservação de Brasília – PPCUB, que virou assunto recorrente na mídia, nas instituições brasilienses que formam a sociedade civil organizada e nos debates calorosos na Câmara Distrital, na Câmara Federal e no Senado. O tema é tão palpitante que chegou às mesas dos botequins. Dá voto e tira voto.

Em várias audiências públicas pude constatar que elas foram sempre tomadas pela insatisfação de quem vê Brasília sendo entregue, acintosamente, à especulação imobiliária.
Falar nas descaracterizações aceitas pelos últimos governos do Distrito Federal que deixam cicatrizes no plano urbanístico da cidade seria, talvez, redundante e cansativo ao leitor. Sem dúvida, todas essas insatisfações são hoje perceptíveis aos brasilienses.

Não seria excessivo ressaltar que a situação atual extrapola o racional e escancara um golpe sem precedentes a ser desferido contra a cidade tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade, desde 1987.

Se há a real intenção de “preservar” as características do sítio tombado, o texto do PPCUB apresentado pelo Executivo foge a esse intento. Carece de um debate mais aprofundado e transparente com a sociedade. O motivo é claro: há muita contradição do debate. Ele está sempre mascarado pelos discursos de nossas autoridades que “defendem” o Bem tombado, mas entregam à iniciativa privada milhares de metros quadrados de áreas públicas para livre especulação.

Vale a pena destacar sete pontos:

1. O PPCUB cria uma caixa preta, pois entrega áreas nobres em mais quinze setores da cidade para projetos futuros. Os moradores não podem aceitar esse cheque em branco dado ao governo do DF, já que as aprovações serão por decreto.
2. O Plano privatiza praticamente, duas centenas de lotes destinados a escolas públicas nas Superquadras e Entrequadras, cuja destinação será fatalmente alterada no futuro e levando incertezas aos moradores quanto a sua tranquilidade.
3. Em uma cidade de apenas 53 anos, o GDF abre mão de seu dever constitucional de oferecer uma educação pública à sociedade, mas garante lotes e facilidades à especulação imobiliária.
4. Ninguém mais vai segurar a ocupação e privatização da Orla do Lago, fato já mais do que constatado. Agora a tal “preservação” do PPCUB vai permitir e liberar de imediato oito lotes de clubes para hotéis que, em um piscar de olhos, se transformarão em condomínios fechados.
5. Quem vai impedir que outros clubes busquem isonomia na Justiça? Sei de empreiteiras que estão em alerta máximo, só esperando a hora do ataque.
6. O simbólico Eixo Monumental, em sua parte leste, ganha nova classificação como parque público ou parque urbano, abrindo, assim, um leque de possibilidades de uso dos mais diversos.
7. A parte Oeste do Eixo Monumental será objeto de novos parcelamentos para atividades ditas “culturais e educacionais” (centros de treinamento), atividades comerciais e de prestação de serviços, sem explicitar se serão usos complementares e não permitidos em edificações isoladas. Um adensamento que desfigurará o Plano original de Lucio Costa e deixará os artistas construtores, como o próprio JK, arrepiados com tanta ousadia.

A verdade é que o tão questionado “Plano de Preservação” deixa Brasília em risco. Nunca na história dos governos do Distrito Federal nos vimos, como agora, tão encurralados pela desmedida pressão de grupos econômicos na apropriação de áreas públicas.
A gestão governamental do patrimônio cultural é frágil. Local e nacional. Aliás, nunca esteve tão frágil tanto politicamente como tecnicamente. Esta fragilidade significa uma gestão temerária do Patrimônio. Mais grave ainda, uma conivência nos crimes a favor da ocupação indiscriminada do solo, inclusive o subterrâneo e o aéreo. Brasília corre risco em todos os níveis.

A Capital pede um momento de prudência. Se os parlamentares julgarem oportuno aprovar esse PPCUB, como exigido pelo GDF, que o façam. Mas saibam: são coniventes com um crime que só vai beneficiar as grandes e poderosas empresas que nos enxergam como cifrões, em desfavor de um bem de excepcional valor universal que é Brasília.
Da mesma forma que os nomes dos que fizeram deste sítio Patrimônio da Humanidade estão escritos para sempre em letra de ouro no céu de Brasília, também os nomes de quem ousa comprometer o Plano Original do dr. Lucio – com este PPCUB – estarão marcados para sempre na história de uma cidade que se vê hoje como joguete nas mãos de inescrupulosos e aventureiros.

Volto a dizer: Brasília merece atenção e carinho.