Arquivo mensais:setembro 2013

Por mais gentileza

O 1º Passeio Ciclístico da Primavera pelo Dia Mundial Sem Carro reuniu organizações voltadas para a segurança dos ciclistas: conscientização

O 1º Passeio Ciclístico da Primavera pelo Dia Mundial Sem Carro reuniu organizações voltadas para a segurança dos ciclistas: conscientização

Todos unidos com o mesmo objetivo: um trânsito mais gentil. Além de ter colorido e animado o Eixão de Lazer, o 1º Passeio Ciclístico da Primavera pelo Dia Mundial Sem Carro, promovido pelo Correio Braziliense, reuniu pessoas de diferentes tribos para pedir mais gentileza na convivência urbana. Dessa forma, representantes de instituições não governamentais como da Rodas da Paz e do Pedal Noturno marcaram presença no passeio e comentaram sobre a necessidade de atenção os ciclistas.

A responsabilidade por um trânsito mais cidadão deve ser dividida, na avaliação da coordenadora do Pedal Noturno, Kátia Luciene Ramos Rodrigues. Para ela, ciclistas, pedestres e motoristas devem saber quais são as suas atribuições e respeitar as dos outros. “Todos têm de fazer a sua parte. Bicicleta não é brinquedo, é veículo. O pedestre também precisa se conscientizar dos locais em que ele pode circular com mais segurança ”, afirmou.

Mais do que ampliar a malha cicloviária no Distrito Federal é preciso garantir a manutenção da existente, segundo o vice-presidente da ONG Rodas da Paz, Phillip James. “Prefiro apenas 60km de ciclovias bem-conservadas e sinalizadas a 600km de baixa qualidade”, disse. Ele cita as de Santa Maria e de São Sebastião como exemplos em que essa preocupação foi deixada de lado. “Nelas, há trechos em que o calçamento está danificado, quebrado. Faltou manutenção, e elas acabaram abandonadas pelos ciclistas”, denuncia.

A necessidade de se investir em educação no trânsito também é destacada por James como fator que garante o bom funcionamento das ciclovias. “Elas só vão realmente dar certo quando houver campanhas educativas que ensinem o papel do ciclista, do pedestre e do motorista no trânsito”, conta. Ele reclama ainda que a sociedade civil não foi ouvida pelas autoridades quando houve a implantação das pistas exclusivas no Plano Piloto, por exemplo. “Há problemas graves de localização e de sinalização.”

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“Elas (as ciclovias) só vão realmente dar certo quando houver campanhas educativas que ensinem o papel do ciclista, do pedestre e do motorista no trânsito” Phillip James, vice-presidente da ONG Rodas da Paz

Paixão

Além dos representantes de organizações e entidades ligadas à seguranças dos ciclistas, pessoas comuns que incentivam a mobilidade urbana reforçaram o pedido por mais respeito. O advogado Kleber Barros, 51 anos, participou do passeio com a mulher e a filha. “Gostamos muito de pedalar juntos. É a nossa atividade em família. Além de passarmos um tempo juntos pedalando, nós viemos pedir paz. Acredito que só há paz com consciência coletiva, quando todos se colocam no lugar do outro. Então, viemos ao passeio para pedir um trânsito menos violento, mais gentil”, contou Kleber.

Pai, mãe e filha. Todos sobre as duas rodas da bicicleta adaptada pelo analista de marketing Ricardo Henrique Barros Moreira, 30 anos. A paixão pela magrela começou na infância, quando Ricardo passava os dias na loja especializada em bikes do pai. “Desde que eu tinha a idade dela, eu já estava entre as bicicletas”, brinca, apontando para a filha, Luanna Rosa, de 2 anos e meio. Hoje, é a pequena quem pede a ele e à mãe para pedalar. “Se deixarmos, ela quer andar todos os dias. Ela adora”, explica a comerciária Keila Kamili Rosa, 30 anos.

Fonte: Correio Braziliense – Maria Julia Lledó, Maryna Lacerda, Gabriella Furquim

Desafio Intermodal – Brasília 2013

Foi realizada no dia 23 de setembro a quinta edição do Desafio Intermodal de Brasília. O Desafio ocorre em várias cidades do Brasil, sempre em uma data próxima ao dia mundial sem carro e se propõe a avaliar a eficiência de diversos meios de transporte num trajeto tradicional da cidade. A proposta é avaliar não apenas o tempo gasto para se chegar ao destino final, mas também o custo monetário e a emissão de gás carbônico. Por isso, não basta chegar em primeiro lugar: o impacto ambiental e o peso do transporte no orçamento no final do mês também contam.

Este ano, 13 voluntários saíram no mesmo horário (7:57:20) da Qe 07 do Guará I até o Museu Nacional, num percurso que variou de 13 a 15 km, de acordo com o trajeto escolhido. Foram 10 modalidades de deslocamento avaliadas, incluindo deslocamentos mistos: Carro, Taxi, Ônibus, Metrô, Bicicleta Mountain Bike, Bicicleta Speed, Bicicleta Fixa, Bicicleta Urbana + Metrô, deslocamento a pé (caminhada) e corrida leve1.

1 O voluntário que viria de Moto, uma importante modalidade a ser avaliada, não pode comparecer por problemas de saúde.

Os “desafiantes”

Desafio Intermodal 2013 Brasília DF

O percurso

Percurso Desafio Intermodal 2013 Brasília DF

Bicicleta foi o meio de transporte mais eficiente no Desafio Intermodal de Brasília

Roberto Ramos, Técnico em Radiologia, 31 anos, fez o percurso em 21 minutos e 50 segundos, tendo sido o primeiro participante a chegar, utilizando uma bicicleta do tipo Mountain Bike. Roberto fez o caminho passando pelo parque da cidade e reclamou da falta de estrutura cicloviária e de campanhas educativas.

Menos de dois minutos depois, Raphael Dorneles, Secretário Executivo da Rodas da Paz, chegou conduzido por um Táxi, desembolsando R$33,00 (pago pela organização do evento). Raphael explicou que teve sorte por ter avistado um taxi vazio passando no momento da saída. Assim, não precisou procurar um ponto nem ligar para pedir um táxi. O táxi chegou praticamente junto com o carro, conduzido pelo pesquisador Sady Fauth e a bicicleta fixa, guiada pelo estudante Lucas Souza, com pouco mais de 1 minuto de diferença.

A partir de então, os demais ciclistas foram chegando, com mais uma bicicleta fixa, conduzida por Mateus Silva, duas bicicletas esportivas do tipo Speed (Phillippe Thibault e Lucas Vieira), e uma mountain bike, guiada por Caroline Almeida). As bicicletas, independente do tipo, foram mais eficientes que todas as alternativas de transporte público.

O tempo do deslocamento misto Bicicleta Urbana e Metrô, feito por Nairara Lima, de 39 minutos e 12 segundos, indica também que a bicicleta pode ajudar a poupar o tempo de quem utiliza o transporte público. Apesar do metrô estar relativamente cheio, Nairara pode entrar no último vagão do primeiro trem que passou, tendo sido ajudada pelos demais passageiros, que abriram espaço para que entrasse com a bicicleta (e já haviam duas bicicletas de outros passageiros).

De ônibus, Pedro Piccolo, chegou 5 minutos depois da combinação bicicleta-metrô. Pedro conseguiu um assento no ônibus e veio lendo o jornal do dia, porém, reclamou do calor intenso e do fato do ônibus balançar exageradamente. Anderson Paz, que fez o trajeto de metrô (tendo que caminhar a até a estação), chegou mais de 11 minutos depois do ônibus.

Os participantes que fizeram o percurso a pé (corrida leve e caminhada), foram os que tomaram mais tempo e tiveram mais dificuldades. Sem opções de deslocamento seguro, tiveram várias dificuldades para atravessar vias,criticando a falta de sinalização e tendo que dar muitas voltas e até seguir pelo canto das ruas que não tinham calçadas ou que estavam danificadas.

Um dos participantes que fez o percurso a pé, o corretor de seguros Wesley Moura, acabou torcendo o tornozelo devido a uma calçada irregular e ao final do evento teve que ir ao médico fazer uma radiografia. Apesar de este ser um trajeto muito longo para ser feito a pé todos os dias, os participantes afirmaram que as condições para se fazer pequenos trechos são as mesmas.

Veja abaixo a tabela com os resultados iniciais, classificados pelo tempo gasto no percurso.

Resultados Desafio Intermodal 2013 Brasília DF

Desafio Intermodal 2013 - Brasília - DF

Desafio Intermodal 2013 Brasília - DF

Roberto Ramos fez o percurso de bicicleta em 21m30s e foi o primeiro participante a chegar.

Critérios de avaliação

Se levarmos em conta fatores como a emissão de monóxido de carbono por passageiro, a emissão de ruídos e o custo financeiro da viagem, pode-se verificar que a liderança da bicicleta como meio mais eficiente vai muito além do tempo de deslocamento, tendo diversos benefícios coletivos.

Embora tenham sido mais lentos, o ônibus e o metrô também ganham do carro e do taxi nos critérios de sustentabilidade ambiental e custo social, já que são mais baratos e transportam muito mais passageiros, ajudando também a evitar congestionamentos.

Observações

Confirma-se, pelos resultados do Desafio Intermodal, que há uma inversão de prioridades no investimento dos recursos públicos, com maiores gastos nos meios menos eficientes.

Apesar de praticamente não haver estrutura cicloviária no trajeto e de grande parte dos motoristas não conhecer as regras em relação à bicicleta como meio de transporte, esta se mostrou uma alternativa extremamente eficiente e viável. Nesse sentido, o uso da bicicleta deveria ser incentivado e estimulado por meio de políticas públicas de ampla dimensão.

O custo baixo de implementação de estrutura cicloviária, a praticidade, inclusive sendo possível ser associada ao transporte público, a maior liberdade para escolha de caminhos alternativos, sem emitir poluentes, o bem estar proporcionado indicam que a qualidade de vida na cidade pode melhorar consideravelmente com o planejamento adequado e a valorização da bicicleta na agenda política atual.

Vale considerar que uma atuação desse tipo, visando aumentar a segurança de todos, requer medidas como a redução dos limites de velocidade e o aumento da fiscalização. Especial atenção deve ser dada aos pedestres, pois antes de condutores, todos somos pedestres.

Para conferir todas as fotos do Desafio Intermodal 2013, visite nosso álbum de fotos no Flickr.

Fotos: Antonio Luis Silva Santos, Sabrina Mendes e Rodas da Paz.

Lei Distrital do Dia Mundial Sem Carro

LEI Nº 3.721, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2005

DODF DE 21.12.2005

Institui no Distrito Federal a jornada Na Cidade Sem Meu Carro, bem como o dia da
Mobilidade e da Acessibilidade em favor do uso da bicicleta.

O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, FAÇO SABER QUE A CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO

FEDERAL DECRETA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:

Art. 1º Ficam instituídos no Distrito Federal a jornada “Na Cidade Sem Meu Carro”, bem como o dia da Mobilidade e da Acessibilidade em favor do uso da bicicleta, a serem comemorados no dia 22 de setembro

§ 1º A jornada “Na Cidade Sem Meu Carro” e o dia da Mobilidade e da Acessibilidade em favor do uso da bicicleta fica incluídos no calendário oficial de eventos do Distrito Federal.

§ 2º A adesão à jornada bem como a não utilização de automóveis no dia 22 de setembro é voluntária.

Art. 2º Compete ao Poder executivo por meio da Agência de Infra-Estrutura e Desenvolvimento Urbano e da Secretaria de Estado de Transportes organizar atividades que promovam o fomento do não uso de carros pela população, bem como incentivem utilizar o transporte alternativo ao automóvel no dia 22 de setembro

Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 19 de dezembro de 2005

118º da República e 46º de Brasília

JOAQUIM DOMINGOS RORIZ

Rodas da Paz abrirá sua lojinha nesse domingo no Eixão

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Muitas pessoas nos procuram perguntando sobre como apoiar a Rodas da Paz. Agora você pode ajudar a gente a manter nossas atividades de forma independente! Na lojinha da Rodas você encontra produtos super úteis para usar no seu dia a dia de bike.

A lojinha vai funcionar durante toda a Festa Ocupa Eixão no domingo, dia 22, Dia Mundial Sem Carro.

Leve dinheirinho no bolso que teremos produtos bem legais a venda nesse domingo!

Camiseta Rodas da Paz 10 anos: a camiseta que foi sucesso de público e crítica no Passeio Anual da Rodas pode ser agora adquirida por R$20,00, garanta a sua!!

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Plaquinhas um carro a menos: dê o recado na sua bike: uma bicicleta a mais é um carro a menos nas ruas! Teremos 3 modelos de desenho: ciclista masculino, ciclista feminino e bicicleta com cadeirinha para criança. Cada uma custará R$10,00.

 

 

Boné: Um bonezinho bacana para se proteger do sol, vai estar a venda por R$10,00!

Colete refletivo: o ciclista deve ser visto, isso aumenta muito a segurança no dia a dia e previne acidentes! Esse colete vai custar apenas R$30,00, e ainda vem estilizado com a logo da Rodas da Paz!

colete

 

Venha dar o seu recado de mobilidade na Festa Ocupa Eixão.

E passe na lojinha.
Eixão do Lazer embaixo do viaduto do Setor Bancário Norte #OcupaEixão =)

Mais informações sobre o evento: http://vai.la/3dmb

Fórum Sergipano da Bicicleta: cidades em movimento

#FSBICI

De 27 a 29 de setembro Aracaju vai sediar o Fórum Sergipano da Bicicleta: cidades em movimento. O evento promovido pelo ONG Ciclo Urbano tem o objetivo de discutir a inclusão da bicicleta como meio de transporte sustentável em Sergipe.

O Fórum é uma oportunidade para reunir a sociedade civil, o poder público e a iniciativa privada durante os três dias do evento. No encontro acontecerá palestras e debates sobre temas relacionados a infraestrutura urbana voltada para mobilidade sustentável no Brasil.

Ao longo do evento, vários temas estarão em pauta, entre eles: os principais problemas enfrentados por quem usa a bicicleta como meio de transporte, soluções para esses problemas, planejamento cicloviário, educação, políticas públicas, infraestrutura urbana, meio ambiente, saúde coletiva e economia.

Além de contar com a presença de grupos locais que compartilharão sua experiência, o evento contará também com palestrantes renomados no cenário de cicloativismo nacional. Zé Lobo (Associação Transporte Ativo); João Paulo (Bike Anjo); Renata Falzoni (ativista e vídeo-repórter da ESPN); Altamirando Moraes (Sub-Secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro); Thiago Benicchio (ONG Ciclocidade); Nelson Felipe (SMTT); Luciana Rodrigues (UNIT) e Waldson Costa (ONG Ciclo Urbano).

Durante o evento também será promovido um passeio ciclístico, Escola Bike Anjo e o workshop Mão na Roda, onde os participantes aprenderam a desenvolver a manutenção de suas bicicletas.

O Fórum Sergipano da Bicicleta é gratuito e para participar basta se inscrever no site do evento. Maiores informações e programação completa no site: http://www.fsbici.com.br

Homenagem a Luis Fernando Pereira

Familiares e amigos de Luis Fernando Pereira, mais uma vítima da violência no trânsito do DF, organizaram uma homenagem no sábado 31/08 às 16h em sua memória. Nesta tarde, foi instalada uma bicicleta branca no Km 11 da BR 060 para simbolizar a vida perdida e alertar a todos os motoristas sobre a importância do respeito respeito aos ciclistas e pedestres que utilizam a rodovia. Veja as fotos da homenagem abaixo.

A Rodas da Paz se solidariza com a família de Luís e apela a todos, sociedade e seus governantes, para que nos unamos pela mudança do paradigma de mobilidade de nossas cidades, para que mais famílias não prossigam sendo enlutadas com a perda de seus entes, vitimas de um trânsito violento.

Após conversarmos com sua esposa, Maira, decidimos publicar o vídeo abaixo em homenagem ao Luis, que era, além de ciclista, um grande fã dos Paralamas do Sucesso. Dois músicos da banda, João Barone e Bi Ribeiro, nos receberam de forma calorosa após solicitarmos este depoimento. O vídeo foi gravado no mesmo dia da instalação da bicicleta branca, durante o festival Porão do Rock.

Veja o Vídeo da cobertura da instalação da Ghost Bike, feita pelo SBT, clicando aqui.

Carta sobre Conselho de Mobilidade e Acessibilidade foi protocolada no Buriti

instaentregaGrupo de ciclistas protocolou hoje a entrega da Carta que pede criação de Conselho de Mobilidade e Acessibilidade no gabinete do Governador. A carta pedindo criação do Conselho de Mobilidade conforme a Lei da Política Nacional de Mobilidade Urbana contou com 33 assinaturas.

Entrega para Secretário de Transportes já havia sido feita
No dia 29 de agosto a carta foi entregue em mãos para o Secretário de Transportes do DF, José Vásquez. O Secretário Executivo da Rodas da Paz, Raphael Dorneles, sugeriu que o Secretário se tornasse o interlocutor dessa demanda no governo, confira o vídeo.

O Secretário afirmou que de fato falta uma instância democrática de diálogo atualmente no GDF para tratar do tema e apontou ainda que há de se pensar na dinâmica de funcionamento desses espaços. “O governo do DF carece de uma instância de discussão de mobilidade com a sociedade. Não existe dentro da estrutura burocrática um conselho onde realmente a sociedade possa se sentir representada.” Também foi dito pelo Secretário que o atual Conselho de Transportes não é democrático. Confira em vídeo.

Já a presidente do Metrô, Ivelise Longhi, fez uma fala sugerindo a incorporação de novas tecnologias para viabilizar a incorporação da sociedade no debate das políticas públicas e analisou que projetos que contem com a sociedade em sua formulação tendem a ter mais sucesso na sua execução. Vídeo aqui. rapha_carta_secretario

Ciclistas querem mais espaço para circular pelas ruas do DF

Usuários de bicicleta reivindicam a construção de faixas exclusivas nas vias que ligam as regiões administrativas.

Fotos: Judon Targino (Rodas da Paz) e Luís Fortes (Min. dos Transportes)

Fotos: Judon Targino (Rodas da Paz) e Luís Fortes (Min. dos Transportes)

Às 6h da manhã, diariamente, a rotina do servidor público Antonio Luis da Silva Santos (na foto, de capacete branco), 45 anos, começa de uma forma diferente da que a maioria dos habitantes do Distrito Federal – e do restante do país – está acostumada. Morador de Águas Claras, região administrativa do DF, ele utiliza a bicicleta para ir de casa à estação do metrô. Carrega o próprio meio de transporte no último vagão do trem e chega ao trabalho da mesma forma que iniciou o dia, pedalando.

Antônio atua no Ministério do Transporte, localizado no Plano Piloto. Junto com colegas do mesmo prédio e do Ministério das Comunicações, forma um grupo de ciclistas que decidiu “encarar” as ruas de uma forma mais saudável e sustentável, longe dos carros, ônibus, buzinas, estacionamentos lotados e engarrafamentos que estressam a maioria da população. Sob duas rodas, eles tentam fugir do caos do trânsito na capital. No dia 19 de agosto, comemoraram o Dia do Ciclista.

“Quando andamos de bicicleta e nos exercitamos, chegamos ao trabalho com mais disposição. É uma sensação diferente de estar em um carro, preso em um engarrafamento”, conta Antônio. Adepto da pratica de pedalar há sete anos, ele afirma que esta mudança de hábito lhe permitiu conhecer melhor a cidade e as pessoas. “Você se preocupa mais com questões como meio ambiente e sinalização”, diz à Agência CNT de Notícias.

Apesar de reconhecer que o número de faixas exclusivas para bicicletas tem aumentado na região do Distrito Federal – a meta, segundo a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), é passar dos atuais 240 km de ciclovias e ciclofaixas para 600 km em 2014 -, Antônio espera que as áreas não fiquem concentradas no centro das cidades. “Deve haver mais ciclovias para interligar as regiões administrativas. Não existe uma política neste sentido”, afirma.

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Esta também é uma reivindicação da ONG Rodas da Paz. Segundo a diretora de Relações Institucionais da entidade, Renata Florentino, a maior parte das ciclovias está sendo construída em vias de baixa velocidade, onde quase não há acidentes com ciclistas. A instituição foi criada em 2003 para defender iniciativas por um trânsito mais seguro no DF, integrar os usuários de bicicleta e incentivar as discussões sobre políticas públicas sobre mobilidade urbana.

Renata explica que o Governo do Distrito Federal (GDF) deveria ter um olhar mais integrador sobre a cidade, ao analisar a questão das ciclovias e decidir o que é prioridade para os cidadãos. “É preciso fornecer mais qualidade de deslocamento das pessoas até o ponto de ônibus ou às estações do metrô, faltam locais para guardar a bicicleta com segurança. A diversidade deve ser traduzida nos meios de transporte”, observa.

Conselho de Mobilidade e Acessibilidade

Para firmar a bicicleta como meio de transporte na cidade, o Rodas da Paz cobra a inclusão da sociedade nas discussões, por meio da criação de um Conselho de Mobilidade e Acessibilidade. “Quanto mais a população é envolvida nas discussões, maiores as chances de o governo executar políticas eficientes, não fragmentadas. Brasília não pode virar um grande estacionamento de carros. Estamos construindo áreas mortas”, avalia Renata.

Ouvir a opinião dos cidadãos, acredita a diretora da ONG, pode ser uma prática adotada pelo GDF e que pode contribuir para um melhor aproveitamento dos espaços livres, com a construção de praças e escolas. “Esta diversidade de uso do território deve estar nas cidades. A bicicleta é fundamental neste cenário de compartilhamento, ocupa muito menos espaço, não ‘mata’ uma área pública e não polui o meio ambiente. As pessoas interagem mais com a cidade”, acrescenta Renata.

O Conselho também seria importante para incentivar uma campanha educativa destinada a mudar o comportamento de ciclistas e motoristas. “O respeito à faixa de pedestre é uma lei, por exemplo, mas não podemos contar apenas com a legislação. É preciso uma ação de conscientização. Não adianta apenas criar normas”, pontua a representante do Rodas da Paz.

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Antônio Luis, citado no início da reportagem, também aposta na importância de uma campanha de conscientização. “A bicicleta é um meio de transporte previsto no Código de Trânsito Brasileiro, tem prioridade em relação aos outros veículos automotores. Falta um pouco de cuidado dos motoristas com os ciclistas e pedestres. Uma campanha educativa poderia resolver”, avalia.

Casado, pai de dois filhos, o servidor público revela que só utiliza o carro em casos de extrema necessidade. Mesmo com a rotina um pouco alterada – ele acorda mais cedo para embarcar em um vagão do metrô mais vazio, pois precisa carregar a bicicleta – ele garante que o hábito vale a pena. “O trânsito está cada vez mais caótico, complicado. Para quem tem disposição, é uma oportunidade para ajudar o meio ambiente e ter mais saúde”, finaliza.

Rosalvo Streit

Fonte: Agência CNT de Notícias

Funcionários pedem bicicletários e vestiários em prédios da Petrobras

A Petrobras precisa ter bicicletários e vestiários para todos.

Foi com esse pedido que um funcionário da empresa entrou em contato com a gente — e ele não está sozinho. Uma lista de “interessados em guardar bicicletas em garagens da Petrobras” está sendo feita na internet e já reúne mais de 150 nomes de várias unidades da empresa (não colocamos o link aqui porque a lista não é pública).

O email que recebemos é de um funcionário que trabalha na unidade do Castelo: “O prédio não tem bicicletário apesar de diversas solicitações à Petrobras para a criação de um. A empresa alega que não incentiva esse meio de transporte para os funcionários por considerá-lo inseguro… sem comentários!“, lamenta o ciclista, que pediu anonimato para evitar constrangimentos na empresa.

O pior é que muitos funcionários estão sendo transferidos para o novo prédio na Rua do Senado, um edifício todo modernoso, mas que também não tem bicicletário. Questionado por funcionários sobre a possibilidade da instalação nesse novo prédio, o setor responsável respondeu o seguinte:

“Tendo em vista a falta de ciclovias e de segurança para os ciclistas no centro do Rio de Janeiro, a Petrobras não incentiva o uso de bicicleta como meio de transporte para a força de trabalho. Por essa razão, não haverá bicicletário no Centro Empresarial Senado.”

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— O curioso é que isso é totalmente feito no achismo por uma empresa tão grande, uma vez que eles têm vagas para motos, que são infinitamente mais perigosas que bicicletas — questiona Zé Lobo, da ONG Transporte Ativo —Sim, há segurança suficiente para se ir para o Centro pedalando e muitos já o fazem, mesmo sem qualquer infraestrutura. Inclusive funcionários da Petrobras que precisam estacionar em bicicletários, grades ou postes próximos ao local de trabalho.

Lobo afirma que há anos recebe reclamações de gente da Petrobras, enquanto “INPI, Tribunal de Justiça do Trabalho, Fórum, BNDES, todos têm espaço para seus ciclistas, seja um simples suporte ao lado da entrada como no Fórum ou sistema completo com chuveiro e tudo no INPI”.

O funcionário que nos envou a mensagem usa uma bicicleta dobrável e só consegue entrar no prédio se tiver a bolsa para guardá-la. Caso contrário, não tem onde estacionar. Além disso, o uso do vestiário é restrito para o pessoal da segurança do prédio. Vai entender… Ele diz que conhece outros funcionários que vão pedalando para o trabalho e são obrigados a deixar a bicicleta amarrada em postes na rua.

Armado com estatísticas, Zé Lobo lembra que o risco de acidentes também vale para carros, motos e até transporte público. Cruzando dados do Mapeamento das Mortes por Acidentes de Trânsito no Brasil, da Confederação Nacional de Municipios (2009), e  da pesquisa de Mobilidade Urbana do Ipea, Lobo chegou aos seguintes números:

. Ciclistas são 7% dos deslocamentos e 4% dos “acidentes”
. Carros 24% dos deslocamentos e 27% dos “acidentes”
. Motos 12,6% dos deslocamentos e 22% dos “acidentes”. 

Em meio a isso tudo, pelo menos nós temos a boa notícia das ciclorrotas do Centro, que prometem melhorar muito a infraestrutura para os ciclistas na região central da cidade até 2016.

— As empresas precisam se adequar desde já para a demanda que surgirá e para receber seus funcionários que já pedalam para o trabalho com dignidade e respeito — conclui Zé Lobo.

Então, Petrobras? Vamos garantir que seus ciclistas fiquem seguros e cheirosinhos?

Fonte: Blog de Bike

Dia Mundial Sem Carros: vamos celebrar! Festa #ocupaEixão dia 22/9

O Eixão do Lazer, conquista cultural da cidade por mais de duas décadas, se viu ameaçado em 2008 e em 2013. Nas duas vezes a Rodas da Paz se mobilizou para garantir o funcionamento da maior rua de lazer do país, que fecha aos domingos para os carros e abre para as pessoas, os ciclistas, as crianças, os animais de estimação, os patinadores, os skatistas, os vendedores de coco e pastel. O hábito de abrir o Eixão para as pessoas se tornou lei em 2012, é a Lei Distrital 4.757.

Em maio de 2013, o Secretário Extraordinário da COPA, Cláudio Monteiro, inventou exceções para o funcionamento do Eixão de Lazer: em dia de eventos no Estádio Nacional Mané Garrincha o Eixão seria aberto para os carros, não para as pessoas. Essa medida foi questionada por diversos grupos, afinal, o próprio governo anunciava que as pessoas poderiam se deslocar a pé na Copa.

Mobilidade Sustentável no discurso sem se refletir na prática não colou, e mais de 100 pessoas compareceram à mobilização #ocupaeixão que a Rodas da Paz conseguiu organizar em apenas 3 dias, já que a população foi avisada apenas na quarta feira sobre o fechamento do Eixão no domingo do dia 27 de maio.

#Vitória Desde a mobilização do #OcupaEixão, aconteceram mais 5 jogos no Mané Garrincha em dia de domingo ou feriado e o Eixão do Lazer continuou funcionando. Os jogos foram:
Vasco x Flamengo 14/7
Flamengo x Atlético Mineiro 4/8
Flamengo x São Paulo 18/8
Vasco x Corinthians 25/8
Brasil x Austrália 7/9

Nos reunimos com o DER-DF para conversar sobre a situação.
Virtualmente coletamos 1.638 assinaturas com o apoio da Change.org
E presencialmente foram mais 1.800 assinaturas, coletadas nas tendas Rodas nos Eixos. São mais de 3.000 cidadãos em defesa de uma cidade para pessoas e não para os carros!
Até a Copa do Mundo, seguimos mobilizados para manter o Eixão do Lazer, tentando levar a ideia para outras ruas do DF!

Pra comemorar: dia 22 de setembro vai rolar a festa #OcupaEixão, no viaduto norte da Galeria do  Trabalhador: Dia Mundial Sem Carro DF

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Pra rua a pedalar. Em memória do Igor Gabia

Por Sabrina Duran, Blog Na Bike

À revelia da falta de estrutura cicloviária, da falta de segurança, da violência, da omissão do poder público – de cada um dos seus setores;
à revelia da maldade gratuita das finas, dos xingamentos, das buzinadas, das ameaças, das tentativas de assalto, dos roubos, dos furtos;
à revelia da falta de fiscalização, de punição dos criminosos, das decisões frouxas de juízes que tratam assassinatos e mutilações como acidentes de trânsito e engrossam, assim, o caldo onde se criam novos assassinos e mutiladores;
à revelia da boçalidade das SUVs com um único passageiro, do consumismo, da carrocracia, da redução do IPI do automóvel, da velocidade sempre incompatível com o ritmo natural da vida;
à revelia da morte por nada, da morte pelo material, que é nada, da morte besta dos jovens, dos velhos, dos bons e dos inocentes – sobretudo dos jovens bons e inocentes;
à revelia da tristeza que drena toda a nossa força quando um dos nossos vai
embora;
à revelia de tudo isso que nos intimida, é preciso ir pra rua e continuar pedalando.
É preciso ocupar o espaço que é nosso.
Porque se a gente não ocupa, a barbárie ocupa, e a intimidação se amplia, se ramifica e se enraíza, se sedimenta e se legitima, vira política pública, manchete de jornal, capa de revista, até que um dia o medo vence.
E justo o medo, que consegue ser pior do que a morte do corpo, porque mantém a gente vivo pra ter o gosto de nos matar um pouco mais a cada dia.
Pra rua a pedalar.
Em memória do Igor Gabia.

Porão do Rock e Rodas da Paz. O rock de Brasília vai de bike.

Você pode ir também.

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Legião, Capital Inicial, Plebe Rude, fase inicial dos Paralamas… Nenhuma palavra combina tão bem com Brasília quanto rock. O Porão do Rock é uma das principais manifestações dessa cultura rock de Brasília – que também é pop, MPB, eletrônica, indie…

Em 2013, o festival completou 15 anos. O nome Porão do Rock vem dos estúdios onde as bandas ensaiavam em uma das áreas comerciais da Asa Norte. Daí veio a revista, depois virou ONG e hoje, além de garantir no calendário da cena rock descobertas locais, nacionais e internacionais e valorizar o legado dos dinossauros, o Porão do Rock ainda realiza diversas ações sociais.

Na edição desse ano, uma das ações sociais foi a parceria com a Rodas da Paz, ONG que também completou um aniversário importante em 2013: 10 anos de atividade, promovendo a paz no trânsito e a convivência respeitosa entre as diferentes possibilidades de viver a cidade – carro, moto, skate, bicicleta, a pé.

A parceria Porão do Rock + Rodas da Paz promoveu uma ação inédita: incentivar os roqueiros do DF a irem de bike para os shows. Tarefa nada fácil para a cidade dos carros e de um dos piores sistemas de transporte público do país.

Cerca de 45 mil pessoas compareceram ao maior evento de rock independente do país e, pela primeira vez, um festival desse porte contou com serviço de bike vallet. Por meio dessa ação, o Porão do Rock abriu espaço para debater mobilidade urbana.

A tenda das bicicletas ficou localiza logo à direita da entrada principal no estacionamento do Mané Garricha, endereço oficial do festival Porão do Rock. A partir das 17h, 13 voluntários viraram a noite de olho nas magrelas. Além dos cadeados individuais, os ciclistas roqueiros contaram também com uma tranca coletiva.

Quem quisesse deixar a bicicleta com os voluntários da Rodas da Paz, bastava preencher um cadastro rápido. Cada bicicleta recebia uma tag com os contatos e a identificação individual. Daí era só curtir os shows e voltar depois, para pegar a bicicleta. Nos dois dias de festival, essa experiência levou todo mundo a uma só conclusão: rock dá pedal pra valer. No sábado, o paraciclo de 4m, exclusivamente produzido para a ação, ficou lotado. Já eram 4 horas da manhã quando o ultimo ciclista veio retirar a sua bike.

Mais de 30 ciclistas do chamado plano piloto – Asa Norte, Asa Sul, lagos – e de outras regiões do DF – Ceilância, Riacho Fundo … – foram de bicicleta para curtir de Matanza a Paralamas, de Soulfly a Proto Man. Entre uma atração internacional e outra nacional, lanche e bebidas na praça de alimentação e esportes radicais.

Além do bike valet, a Rodas da Paz também sorteou no Porão do Rock uma bicicleta, gentilmente oferecida pela Star Móveis. O prêmio do concurso cultural foi anunciado pela página poraodorock. Levou a bicicleta quem criou a frase mais criativa sobre como melhorar o trânsito de Brasília. Os outros cinco vencedores ganharam saltos de bungee jump.

No telão, durante os intervalos, um video deixava um recado rock’n’roll do Porão e da Rodas sobre mobilidade: “mais adrenalina, menos gasolina”.

A causa ganhou o apoio de músicos como Dinho Ouro Preto, João Barone e Bi Ribeiro, que cederam sua imagem em fotos e realizaram depoimentos incentivando o uso da bicicleta como meio de transporte e o respeito aos ciclistas. Em Brasilia, 639 ciclistas morreram desde o ano 2000.

Rock é atitude. Dar visibilidade às bicicletas e ao que elas representam diante desse cenário também.

Em Brasília, não é só o rock que precisa ir de bike: a cidade como um todo precisa repensar sua política de mobilidade urbana e estimular a cultura cicloviária – que vai além de ciclovias, embora possa e deva contar com ciclovias de qualidade.

A parceria Porão do Rock e Rodas da Paz mandou esse recado. Como um bom show de rock, tomara que tenha bis.

bike_valet_rodas1 bike_valet_rodas2 bike_valet_rodas4 bike_valet_rodas5 Dinho Ouro Preto paralamas

Dia Mundial Sem Carros 2013 está chegando, o que vai rolar no DF?

Desde 1997 na França e desde 2003 no Brasil, várias cidades vem experimentando um dia sem carro. A proposta é provocar a discussão da dependência que temos do transporte individual motorizado e como as cidades podem se tornar mais receptivas a outras formas de transporte, mais eficientes, mais sustentáveis e mais seguras.
Aqui no Distrito Federal já tem atividades previstas para acontecer na semana do dia 15 a 22 de setembro, mas ainda pode ser feito muito mais! Se você ou sua entidade for fazer algo, nos avise que ajudaremos a divulgar! Envie sua ação para [email protected]

15/9 domingo – 9h-12h – Estrutural – Feira Comunitária da Estrutural
Ação Pimp my Bike: Quer dar uma geral na sua bike? É a hora! Vamos ter aulas de mecânica de bicicleta, distribuição de adesivos refletivos, plaquinhas de “Respeite um carro a menos” e até pintura de bicicletas com tinta refletiva, especialmente para bicicletas de trabalho. Organização: Movimento Nossa BrasíliaColetivo da Cidade e Rodas da Paz

18/9 quarta – 20h – Aliança Francesa – 708/907 SulCARTAZ_DOCUMENTARIOS_B_III
FILME: “Se descolar em 2040” (52 min) “Em duas gerações, as distâncias percorridas pelos franceses foram multiplicadas por 9. Quando todo vai mais rápido e mais longe, anunciamos uma penúria de petróleo, e então de gasolina. Tem que pensar de novo nossos deslocamentos e se adaptar a novos parâmetros: tele-trabalho, transportes elétricos ou ecológicos, viagens virtuais… Os especialistas nos anunciam as metamorfoses a chegarem e filmes de animação sugerem novos modos de se deslocar para o futuro.” Organização: Embaixada da França no Brasil

19/9 quinta – 20h – Aliança Francesa  – 708/907 Sul
FILME: “A verdadeira história do ônibus 402” (78 min) “O bairro das Pirâmides pertence a Evry-Ville-Nouvelle, uma dessas cidades fundadas na utopia urbanística pós-“Maio de 68”. Nesse “bairro difícil” passa o ônibus 402, um dos alvos dos jovens quando atravessa o território deles. Diante da recusa dos motoristas em continuar a passar nas Pirâmides, o serviço de transportes públicos implementou uma rede de prevenção que implica os moradores do bairro. No coração dessa historia, tem a distância entre a cidade e a periferia.” Organização: Embaixada da França no Brasil

19/9 quinta – 21h – Outro Calaf – SBS Quadra 2
Festa Se Pá: A mais nova festa semanal de Brasília vai oferecer 50% de desconto para quem for pedalando. Em de dos R$20 habituais, a entrada custará apenas R$10, dando direito a dançar muito ao som de Ragga, Trap, Hip Hop, Rap e Dancehall.
Organização: Headline Produção e Tatuagem

22/9 domingo – 10h-17h – Eixão do Lazer Norte – Viaduto da Galeria do Trabalhador
Festa #ocupaEixão: Festival de Música com Bandas de Brasília ao longo do dia. É proibido parar, só pode dançar! Faz mais de 20 anos a principal via de Brasília fecha para os carros e abre para as pessoas. Vamos celebrar este espaço com muita música, pois onde não há carro, há vida! Queremos que o Eixao do Lazer seja cada vez mais nosso e queremos mais areas assim em todo o DF. Traga sua canga e faça seu piquenique na maior rua de lazer do país. Organização: Rodas da Paz, Cult22 e Administração de Brasília

23/9 segunda – 7h30 – Desafio Intermodal – McDonald’s do Guará
O Desafio Intermodal avalia quais os meios de locomoção mais eficientes no meio urbano num dia comum. A proposta não é apenas medir a velocidade e quem chega primeiro, é avaliar o custo ambiental, econômico e social de cada meio de transporte. Em 2012 participaram moto, carro, táxi, patins e ônibus, bicicleta dobrável, bicicleta speed, metrô, bicicleta e metrô, pedestre e ônibus. Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/448155015294174/
Organização: Rodas da Paz